quinta-feira, 4 de março de 2010

Reporte de campanha O legado da Ordem, 5

A viagem dos aventureiros para o sul se dá sem muitas complicações, e as montarias arcanas que Aleph providenciou se provam muito velozes. Apos dois dias de cavalgada, e ja no terreno do Vale do Arco, eles se deparam com um grande cannyon que segue de noroeste para o sul. A espada de Elrond indica que eles deverão seguir o desfiladeiro e descer por ele. Com a ajuda arcana de Geshtar o grupo consegue chegar ao leito do rio onde encontram, escondido entre as rochas, um grande portal de pedra guardado por dois grandes Golens. A espada mágica parece entrar em ressonância com a magia do local e a portal logo se abre. Porém assim que Elrond atravessa o umbral ambos os golens, antes inertes, começam a desferir golpes com suas grandes alabardas de pedra. O grupo entra correndo para dentro do templo em busca de abrigo e ficam seguros la dentro.
Ao explorarem o local os aventureiros descobrem que aquilo na verdade se tratava de um antigo templo/ prédio militar do reino de Soltis. Segundo alguns diarios encontrados a verdadeira chave de Soltis se constituia de tres partes que estão divididas entre tres templos escondidos na região dos vales e de Cormyr. Crishal Tirith ao que parece, de fato é um artefato lacrado dentro de Solits, mas os pergaminhos e diarios indicam que o próprio reino de Soltis estava aprisionado junto a Derfel. E somente ao juntarem as tres partes da chave que o reino voltaria a existir. No subsolo do templo Magnus tambem encontra um orbe negro que o faz observar um outro templo semelhante a este. O orbe parece um mero objeto de adivinhação mas Geshtar nota que este emana um poder mágico imenso. Com uma grande quantidade de novas informações o grupo sai do templo em busca dos conselhos de Aleph.
Porém logo na saída um grupo de magos vermelhos os aguarda. Um luta de magias e espada é travada na sala do templo e vários saem feridos. Porém Osborn consegue capturar um dos magos vermelhos de Thay para que eles o possam interrogar.
Após alguns minutos o mago diz que o magistério de Thay parece estar muito interreçado não somente em lua alta mas em Soltis e Chrishal Tirith também. Assim vários grupos foram enviados em missões de espionagens e obtenção de informações, sendo que existem diversos magos vermelhos espionando as atividade de Aleph e dos aventureiros que tem relações com o Flagelo do Caos.
Com mais essas novas informações eles seguem rapidamente de volta a Lua Alta, esperando poderem ajudar contra a invasão drow e passar a Aleph as informaçes sobre Soltis antes que os magos vermelhos descubram mais coisas.

Eu sou o portal parte 5

Richard jogou a pá suja de areia na parte traseira do buggy e sentou-se fatigadamente ao
volante. A tempestade que se aproximava lançava sombras curvas e movediças ao longo da areia. A brisa
que se tornava mais forte jogava ruidosamente areia na lataria enferrujada do buggy. Meus dedos
coçavam.
― Eles me usaram para removê-lo ― disse eu, obtusamente. ― Estão assumindo o controle,
Richard. Estão forçando a porta, um pouco de cada vez. Uma centena de vezes por dia eu me vejo diante de algum objeto perfeitamente familiar ― uma espátula, um quadro, até mesmo uma lata de ervilhas ―
sem fazer idéia de como cheguei ali, estendendo as mãos, mostrando-o a eles, vendo-o como eles o
vêem, como uma obscenidade, como algo monstruoso e grotesco...
― Arthur ― interrompeu Richard. ― Não, Arihur. Não fale nisso.
Na obscuridade, seu rosto demonstrava desânimo e compaixão.
― Diante de alguma coisa, você disse. Remover o corpo do menino, você disse. Mas você não
pode andar, Arthur. Está morto da cintura para baixo.
Toquei o painel do buggy.
― Isto também está morto. Mas quando você entra nele, é capaz de fazê-lo andar. Seria capaz de
fazê-lo matar. Ele não poderia deter você, mesmo que quisesse ― repliquei, ouvindo minha própria voz
erguer-se histericamente. ― Sou o portal, será que você não consegue entender? Eles mataram
o menino, Richard! Eles removeram o corpo!
― Acho melhor você consultar um médico ― replicou ele em voz baixa. ― Vamos voltar.
Vamos...
― Verifique! Verifique o menino, então! Descubra...
― Você disse que nem mesmo sabia o nome dele.
― Ele devia ser do lugarejo. É um povoado pequeno. Pergunte...
― Falei com Maud Harrington pelo telefone, quando fui buscar o buggy. Se alguém neste estado
tem o nariz mais comprido que o de Maud, eu não conheço. Perguntei se ela ouviu falar no filho de
alguém, que não voltou para casa na noite passada. Ela respondeu que não.
― Mas ele é do local! Tem que ser!
Richard estendeu a mão para a chave de ignição, mas eu o detive. Ele se virou para fitar-me e
comecei a desenrolar as bandagens de minhas mãos.
Sobre o golfo, a trovoada murmurava e rugia.
Não fui ao médico nem tornei a telefonar para Richard. Passei três semanas com as mãos
envoltas em bandagens sempre que saía de casa. Três semanas esperando cegamente que aquilo
desaparecesse. Não era um procedimento racional; sou capaz de admitir isto. Se eu fosse um homem
inteiro, que não precisasse de uma cadeira de rodas em lugar das pernas, ou que levasse uma vida
normal com uma ocupação normal, eu talvez fosse consultar o Dr. Flanders ou procurasse Richard.
Poderia tê-lo feito, se não fosse pela lembrança de minha avó, isolada, virtualmente encarcerada, sendo
devorada viva pela própria carne infectada. Portanto, mantive um silêncio desesperado e rezei para
acordar algum dia de manhã e descobrir que tudo fora um pesadelo.
E, pouco a pouco, eu os sentia. Eles. Uma inteligência anônima. Eu nunca realmente tentei
imaginar como eles eram ou de onde tinham vindo. Era irrelevante. Eu era o portal deles, sua janela
para o mundo. Recebia deles suficiente feedback para sentir sua repulsa e horror, para saber que nosso
mundo era muito diferente do seu. Feedback suficiente para sentir-lhes o ódio cego. Não obstante, eles
observavam. Sua carne estava entranhada na minha. Comecei a perceber que me usavam, realmente me
manipulavam.
Quando o menino passou, erguendo a mão em seu costumeiro aceno neutro, eu tinha acabado de
decidir entrar em contato com Cresswell através de seu telefone no Ministério da Marinha. Richard tinha
razão a respeito de uma coisa: eu tinha certeza de que fora contaminado no espaço ou naquela estranha
órbita de Vênus. A Marinha me estudaria, mas não me transformaria num monstro. Eu não mais precisaria
acordar na escuridão cheia de rangidos e abafar um grito ao senti-los observar, observar, observar.
Voltei as mãos para o menino e dei-me conta de que não as enrolara nas bandagens. Na luz fraca
do crepúsculo, pude ver os olhos que observavam silenciosamente. Eram grandes, dilatados, com íris cor
de ouro. Certa vez eu esbarrara um deles contra a ponta de um lápis e sentira a dor angustiante subir
pelo braço. O olho deu a impressão de fitar-me com um ódio contido que era pior que a dor física. Não
esbarrei novamente.
E agora, eles observavam o menino. Sentia mente desviar-se. Um momento depois, meu controle
desapareceu. A porta estava aberta. Cambaleei pela areia em direção ao menino, minhas pernas
movimentando-se sem nervos, como uma tábua ao sabor das ondas. Meus olhos pareceram fechar-se a
passei a ver apenas através daqueles olhos estranhos ― vi um monstruoso panorama marinho de
alabastro, encimado por um céu semelhante a um imenso manto cor de púrpura; vi um barraco inclinado,
em ruínas, que poderia ter sido a carcaça de alguma desconhecida criatura carnívora; vi uma criatura
abominável que se movia, respirava e carregava sob o braço um objeto de madeira e arame, um objeto
construído de ângulos retos geometricamente impossíveis.
Imagino o que ele pensou, aquele pobre menino sem nome com a peneira sob o braço e os bolsos
estofados com um conglomerado de moedas sujas de areia perdidas pelos turistas, o que ele pensou ao
ver- me cambalear em sua direção com as mãos estendidas como um maestro cego regendo uma
orquestra lunática, o que ele pensou quando o que restava de luz incidiu em minhas mãos, vermelhas,
rachadas e brilhantes com sua carga de olhos, o que ele pensou quando as mãos fizeram aquele brusco
movimento no ar, logo antes de sua cabeça explodir.
Eu sei o que pensei.
Pensei que espiava pela borda do universo e via as labaredas do próprio inferno.
O vento fustigava as ataduras, transformando-as em bandeiras drape. jantes, enquanto eu as
desenrolava As nuvens tinham escondido o que restava do crepúsculo e as dunas estavam escuras,
cobertas de sombras. As nuvens pareciam correr e fervilhar acima de nós.
― Precisa prometer-me uma coisa, Richard ― declarei, acima do barulho do vento. ― Você deve
correr caso pareça que eu possa tentar... machucá-lo. Está entendendo?
― Sim.
Sua camisa aberta no pescoço chicoteava com o vento. O rosto estava sério, decidido, e seus
olhos eram pouco mais que órbitas no escuro.
A última atadura caiu.
Olhei para Richard. E eles olharam para Richard. Vi um rosto que conheço há cinco anos e passei
a amar. Eles viram um monolito vivo, distorcido.
― Você os vê ― disse eu, em voz rouca. ― Agora, você os vê.
Ele recuou involuntariamente. Seu rosto foi invadido por súbito e incrédulo pavor. Um relâmpago
iluminou o céu. Os trovões andavam entre as nuvens e o mar se tornara mais negro que o próprio Estige.
― Arthur...
Como ele era hediondo! Como podia eu ter convivido com ele, falado com ele? Não era uma
criatura, mas uma pestilência muda. Ele era...
― Fuja! Fuja, Richard!
E ele fugiu. Correu em saltos enormes. Transformou-se num andaime de encontro ao céu
ameaçador. Minhas mãos se ergueram, voando sobre minha cabeça num gesto gritante e estranho, os
dedos estendidos na direção da única coisa que me era familiar naquele mundo de pesadelo ― as nuvens.
E as nuvens responderam.
Houve o risco enorme, branco-azulado, de um raio que pareceu ser o final do mundo.
Atingiu Richard, envolvendo-o. A última coisa de que me lembro é o cheiro elétrico de ozônio e o
odor de carne queimada.
Quando acordei, estava placidamente sentado em minha varanda, olhando na direção da Grande
Duna. A tempestade passara e o ar estava agradavelmente fresco. Havia uma fina fatia de lua. A areia era
virginal nem o menor sinal de Richard ou do buggy.
Olhei para minhas mãos. Os olhos estavam abertos, mas esgazeados. Eles estavam exaustos.
Dormiam.
Eu sabia muito bem o que precisava ser feito. Antes que a porta se abrisse ainda mais, tinha que
ser trancada. Para sempre. Eu já podia notar os primeiros sinais de alteração estrutural nas mãos. Os
dedos começavam a encurtar-se... e a mudar.
Havia uma pequena lareira na sala e, na estação, eu costumava acender um fogo contra o frio
úmido da Flórida. Acendi um agora, agindo depressa. Não fazia idéia de quando eles despertariam para o
que eu estava fazendo.
Quando o fogo pegou bem, saí até o tambor de querosene e embebi ambas as mãos. Eles
acordaram imediatamente, gritando em agonia. Quase não consegui chegar de volta à sala ― e à lareira.
Mas cheguei.
Isso ocorreu há sete anos.
Ainda estou aqui; ainda observo os foguetes subirem. Têm sido mais numerosos, ultimamente.
Este é um governo com mentalidade espacial. Até mesmo já se fala em novas sondas tripuladas para
Vênus.
Descobri o nome do menino, embora não faça diferença. Ele pertencia realmente ao lugarejo. Mas
a mãe esperava que ele passasse a noite em casa de um amigo, no continente, e só deu alarme na
segunda-feira seguinte. Richard... bem, todo mundo achava Richard um sujeito esquisito. Desconfiam que
ele tenha ido para Maryland ou se amasiado com alguma mulher.
Quanto a mim, sou tolerado, embora goze também de grande reputação por excentricidade.
Afinal, quantos ex-astronautas escrevem regularmente a seus representantes eleitos, em Washington,
sugerindo que o dinheiro da exploração do espaço poderia ser melhor empregado em outras coisas?
Dou-me bem com estes ganchos no lugar das mãos. Sofri dores horríveis durante um ano ou
mais, mas o corpo humano é capaz de adaptar-se a quase tudo. Aprendi a barbear-me com eles e até
mesmo a dar o laço nos sapatos. E, como podem ver, minha datilografia é correta e fácil. Não espero
encontrar qualquer dificuldade para enfiar o cano da espingarda na boca e puxar o gatilho. Pois tudo
começou outra vez, há três semanas.
Há um perfeito círculo de doze olhos dourados em meu peito.

Eu sou o portal parte 4

Tudo começou em Miami. Eu tinha negócios lá com um homem chamado Cresswell, investigador
do Ministério da Marinha. Ele vem checar-me uma vez por ano ― pois já estive o mais próximo que
qualquer pessoa pode chegar do material secreto referente ao nosso programa espacial. Não sei o que ele
procura; um brilho furtivo em meus olhos, talvez, ou uma letra vermelha em minha testa. Só Deus sabe
por que. Minha pensão é tão grande a ponto de ser quase embaraçosa.
Cresswell e eu estávamos sentados na varanda de seu quarto de hotel, bebericando drinques e
discutindo o futuro do programa espacial americano. Era cerca de três e meia. Meus dedos começaram a
coçar. Não foi nem um pouco gradual. Ligou-se de repente, como uma corrente elétrica. Mencionei o fato
a Cresswell.
― Então, você pegou alguma planta venenosa naquela ilhota escrofulosa ― disse ele, sorrindo.
― A única vegetação existente em Key Caroline são os palmitos repliquei. ― Talvez seja a coceira
dos sete anos.
Olhei para minhas mãos. Perfeitamente normais. Mas coçavam.
Mais tarde, assinei o mesmo documento de sempre ("Juro solenemente que não recebi nem
revelei e divulguei informações que...") e dirigi meu carro de volta à ilha. Tenho um velho Ford equipado
com freio e acelerador operados à mão. Eu o adoro ― faz com que me sinta autosuficiente.
É um longo trajeto pela Rodovia 1 e, quando saí da auto-estrada e peguei a rampa de saída para
Key Caroline, eu estava quase louco. Minhas mãos coçavam inacreditavelmente. Se você já passou pelo
sofrimento da cicatrização de um corte profundo ou de uma incisão cirúrgica, talvez faça alguma idéia do
tipo de coceira a que me refiro, tinha a impressão de que coisas vivas rastejavam e me perfuravam a
carne.
O sol quase desaparecera no horizonte e examinei cuidadosamente as mãos à luz do painel.
Agora, as pontas dos dedos estavam vermelhas, em pequenos círculos perfeitos logo acima da parte
carnuda onde estão as impressões digitais, nos locais onde ficamos com pequenos calos ao tocarmos
violão. Também existiam círculos vermelhos de infecção no espaço entre a primeira e segunda juntas de
cada dedo, inclusive o polegar, e na pele entre a segunda junta e a mão. Apertei os dedos da mão direita
contra os lábios e retirei-os depressa, com repentino nojo. Uma sensação de atônito horror surgiu-me na
garganta, lanuda e asfixiante. A carne onde os pontos vermelhos tinham surgido estava quente, febril, e o
resto parecia macio, mole e frio, como a polpa de uma maçã apodrecida.
Levei o resto do caminho procurando convencer-me de que realmente pegara algum tipo de
urticária, em algum lugar. Contudo, no fundo de minha mente havia outro pensamento terrível. Quando
criança, tive uma avó que passou os últimos dez anos de vida isolada do mundo num quarto do andar
superior. Minha mãe lhe levava as refeições e seu nome era um assunto proibido para nós.
Posteriormente, vim a saber que ela sofria da moléstia de Hansen ― lepra.
Quando cheguei em casa, telefonei para o Dr. Flanders, no continente. Fui atendido pela
secretária eletrônica. O Dr. Flanders estava fazendo um cruzeiro de pesca, mas se fosse urgente o Dr.
Ballanger estaria às ordens. O Dr. Flanders regressaria no máximo até a tarde seguinte.
Desliguei num movimento vagaroso e, depois, disquei para Richard. Deixei o telefone chamar uma dúzia de vezes antes de desligar. Depois disso, permaneci indeciso durante algum tempo. A coceira
piorava. Parecia emanar da própria carne.
Rolei minha cadeira de rodas até a estante de livros e peguei a velha enciclopédia médica que eu
possuía há anos. O livro se mostrou enlouquecedoramente vago. Poderia ser tudo, ou nada.
Recostei-me e fechei os olhos. Podia escutar o velho relógio de navio funcionando na prateleira do
outro lado da sala. Ouvi o ronco longínquo de um jato que se dirigia a Miami. E o leve sussurro de minha
própria respiração.
Continuei a olhar para o livro.
A percepção do fato foi lenta, mas, de repente, atingiu-me de modo assustador. Eu tinha os olhos
fechados, mas, ainda assim, continuava a olhar para o livro. O que eu via era a versão difusa e
monstruosa, distorcida, em quatro dimensões, de um livro. E, a despeito de tudo, a imagem era
inconfundível.
E não era eu o único que o olhava.
Abri bruscamente os olhos, sentindo um aperto no coração. A sensação diminuiu um pouco, mas
não inteiramente. Eu estava olhando para o livro, vendo as letras e diagramas com meus próprios olhos,
uma experiência cotidiana perfeitamente normal; mas também via-o de um ângulo diferente, inferior ―
via-o com outros olhos. Via não um livro, mas uma coisa estranha, algo de forma monstruosa e intenção
ominosa.
Ergui lentamente as mãos para o rosto, tendo a fantasmagórica visão de minha sala transformada
numa casa de horror.
Gritei.
Havia olhos observando-me através de fendas na carne de meus dedos. E, enquanto eu olhava, a
carne se dilatava e murchava, à medida que eles abriam implacavelmente caminho em direção à
superfície.
Mas não fora isto que me fizera gritar. Eu olhara para meu próprio rosto e vira um monstro.
O buggy apareceu no topo da colina e Richard o freou junto à varanda. O motor acelerado
roncava e pipocava. Rolei minha cadeira de rodas pelo plano inclinado à direita dos degraus normais e
Richard me ajudou a embarcar.
― Muito bem, Arthur ― disse ele. ― A festa é sua. Para onde vamos?
Apontei na direção da água, onde a Grande Duna finalmente começa a descer. Richard meneou
afirmativamente a cabeça. As rodas traseiras derraparam, jogando areia, e partimos. Eu costumava
espicaçar Richard por causa da maneira pela qual dirigia o buggy, mas não me dei o trabalho de fazê-lo
naquela noite. Tinha muito mais em que pensar ― e sentir: eles não queriam o escuro e eu podia senti-los
esforçando-se por ver através das bandagens, impelindo-me a retirá-las.
O buggy saltava e rugia pela areia em direção ao mar, parecendo quase decolar do topo das
dunas menores. À esquerda, o sol se punha no horizonte com uma glória sangrenta.
Bem à nossa frente, no horizonte, as pesadas nuvens de trovoada se encaminhavam para nós. Os
relâmpagos iluminavam o céu e os raios caíam no oceano.
― À sua direita ― disse eu. ― Perto daquele abrigo.
Richard freou o buggy, espalhando areia, ao lado das ruínas apodrecidas do abrigo de troncos e
folhas de palmeira. Estendeu a mão para trás e pegou uma pá. Fiz uma careta ao ver isso.
― Onde? ― indagou ele, sem expressão.
― Bem ali ― apontei para o local.
Ele saltou e andou vagarosamente pela areia até o local, hesitou um instante e logo enterrou a pá
na areia. Pareceu-me que ele cavou durante longo tempo. A areia que jogava por cima do ombro com a
pá parecia úmida. As nuvens ameaçadoras estavam mais escuras, mais altas, e o mar parecia raivoso e
implacável à sombra delas e ao brilho refletido do crepúsculo.
Muito antes que Richard parasse de cavar, compreendi que ele não encontraria o garoto.
Eles o haviam removido dali. Eu não colocara bandagens nas mãos na noite anterior, de modo
que eles conseguiram ver e agir. Se foram capazes de me usar para matar o menino, poderiam usar-me
para removê-lo, mesmo enquanto eu dormia.
― Não há menino algum, Arthur.

Eu sou o portal parte 3

Só que em vez de escutarmos nós transmitíamos, primordialmente para os planetas mais
afastados: Júpiter, Saturno, Urano. Se existe alguma vida inteligente por lá, devia estar cochilando.
― Só Cory saiu
― Sim. E se trouxe consigo alguma praga interestelar, a telemetria não revelou.
― Mesmo assim...
― Não interessa ― interrompi, irritado. ― Só o aqui e agora importam. Mataram o menino ontem
à noite, Richard. Não foi agradável ver... ou sentir. A cabeça dele... explodiu ― como se alguém lhe
tivesse retirado o cérebro e colocado uma granada de mão no interior do crânio.
― Termine a estória ― disse ele.
Soltei uma risada oca.
― O que há para contar?
Entramos em órbita excêntrica em torno do planeta. Era radical e se deteriorava; quinhentos e
doze por cento e doze quilômetros. Isto na primeira volta. Nossa segunda volta foi ainda mais alta, com o
perigeu mais baixo. Tínhamos um máximo de quatro órbitas. Fizemos todas quatro. Demos uma boa
olhada no planeta. Tiramos também mais de seiscentas fotos e só Deus sabe quantos metros de filme.
A camada de nuvens é composta por partes iguais de metano, amônia, poeira e merda voadora.
O planeta inteiro parece o Grand Canyon num túnel de vento. Cory calculou a velocidade do vento em
cerca de mil quilômetros por hora perto da superfície. Nossa sonda funcionou durante toda a descida e
pifou de repente. Não vimos vegetação nem sinal de vida. O espectroscópio indicou apenas traços dos
minerais valiosos. E isso era Vênus. Nada, absolutamente nada ― exceto que me causava medo. Era
como circularem tomo de uma casa assombrada em pleno espaço exterior. Sei o quanto isto parece anti-
científico, mas quase me borrei de medo até nos afastarmos de lá. Creio que se um de nossos foguetes
não se desligasse, eu cortaria o pescoço durante a descida. Não é como a Lua. A Lua é deserta mas, de
algum modo, anti-séptica. O mundo que vimos era diferente, completamente diferente de tudo que
alguém já viu. Talvez seja uma boa coisa existir aquela camada de nuvens. Era como um crânio
completamente descarnado ― eis o melhor que consigo descrever.
No caminho de volta, ouvimos que o Senado votara o corte pela metade do orçamento espacial.
Cory fez um comentário sobre "parece que estamos de volta ao negócio de satélites meteorológicos,
Arde". Mas fiquei quase alegre. Talvez nosso lugar não seja lá.
Doze dias depois, Cory morreu e eu fiquei aleijado para o resto da vida. Perdemos toda a nossa
sorte na descida. O pára-quedas não funcionou. Que acha disso, como uma pequena ironia da vida?
Passamos mais de um mês no espaço, fomos mais longe que qualquer outro ser humano já conseguiu ir e
tudo terminou daquela maneira porque algum sujeito estava com pressa de fazer um intervalo para o café
e não dobrou direito o pára-quedas, causando um embaraço nas linhas.
Batemos com força. Um cara que estava num helicóptero disse que a nave parecia um bebê
gigantesco caindo do céu, trazendo atrás de si a placenta. Perdi os sentidos quando batemos.
Voltei a mim quando me carregavam pelo convés do Portland Nem mesmo tiveram oportunidade
de enrolar o tapete vermelho sobre o qual deveríamos passar. Eu sangrava.
Sangrava e era levado às pressas para enfermaria, passando sobre um tapete vermelho que não
parecia tão vermelho quanto eu...
― ... Passei dois anos no hospital de Bethesda. Deram-me a Medalha de Honra, muito dinheiro e
esta cadeira de rodas. Vim para cá no ano seguinte. Gosto de assistir à subida dos foguetes.
― Eu sei ― disse Richard, fazendo uma pausa antes de acrescentar: Mostre-me suas mãos.
― Não ― minha resposta foi muito rápida e áspera. ― Não posso permitir que eles vejam. Já lhe
disse.
― Já se passaram cinco anos ― disse Richard. ― Por que agora, Arthur? É capaz de me dizer?
― Não sei. Não sei! Talvez o que seja tenha um longo período de gestação. Ou quem mesmo
pode dizer que o contraí lá no espaço? Seja lá o que for, pode haver entrado em mim em Fort Lauderdale.
Ou aqui mesmo, nesta varanda, pelo que sei.
Richard suspirou e olhou para o mar, agora avermelhado pelo sol de final da tarde.
― Estou tentando, Arthur; não quero pensar que você esteja perdendo o juízo.
― Se for preciso, mostrar-lhe-ei minhas mãos ― repliquei, o que me custou grande esforço. ―
Mas só se for preciso.
Richard se levantou e pegou sua bengala. Parecia velho e frágil.
― Vou buscar o buggy. Procuraremos o menino.
― Obrigado, Richard.
Ele caminhou em direção à esburacada estrada de terra que levava à sua cabana ― eu podia ver
o telhado acima da Grande Duna, que se ergue por quase todo o comprimento de Key Caroline. Acima do mar, na direção do Cabo, o céu assumira uma feia coloração de ameixa e o som da trovoada longínqua
me chegou aos ouvidos.
Eu não sabia o nome do rapaz, mas via-o de vez em quando, caminhando ao longo da praia ao
anoitecer, com a peneira sob o braço.
Estava quase negro de tão tostado pelo sol e só usava um surrado par de jeans cortadas à altura
das coxas. Na extremidade oposta de Key Caroline existe uma praia pública e um jovem empreendedor
talvez consiga.ganhar até cinco dólares nos melhores- dias, peneirando a areia à procura de moedas
perdidas. Ocasionalmente, eu lhe acenava e ele respondia com outro aceno, ambos neutros,
desconhecidos mas irmãos, moradores permanentes da ilha em contraposição aos turistas esbanjadores
que dirigiam Cadillacs e falavam em voz alta. Imagino que morasse no pequeno vilarejo agrupado em
tomo da agência dos correios, cerca de oitocentos metros além de minha casa.
Quando ele passou aquela tarde, já fazia uma hora que eu estava na varanda, imóvel,
observando. Eu retirara as bandagens um pouco antes. A coceira se tornara intolerável e sempre
melhorava quando eles podiam ver com seus próprios olhos.
Era uma sensação como nenhuma outra no mundo ― como se eu fosse um portal ligeiramente
entreaberto através do qual eles observassem um mundo que odiavam e temiam. Mas o pior era que eu
também podia ver, de certo modo. Imagine sua mente transportada para uma mosca caseira, uma mosca
que olhasse para seu rosto com mil olhos. Então, talvez você consiga começar a entender por que motivo
eu mantinha minhas mãos envoltas em bandagens, mesmo quando não existia ninguém por perto para
vê-Ias.

Eu sou o portal parte 2

Suspirei e tentei acender o cigarro. Ele me tirou os fósforos da mão e acendeu para mim.
Puxei duas tragadas, inalando profundamente a fumaça. A coceira em meus dedos era de
enlouquecer.
― Muito bem -declarei. ― A noite passada, às sete horas, eu estava aqui, olhando para o golfo e
fumando, exatamente como agora, e...
― Recue um pouco mais no tempo ― pediu ele.
― Recuar mais?
― Conte-me a respeito do vôo.
Sacudi a cabeça.
― Richard, já repetimos isso muitas vezes. Não há nada...
O rosto vincado e enrugado era tão enigmático quanto uma de suas esculturas.
― Talvez você se recorde ― disse ele. ― Agora, talvez se lembre.
― Você acha?
― É possível. E quando terminar, podemos procurar a sepultura.
― A sepultura ― repeti.
A palavra tinha um som oco, horrível, mais sombrio que qualquer coisa, ainda mais sombrio que
todo aquele oceano através do qual Cory e eu velejáramos cinco anos antes. Escuro, escuro, escuro.
Por baixo das bandagens, meus olhos fitaram cegamente a escuridão que os curativos impunham.
Coçavam.
Cory e eu fomos colocados em órbita pelo Saturno 16, que todos os comentaristas chamavam de
Foguete Empire State Building. Era um enorme animal, realmente. Fazia o velho Saturno 1-B parecer um
brinquedo e era lançado de um bunker de concreto com sessenta metros de profundidade ― tinha que
ser, para evitar que arrasasse totalmente Cabo Kennedy.
Fizemos órbitas em torno da Terra, verificando todos os nossos sistemas, e depois acionamos os
propulsores. A caminho de Vênus. Deixamos um Senado em polvorosa, discutindo um projeto de
orçamento para posteriores explorações do espaço e um bando de pessoas da NASA rezando para que
encontrássemos alguma coisa ― qualquer coisa.
― Não interessa o quê ― gostava de dizer Don Lovinger, o menino prodígio particular do Projeto
Zeus, quando tomávamos umas e outras. Vocês têm todos os aparelhos, além de cinco câmeras, especiais
de TV e um lindo telescópio com zilhões e zilhões de lentes e filtros. Encontrem um pouco de ouro ou de
platina. Ainda melhor, encontrem alguns adoráveis homenzinhos azuis para nós estudarmos, usarmos e
nos sentirmos superiores.
Qualquer coisa. Até mesmo o fantasma de Howdy Doody já seria um começo.
Cory e eu estávamos ansiosos por atender, se possível. Nada funcionara em favor do programa
de profunda exploração espacial. De Borman, Anders e Lovell, que entraram em órbita ao redor da Lua em
`68 e encontraram um mundo vazio e ameaçador que parecia areia suja na praia, a Markhan e Jacks, que
pousaram em Marte onze anos depois para encontrarem uma vastidão árida de areia congelada e uns
poucos liquens raquíticos, o programa de profunda exploração espacial fora um dispendioso fracasso. E
houve baixas: Pedersen e Lederen, subitamente lançados em órbita eterna em tomo do Sol quando tudo
deixou de funcionar no antepenúltimo vôo Apolo. John Davis, cujo pequeno observatório espacial foi
perfurado por um meteoróide em um acidente cujas possibilidades eram uma em mil. Não, o programa
espacial não ia nada bem. Ao que tudo indicava, a órbita de Vênus seria nossa última oportunidade de
dizer: "Viram como tínhamos razão? "
Dezesseis dias de viagem de ida ― comemos um bocado de alimentos concentrados, jogamos um
bocado de buraco, trocamos um resfriado para lá e para cá ― e sob o ponto de vista técnico foi uma sopa.
Perdemos um conversor de umidade do ar no terceiro dia, ligamos o sobressalente e isto foi tudo,
excetuando alguns detalhes sem importância, até a reentrada da atmosfera terrestre. Vimos Vênus
crescer de uma estrela a uma lua em quarto-crescente e, finalmente, uma bola de cristal leitoso, trocamos
piadas com o Controle Huntsville, escutamos fitas de Wagner e dos Beatles, cuidamos de experimentos
automatizados que tratavam de tudo, desde medidas do vento solar até navegação no espaço. Efetuamos
duas correções do curso, ambas infinitesimais, e no nono dia Cory saiu da nave para bater no DESA
escamoteável até que este resolveu funcionar. Nada de extraordinário até que...
― DESA ― repetiu Richard. ― O que é isso?
― Um experimento que não deu certo. Jargão da NASA para designara Deep Space Antenna, uma
antena para uso no espaço longínquo ― irradiávamos impulsos de alta freqüência para quem estivesse
interessado em escutar-nos ― respondi, esfregando os dedos nas calças, sem resultado; na verdade, a
coceira deu a impressão de piorar. ― É a mesma idéia do radiotelescópio na West Virginia ― você sabe, o que escuta as estrelas.

Eu sou o portal parte 1

Em minhas viagens pelos planos encontrei vários conhecimentos. Escritos de antigos empérios anteriores a vários deuses, artefatos de poderes miraculosos, bestas tão grandes quanto continentes... Mas viajando entre as ruínas de uma antiga cidade no subterrâneo encontrei algo muito curioso a algusn dias atrás. Um pequeno alforje de um material azulado parecido com couro. Escritos em uma lingua estranha adornavam aquela pequena bolsa e dentro encontrei vários pergaminhos em um tipo de papel muito branco e com diversas linhas azuis a cruza-lo. Com uma simples magia de entendimento de línguas consegui decifrar tais pergaminhos. Segue abaixo a transcrição deles. Apesar de confusos e com vários termos estranhos ate mesmo a mim, adimito que tais escritos troxeram a minha mente uma certa perturbação.

...

Richard e eu estávamos sentados em minha varanda, olhando por cima das dunas para o golfo. A
fumaça de seu charuto espalhava-se preguiçosamente no ar, mantendo os mosquitos a uma distância
segura. A água era um frio azul-turquesa, o céu um azul mais profundo, mais real. Uma combinação
agradável.
― Você é o portal ― repetiu Richard, pensativo. ―― Tem certeza de que matou o
menino? De que não foi um sonho?
― Não foi sonho. E também não o matei ― já lhe disse isto. Eles mataram. Eu sou o portal.
Richard suspirou:
― Você o enterrou?
― Sim.
― Lembra-se do local?
― Sim.
Enfiei os dedos no bolso do peito e peguei um cigarro. Minhas mãos eram desajeitadas em seu
invólucro de bandagens. Coçavam abominavelmente.
― Se quiser ver, tem que pegar o buggy. Não pode rolar isto indiquei-lhe minha cadeira de rodas
― na areia.
O buggy de Richard era um Volkswagen `59 com pneus enormes. Ele o usava para apanhar
madeira trazida pela maré. Desde que se aposentara de seu negócio imobiliário em Maryland, morava em
Key Caroline e fazia esculturas em troncos trazidos pelo mar, que vendia a preços vergonhosos aos
turistas de inverno.
Tirou uma baforada do charuto e olhou para o golfo.
― Ainda não. Quer me contar mais uma vez?
Suspirei e tentei acender o cigarro. Ele me tirou os fósforos da mão e acendeu para mim.
Puxei duas tragadas, inalando profundamente a fumaça. A coceira em meus dedos era de
enlouquecer.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Guil-Ma-Dul e O Crânio das Almas Perdidas

Guil-Ma-Dul é um poderoso mago e um dos grandes generais de Imaskar. Antes de assumir o posto de general, Guil-ma-Dul sacrificou a sua mortalidade para se torna um poderoso lich para proteger a sua nação Imaskar pelo restos de seus dias. Ao se torna general de Imaskar, Guil-Ma-dul teve acesso a todos os antigos livros da biblioteca do castelo do reino e aprendeu poderosas magias, algumas tão poderosas que forma proibidos até pelos deuses. Depois de alguns anos, os deuses que estavam sobrecarregados de raiva pelo Reino Imaskari, devido a eles serem insolente as regras divinas, e amaldiçoarão Imaskar com um terrível praga. Devido a grande cólera dos deuses, os magos governantes, junto com a ajuda de Guil-Ma-Dul, abriram alguns portais para um desconhecido plano para salvar a sua civilização.

No novo plano, os imaskari escravizarão os habitantes locais e os forçaram a construir um novo reino de Imaskar. Enquanto isso, Guil-Ma-Dul sai a procura informações daquele plano e algumas informações sobre as magias que reinavam aquele diferente plano. Em sua jornada, Gui-Ma-Dul sentiu uma grande presença mágica em um antigo templo cujos sacerdotes ainda veneravam o Deus Bhaal. Guil-Ma-Dul usou magias, que eram bastantes desconhecido naquele plano, para conseguir roubar facilmente aquela poderosa fonte de energia mágica. Ele ficou espanto em saber que aquele poderoso item era um antigo livro que contia muitos rituais necromantes do Deus Bhaal. Após isto, ele ficou curioso com tais rituais e decide voltar para o novo Império de Imaskar.

Ao chegar lá, Gui-Ma-Dul fica espantado em ver os seus conterrâneos estavam morto junto com alguns poucos escravos. A raiva começa a possuir a alma de Guil-Ma-Dul. Ele, seguindo o seu ímpeto irracional de desespero, procura no livro de Bhaal uma mágia que conseguisse reviver todos os seus amigos. Guil-Ma-dul, procurando freneticamente com os seus olhos escarlates, acha um magia que conseguiria fazer tal façanha. E após alguns minutos, Guil-Ma-Dul acha a magia “Crânio das almas Perdidas”. O poderoso mago lich então pega um grande ônix negro e começa a recitar aquela poderosa magia. Guil-Ma-Dul, devido ao seu descuidado ímpeto, esqueceu somente um pequeno e muito importante detalhe : Bhaal, era o deus da morte que pregava o assassinato violentos e rituais da morte. O mago lich havia efetuado a magia pensando que iria ressuscitar os seus conterrâneos mas na verdade estava escravizando a alma de cada imaskari. O “Crânio das Almas Perdidas” é uma mágica criada para roubar parte das almas de todos os guerreiros que morreram com mortes violenta e com ódio no coração. Ela extrai ódio das almas dos guerreiros caídos e as transferem para as almas de todos aqueles que tocarem o “Crânio das Almas Perdidas”.

Depois disso, Guil-Ma-Dul andou pelo plano de Fayrun tentando ressuscitar cada conterrâneo caído desde a queda do Império Imaskar. Duas figuras importantes de “ The Long Road” encontradas por Guil-Ma-Dul foi o Azeroth e Tavos Vandor. Azeroth foi um aliado perdido para ele devido a afinidade dos poderes de Azeroth e do Crânio dos Segredos com o Deus Tirano Bane e Tavos Vandor foi salvo graças a coragem do nobre Paladino Magnus que o libertou do feitiço mas deixou algumas seqüelas que podem ser incuráveis .

terça-feira, 2 de março de 2010

O demônio Azeroth - Parte 3 de 3

Na manha seguinte, a festa em Raurin começou cedo e todos os mulans estavam ociosos para ver os seus companheiros se transformarem em deuses. Não demorou muito para que os deuses aparecessem e começassem a nomear os corajosos 3 guerreiros. Cada um dos guerreiros foram convocados pelas as grandes divindades de Fayrun, Tempus, Tyr e Bane, para receberem a sua devida dádiva. Elentgor foi convocado por Tempus e a sua dádiva foi se transforma em meio-elemental do vento cujo arco disparava rajadas de ar que atravessam qualquer armadura. Legato foi convocado por Tyr e a sua dádiva era que o seu cavalo se transformou em um pégasus, com o pêlo tão branco como a neve, e ele se transformou em um anjo celestial. Por último, Azeroth foi convocado por Bane e a sua única dádiva, mas não menos importante, foi ser transformado em um fiel demônio Batezu. Todos estavam felizes com as dádivas dos deuses, pois todos se transformaram em seres muito poderosos e se consideram quase imbativéis. O mago imaskari estava estava observando toda a festa através de um olho mágico e ficou assustado quando viu a grande quantidade mágica que os deuses haviam dados para os seguidores. Ele ficou muito contente em saber que o seu aliado havia ganhado tamanhos poderes, pois assim a sua vingança seria concretizado rapidamente. Em seguida, o mago convoca o seu amigo para prosseguir os seus planos.

Azeroth, ao ser convocado, sai do meio da multidão e começa se dirigir em direção ao mago, dizendo a todos que iria perseguir os seus escravagistas e trazer a vingança para as terras dos mulan. Todos os amigos de Azeroth se despiram do amigo que sairá em partida para uma missão suicida e outros amigos que támbem gostariam de despedir, não conseguiram pois temiam que Azeroth havia se corrompido para sempre depois de ser abençoado por Bane. Os outros dois grande guerreiros, Legato e Elentgor, disseram que gostariam de acompanhar o amigo naquela difícil jornada. Mas Azeroth negou a ajuda dos dois guerreiros dizendo que eles deveriam permanecer na sua querida terra para protege-la. Assim, Azeroth começa a se direcionar ao mago imaskari, para que completem o seu tão desejado plano, e vira-se uma última vez para trás para olhar novamente a antiga cidade destruída de Raurin, que era o lar dos 5 guerreiros imaskari que agora habitavam o corpo de Azeroth.

Depois que Azeroth encontrou com o mago imaskari, ambos saíram em um longa jogada por toda Fayrun para que eles conseguissem ressuscitar todos os seus amigos que foram mortos em batalha. Em 1 milênio, Azeroth e o mago andaram pelo plano procurando por grandes guerreiros para servirem de hospedeiro para os seus amigos caídos. O que o mago não esperava era que o seu amigo começa, sem nenhum motivo aparente, a idolatrar Bane mais e mais. Isso o preocupava bastante pois estava com medo que o seu maior aliado o largasse para seguir um deus daquele plano tão odiado por ambos. No final daquele milênio, durante uma noite de lua cheia, Azeroth escuta o chamado de Bane, no qual não consegue recusar. Azeroth, que estava conversando com o mago imaskari durante aquele momento, se levanta e começa a sair sem trocar nenhuma palavra com seu aliado. O mago, assustado com a estranha reação do se aliado, usa os seus poderes e observa com os seus olhos escarlates que o poder de Bane consegue superar a sua magia que controlava a vontade de Azeroth. O mago, que guardava 1 milênio de rancor de Bane, começou a amaldiçoa-lo mais ainda por interferir em seu planos.

O mago de Imaskar, não perdendo as suas esperanças, começou a prosseguir o seu plano enquanto perseguia Azeroth, pois naquele corpo havia os 5 guerreiros mais poderosos de Imaskar e eles eram fundamentais para o seu plano. Durante aquele milênio até o começo do segundo milênio desde de que Raurin foi aniquilada, o mago continuava a perseguir Azeroth e a ressuscitar os seus amigos caídos durante a suas viagens até que um Azeroth foi ordenado a buscar um artefato poderoso em Soltis, conhecido como Cryshal Tirith. Aquele artefato era protegido por um poderoso paladino chamado Derfel. Azeroth, com a sua devoção cega por Bane, foi atrás do artefato em Soltis e lá foi derrotado e jogado no Plano dos Infernais, no qual ficou aprisionado durante 2 milênios, até aproximadamente, um pouco em diante depois da ressurreição do seu patronomo Bane. Enquanto Azeroth espera a sua liberdade no Plano Infernal, o Mago de Ismakar continuou a sua difícil missão de ressuscitar os amigos caídos atrvés do Crânio Das Almas perdidas.

O demônio Azeroth - Parte 2 de 3

Antes de pegar o seu orbe, o mago imaskari escuta uma voz grossa e cheia de coragem:
- Não se mova criatura desprezível! Eu ordeno que pare em nome dos deuses ou você encontrará a sua morte devagar e dolorosa.
O mago assustado, com tamanha coragem, vira-se vagarosamente para trás e vem quem o homem lhe dirige a voz diretamente. O mago vê perante dos seus olhos, um homem de pele clara, olhos negros, cabelo negro curto penteado para trás. Ele estava vestindo armadura negra reluzente coberta com cravos e uma capa avermelha feita com couro de um lobo infernal. O Cavaleiro apontava uma espada bastarda de lâminas negras no qual o seu cabo e empunhadura eram feitos de ossos de pequenas criaturas abissais. Após a observação do mago, o cavaleiro começa conversa novamente:
- Você parece ser mais um imaskari. A sua cabeça será uma grande premiação para mim quando a levá-la para os nossos deuses. Prepara-se para morrer nas mãos de Azeroth.
O mago ao escutar aquele nome, abre um sorriso maléfico, como aquele encontro fosse obra do destino. O mago olha diretamente nos olhos do paladino e o paladino nota que os olhos daquele estranho ser humano tem um brilho escarlate e eles estavam lhe congela a alma. O mago, ao ver o medo na alma do cavaleiro, retira uma gema branca muito preciosa de seu bolso e começa a recitar algumas palavras arcanas enquanto observa o cavaleiro. O cavaleiro, assustado, mas temendo ainda pelo pior, começa a correr em direção ao mago brandindo a longa espada bastarda. Mas antes que o cavaleiro conseguisse chegar perto do mago imaskari, a gema começa a brilhar, desprende da mão do mago e voa em direção ao coração do nobre cavaleiro. A gema perfura o peito do cavaleiro e ele cai paralisado no chão como um cadáver já morto. O cavaleiro, sem sentir nenhuma parte do seu corpo, começa a procurar o mago com a visão e a orar para os seus Deuses para que eles os ajudassem naquele momento difícil. Mas parece que aquela terrível gema, estava neutralizando os poderes dos deuses e aparentava que a presença do mago estava afastando o cavaleiro dos seus deuses.

O mago começa a andar em direção ao corpo do cavaleiro caído enquanto ele esticava a mão em direção do crânio púrpura. O orbe, como fosse parte do corpo do mago, começa a levitar e ir à direção da mão do mago e chega exatamente quando o mago esta a dois passos do paladino. O cavaleiro, que continua com as suas preces fervorosamente, vê o mago a abaixar e colocar a mão vazia em seu peito, exatamente na mesma direção na qual a gema se encontrava. Quando a mão do mago toca o peito do cavaleiro, ele sente uma mão gelada atravessando a sua carne, como o mago estivesse afundando a mão em água, até segurar em algo. O cavaleiro sentiu que o mago encontrou algo no seu peito e ele estava preparando para arrancá-la. De repente, o cavaleiro vê o mago fazendo força com o braço e ele sente que algo foi arranco do seu peito. Neste momento, o cavaleiro dá o seu ultimo suspiro e vê que o mago estava segurando aquela estranha gema e ela estava absorvendo uma estranha névoa branca que saia do corpo do cavaleiro. Quando a última névoa foi absorvida pela gema branca, o cavaleiro solta o seu fôlego e o seu coração para de bater naquele momento.

O mago, após retirar a vida do corpo de Azeroth, ergue o crânio púrpura em cima da testa do cavaleiro caído. Neste momento, uma estranha fumaça púrpura começa a sair da boca esquelética do crânio e ela começa a envolver o corpo de Azeroth lentamente. Em poucos segundos, o corpo do cavaleiro caído absorve aquela estranha fumaça, se ergue novamente do chão e olha em direção do mago. O mago imaskari levanta do chão e dirigi a palavra para o crânio de ametista e para o corpo de Azeroth:
-Irmãos..... Fomos derrotados por Fayrun e nossos corpos estão espalhados por todo este campo de batalha.
Enquanto o mago imaskari conversa com o corpo de Azeroth, a cabeça do cavaleiro se move para olhar todos aqueles corpos caídos no campo de batalha e o seu coração começa a se encher de ódio. O cavaleiro, volta a olhar para o mago que estava falando com uma voz fraca mas muito macabra, como se o som de sua boca fizesse os mesmo barulhos dos passos dos deuses da morte. O mago continua:
-Perdemos essa batalha mas a guerra esta longe de terminar. Através do meu poder e suas almas, conseguir criar um poderoso artefato que nós trará a nossa vingança, o Crânio das Almas Perdidas. Ele conseguirá trazer a vida de todos nós. Não em nossos corpos....mas nos corpos daquele que nós derrotaram.
De repente, o mago virá e aponta para o corpo de Azeroth:
Trevor, Cigam, Ram, Tif e Murdoc.... os 5 guerreiros mais fortes de Imaskar, agora você habitam o corpo de Azeroth. Este paladino tirou a vida de vocês... um por um. Agora, como vingança, vocês o roubaram o corpo... o nome e os seus futuros poderes. Amanha, haverá a premiação dos deuses para os mortais e você, Azeroth, será premiado pelo o Deus do Ódio, Bane, com incríveis poderes que até eu mesmo possa não conhecer. Volte para o vilarejo e receba os seus poderes amanhã, pois eles nos serão bastante úteis.
Neste momento, o mago imaskari aponta para o vilarejo. No corpo de Azeroth, aparece escritas runicas roxas e ele segue para o vilarejo, como ele estivesse sendo manipulado igual a uma marionete.

O demônio Azeroth - Parte 1 de 3

Todos pensam que Azeroth veio do Plano dos Infernais e apareceu em Fayrun para espalhar o mau e o caos. Mas a história de Azeroth é bem diferente de que todos pensam. Ela foi esquecida milhares de anos e relembrada através deste diário encontrado recentemente pelas mãos de um bravo aventureiro que invadiu torre de Szass Than, na capital de Thay. Há aproximadamente quatros milênios antes da derrota do Grande Deus Tirano Bane, havia uma grande região prospera e visada por muitos deuses, conhecida atualmente como Mulhorand e Unther. Essa região havia sido invadida pela grande imigração do Império de Imaskar, pois o seu antigo plano havia sido atingido por uma grande praga e os magos governantes deste reino abriram grandes portais para Fayrun para salvar aqueles que não haviam sidos atingidos pela praga ainda. As pessoas que viviam na região perto aos portais abertos pelos magos imaskari, os mulan, foram rapidamente escravizadas pelo Império de Imaskar e foram forçadas a trabalhar para os invasores. Os magos governantes de Imaskar, para garantir a mão de obra escrava, invocaram uma barreira poderosa para que os escravos daquela região não pedissem ajuda aos seus deuses através de orações.

Após alguns anos de escravidão, o deus supremo Ao, interferiu na magia dos magos de Imaskar fazendo com que os deuses dos escravos percebessem o pedido de socorro dos seus seguidores e descessem nas suas formas mortais para combater os invasores. Uma grande batalha foi travada em Raurin, o centro do Império de Imaskar, entre os grandes magos e guerreiros de Imaskar e os deuses e os escravos daquela região. Os imaskari, mesmo sendo uma nação grandiosa e poderosa, não eram páreos para os poderes dos deuses de Fayrun. A única escolha que havia para os imaskari, para que eles não fossem extintos, era uma rápida fuga daquela região. Os mulan, que agora estavam livres, fizeram grandes festas para comemorar as suas liberdades e principalmente para os deuses, que sem eles ele viveria como escravos para sempre. Os deuses, satisfeito com os seus seguidores, resolveram povoar aquela região junto com os mulan. Além disto, os deuses, como retribuição a devoção de seus fiéis, escolheram os 3 guerreiros mais corajosos e habilidosos daquele reino para eles compartilhar um pouco dos seus poderes com aqueles mortais. Entre estes 3 guerreiros, encontrava-se : um arqueiro chamado Elentgor, cujo as flechas atravessarão os grandes dominadores de mágias mortais de Imaskar; um cavaleiro chamado Legato, cuja o cavalo era mais rápido e a sua velocidade deferir golpes matou vários imaskari antes de sacarem as suas armas; paladino caído chamado Azeroth cuja bravura ajudou a salvar a vida de centenas de companheiros mulan.

Os mulan resolveram fazer uma grande comemoração em Raurin para o tal dia que os seus 3 companheiros se tornariam, para muitos daquele povoado, a representação dos deuses em Fayrun. Mas nem todos estavam felizes com a derrota dos imaskari. Nos escombros do antigo Império Imaskar, havia um poderoso mago imaskari escondido, preparando a sua vingança contra Fayrun. O mago aparentava ser um homem muito magro, para não dizer esquelético, bem velho e com cabelos longos e brancos. A sua pele era muito pálida e ferida, além de que em todo o seu corpo havia tatuagens negras com diversas palavras arcanas. O seu corpo emanava um cheiro de podridão das antigas tumbas e era mais frio do que a caverna de um Grande Dragão Ancião Branco. Mesmo tento um corpo completamente decadente, o mago tinha trajes vermelhos finos e de alta qualidade, além de estar envolto de bastante jóias.

Na noite anterior antes da entrega do prêmio dos 3 temidos guerreiros, o mago imaskari foi até o centro do campo de batalha, no qual haviam caído vários de seus companheiros durante a luta contra os escravos e deuses, e colocou um pequeno ônix negro, de tamanho de um punho fechado de anão, no chão. O mago começou a recitar, em uma língua completamente desconhecida por qualquer mortal em Fayrun, palavras arcanas que somente os seus companheiros mortos de Imaskar as escutariam. Após algumas palavras nesta língua, estranhas escritas rúnicas roxas apareceram em todo o campo de batalha e o céu começará a fechar, escondendo todo o brilho da lua e das estrelas por toda aquela região. De repente, o ônix negro começa emitir um brilho negro e a escorrer um estranho liquido vermelho e viscoso, enquanto um grande furacão envolvia todo aquele campo de batalha. A calda do furacão começa a se fechar em direção do orbe negra e o seu vento, que muitos esperam que comece a destruir tudo, estava somente desprendendo as escritas rúnicas roxas do chão e extraindo as almas dos corpos decadentes dos guerreiros imaskari caídos. Em poucos segundos o furacão se transforma em tornado de almas e runas arcanas aos sons da poderosa voz do mago imaskari. Quando a última palavra arcana foi removida e o último espírito foi devorado pelo furacão, este mesmo começa a ser absorvido pelo ônix negro. O ônix negro começa a emanar grande aura de magia e começa a liberar aquele líquido vermelho mais e mais. Ao terminar de absorver o último vento do furacão, um feixe de luz desce rasgando do céu das nuvens até o orbe negro, emitindo um grande estrondo que conseguirá escutar através quilômetros além das Montanhas da Espada do Dragão. Neste momento, o trovão cauteriza o orbe negro e o céu fica limpo novamente instantaneamente. O mago imaskari, orgulhoso de seu trabalho, observa e começa a se aproximar do paradeiro do orbe negro, que havia mudado a sua forma para um crânio humano feito de ametista. O crânio emitia uma grande poder mágico e uma fumaça esbranquiçada como tivesse sido banhado com o fogo do Plano Infernal.

Reporte de campanha O legado da Ordem, 5

Ao chegarem em Lua Alta o grupo seguiu em direção a torre de Aleph com uma dúvida em suas cabeças, Laeral comentara que a Beladona era usada geralmente por magos malignos em rituais de necromancia. Uma vez na torre do mago, eles concordaram em entregar a ele a encomenda somente se o ritual de invocação do mago vermelho pudesse ser obervado por eles. Apos algumas negociações Aleph aceita as condições alé mde entregar ao grupo uma quantia considerável de armas e armaduras mágicas. O ritual irá acontecer amanha, enquanto isso Aleph fará os preparativos para a complicada conjuração.
O grupo sai para a cidade para comprerem novos suprimentos e se curarem nos templos. As ruas da cidade ja estao com várias tendas médicas e todos estão trabalhando freneticamente no reforço das muralhas ao norte. Ao que parece enquanto eles estavam na vigília negra os ataques dos drows aumentaram muito. Alguns boatos dizem que eles estariam trazendo ate mesm omaquinas de guerra do submundo para atacar a cidade. Chegando a noite, ao retornarem para a taverna onde estão dormindo, o grupo passa em frente a torre de Aleph. Em meio a luz da lua cheia eles conseguem identificar tres homens de robes vermelhos e tatuagens azuis entrando pela torre rapidamente. Geshtar, sabendo a reputação dos magos vermelhos de Thay, convoca o grupo para que eles possam ver oque esta acontecendo. O som de várias explosões se segue vindo da torre e os herois sobem correndo para ajudaram o mago. Ao chegarem la os tres magos de Thay lutam com magias extremamente fortes contra Aleph, que se defende do melhor jeito possível. A batalha contra os magos toma algum tempo mas os aventureiros conseguem a vantagem e matam quase todos. O último mago porém, consegue invocar um portal e fugir antes de ser pego. Aleph diz aos jovens que ele não deve esconder seus propósitos mais, os rituais que ele iria realizar seriam feitos para conseguir comprovar as intenções do magos vermelhos em lua alta. Ja faz alguns meses que Aleph vasculhava as ações dos magos e ele descobrira que estes planejavam se infiltrar no governo de Lua Alta para ganharem a confiança de Theremen. Após isso eles pretendiam abrir um mercado de itens mágico feitos por mão de obra escrava na cidade. Aleph vinha tentando desmascarar essa atividade mas havia esbarado com algo mais importante ainda. Ao que parece os magos de Thay também estavam atras de algum artefato antigo relacionado com o Flagelo do Caos. Aleph pede que eles venham o ver no dia seguinte pois tem mais coisas importantes a falar com eles.
Apos dormirem o grupo sai pelas ruas da cidade, vendo como todos estão trabalhando cada vez mais para reforçarem as defesas, e passam pela casa de Josan, a sede da ordem Flagelo do Caos. Porem oque eles encontram são escombros chamuscados do que um dia foi uma casa. Josan esta sentado ao lado lamentando e conta a eles que o Sharn atacou novamente vários membros da ordem, e que dessa vez ele chegou a entrar na sede e destruiu tudo oque havia pela frente. A ordem esta com pouquíssimso membros agora, e ainda por cima eles tiveram que ceder mais quatro membros para a pesquisa das ruínas da cidadela sem sol. Magnus se propõe a ajudar Josan em qualquer coisa que eles precisem e o grupo segue para a torre de Aleph.
Lá o mago os conta que depois de muitos anos de busca, ele descobriu um artefato chamado Crishal Tirith. Tal artefato provavelmente pertenceu a Ordem do Flagelo do Caos em tempos muito remotos e este possui poderes formidáveis que poderiam ajudar Lua Alta a repelir o ataque drow. Porém os magos vermelhos também descobriram sobre tal artefato e estão atras dele. Para piorar as coisas Crishal Tirith parece estar selada dentro de um antigo reino chamado Soltis e eles precisam da chave do encantameto para conseguir libertar o poder de tal artefato. Esse item mágico é tão antigo que a própria ordem se esqueceu dele ou de seus poderes ao que parece. Porem apos ter descobertos algumas relíquias na cidadela sem sol Aleph conseguiu recriar por meios mágicos a chave de Soltis, ou oque ele achava ser a chave do encantamento. Essa chave estava no formato da espada curta dada a Elrond. Segundo ele a luz que a espada emitia a noite os guiaria até onde o encantamento estava selando o artefato. Porém os jovens deveriam fazer isso o mais rápido possível e sem contar neim mesmo a Josan sobre o plano. Os magos vermelhos tinham espiões em todos os lugares, e eles pretendiam pegar Crishal Tirith para eles antes que qualquer outra pessoa. Após aceitar a missão os herois saem da torre de Aleph se preparando para partir para o sul, onde supostamente estaria o encantamento a ser quebrado. Nesse instante um estrondo enorme quebra toda a monotonia da cidade e um clarão vermelho é visto ao norte. Logo em seguido vários outros estrondos são ouvidos, seguidos de bolas de fogo riscando os ceus do norte em direção as muralhas. O ataque drow começara. Instintivamente o grupo segue para as muralhas ao norte, mas Aleph os impede. Lua Alta resistiria a um ataque drow, a missão deles era mais importante agora. Deixando para traz uma cidade sendo bombardeada pelos trabucos de guerra dos drows os aventureiros partem para o sul, seguindo a luz da espada mágica de Elrond e com um certo arependimento em seus corações.

Reporte de campanha O legado da Ordem, 4

Após um dia de viagem os aventureiros encontram-se com a elfa Laeral nas bordas da aldeia de Brinstar. Ela usa uma jangada para leva-los rio acima em direção à Vigília Negra. No cominho um combate feroz com Drows do submundo acontece durante a noite mas ninguem se fere gravemente. Ao chegar ao ponto extremo do rio ao norte Laeral os entrega uma trombeta prateada, dizendo que ela ficará ali esperando o sinal pra que ela possa voltar para busca-los.
Partindo para a floresta escura o grupo nota cada vez mais a decadência da natureza conforme se aprocima da Vigília. Várias aranhas monstruosas guardam as poucas trilhas esquecidas daquele local e muitas batalhas são travadas, mas apos algumas horas de caminhada eles finalmente encontram algumas trilhas que parecem seguir para o norte. Nestas trilhas os aventureiros encontram vários horrores e fantasmas que procuram tirar a vida deles, dentre vários seres uma abominação em especial chega a drenar toda mente de Elrond e Tavos, deixando-os incapacitados por um bom tempo.
Ao explorarem melhor aquela área da floresta o grupo descobre que devem existir portais ou coisas do gênero naquela área pois por vezes eles andam em linha reta e retornam ao mesmo loca. Porém, depois de dois dias de buscas, eles finalmente chegam a uma clareira que cheira a podridão e morte, nesse local todos subtamente desmaiam tendo como última visão um enorme Sharn espreitando-os. Ao acordarem eles se deparam com uma enorme cidade, cercada por muralhas altas e retas, ao longe eles vêem vários camposnese a entrar e sair de tal lugar em sua vida cotidiana. A visão do reino de Soltis os deslumbra enquanto eles vêem ao seu lado o próprio Derfel aparecer.
A visão se apaga em suas mentes e o cheiro de podridão volta a tomar conta de tudo. Eles estão novamente na clareira. Magnus ainda zonzo jura ver a imagem de Derfel logo onde estava o Sharn a pouco, mas a visão se desfaz. Ignorando esse desmaio repentino o grupo segue em frente se deparando agora com uma enorme ravina negra que emana podridão. Eles encontraram o início da grande fenda chamada Vigília Negra. Todo o local emana maldade e ficar ali ja é um ato que exigia muito deles. Apos procurar um pouco Elrond encontra a planta amarada em um arbusto que logo os ataca. O monstro os ataca com tentáculos de ramos que sufucam Elrond até ele cair em batalha. Geshtar conjura os fogos dos novo infernos enquanto Magnus golpeia a criatura com sua espada larga. Apos uma luta mortal os herois saem vitoriosos, porém extremamente debilitados. O som de várias aranhas surge da fenda enquanto eles vêem outros arbustos se aproximando. Um corrida em direção ao rio acontece em seguida, os aventureiros lutando para escapar daquele lugar assombrado enquanto eles tocam a trombeta prateada desesperadamente.
Ao chegarem na margem Laeral ja os aguarda, ansiosa por sair daquele local. Eles descem com a ajuda da corenteza a seu favor e chegam rapidamente a Lua Alta. Uma vez la, seguem para a torre de Aleph para receberem sua merecida recompensa.