quinta-feira, 4 de março de 2010

Reporte de campanha O legado da Ordem, 5

A viagem dos aventureiros para o sul se dá sem muitas complicações, e as montarias arcanas que Aleph providenciou se provam muito velozes. Apos dois dias de cavalgada, e ja no terreno do Vale do Arco, eles se deparam com um grande cannyon que segue de noroeste para o sul. A espada de Elrond indica que eles deverão seguir o desfiladeiro e descer por ele. Com a ajuda arcana de Geshtar o grupo consegue chegar ao leito do rio onde encontram, escondido entre as rochas, um grande portal de pedra guardado por dois grandes Golens. A espada mágica parece entrar em ressonância com a magia do local e a portal logo se abre. Porém assim que Elrond atravessa o umbral ambos os golens, antes inertes, começam a desferir golpes com suas grandes alabardas de pedra. O grupo entra correndo para dentro do templo em busca de abrigo e ficam seguros la dentro.
Ao explorarem o local os aventureiros descobrem que aquilo na verdade se tratava de um antigo templo/ prédio militar do reino de Soltis. Segundo alguns diarios encontrados a verdadeira chave de Soltis se constituia de tres partes que estão divididas entre tres templos escondidos na região dos vales e de Cormyr. Crishal Tirith ao que parece, de fato é um artefato lacrado dentro de Solits, mas os pergaminhos e diarios indicam que o próprio reino de Soltis estava aprisionado junto a Derfel. E somente ao juntarem as tres partes da chave que o reino voltaria a existir. No subsolo do templo Magnus tambem encontra um orbe negro que o faz observar um outro templo semelhante a este. O orbe parece um mero objeto de adivinhação mas Geshtar nota que este emana um poder mágico imenso. Com uma grande quantidade de novas informações o grupo sai do templo em busca dos conselhos de Aleph.
Porém logo na saída um grupo de magos vermelhos os aguarda. Um luta de magias e espada é travada na sala do templo e vários saem feridos. Porém Osborn consegue capturar um dos magos vermelhos de Thay para que eles o possam interrogar.
Após alguns minutos o mago diz que o magistério de Thay parece estar muito interreçado não somente em lua alta mas em Soltis e Chrishal Tirith também. Assim vários grupos foram enviados em missões de espionagens e obtenção de informações, sendo que existem diversos magos vermelhos espionando as atividade de Aleph e dos aventureiros que tem relações com o Flagelo do Caos.
Com mais essas novas informações eles seguem rapidamente de volta a Lua Alta, esperando poderem ajudar contra a invasão drow e passar a Aleph as informaçes sobre Soltis antes que os magos vermelhos descubram mais coisas.

Eu sou o portal parte 5

Richard jogou a pá suja de areia na parte traseira do buggy e sentou-se fatigadamente ao
volante. A tempestade que se aproximava lançava sombras curvas e movediças ao longo da areia. A brisa
que se tornava mais forte jogava ruidosamente areia na lataria enferrujada do buggy. Meus dedos
coçavam.
― Eles me usaram para removê-lo ― disse eu, obtusamente. ― Estão assumindo o controle,
Richard. Estão forçando a porta, um pouco de cada vez. Uma centena de vezes por dia eu me vejo diante de algum objeto perfeitamente familiar ― uma espátula, um quadro, até mesmo uma lata de ervilhas ―
sem fazer idéia de como cheguei ali, estendendo as mãos, mostrando-o a eles, vendo-o como eles o
vêem, como uma obscenidade, como algo monstruoso e grotesco...
― Arthur ― interrompeu Richard. ― Não, Arihur. Não fale nisso.
Na obscuridade, seu rosto demonstrava desânimo e compaixão.
― Diante de alguma coisa, você disse. Remover o corpo do menino, você disse. Mas você não
pode andar, Arthur. Está morto da cintura para baixo.
Toquei o painel do buggy.
― Isto também está morto. Mas quando você entra nele, é capaz de fazê-lo andar. Seria capaz de
fazê-lo matar. Ele não poderia deter você, mesmo que quisesse ― repliquei, ouvindo minha própria voz
erguer-se histericamente. ― Sou o portal, será que você não consegue entender? Eles mataram
o menino, Richard! Eles removeram o corpo!
― Acho melhor você consultar um médico ― replicou ele em voz baixa. ― Vamos voltar.
Vamos...
― Verifique! Verifique o menino, então! Descubra...
― Você disse que nem mesmo sabia o nome dele.
― Ele devia ser do lugarejo. É um povoado pequeno. Pergunte...
― Falei com Maud Harrington pelo telefone, quando fui buscar o buggy. Se alguém neste estado
tem o nariz mais comprido que o de Maud, eu não conheço. Perguntei se ela ouviu falar no filho de
alguém, que não voltou para casa na noite passada. Ela respondeu que não.
― Mas ele é do local! Tem que ser!
Richard estendeu a mão para a chave de ignição, mas eu o detive. Ele se virou para fitar-me e
comecei a desenrolar as bandagens de minhas mãos.
Sobre o golfo, a trovoada murmurava e rugia.
Não fui ao médico nem tornei a telefonar para Richard. Passei três semanas com as mãos
envoltas em bandagens sempre que saía de casa. Três semanas esperando cegamente que aquilo
desaparecesse. Não era um procedimento racional; sou capaz de admitir isto. Se eu fosse um homem
inteiro, que não precisasse de uma cadeira de rodas em lugar das pernas, ou que levasse uma vida
normal com uma ocupação normal, eu talvez fosse consultar o Dr. Flanders ou procurasse Richard.
Poderia tê-lo feito, se não fosse pela lembrança de minha avó, isolada, virtualmente encarcerada, sendo
devorada viva pela própria carne infectada. Portanto, mantive um silêncio desesperado e rezei para
acordar algum dia de manhã e descobrir que tudo fora um pesadelo.
E, pouco a pouco, eu os sentia. Eles. Uma inteligência anônima. Eu nunca realmente tentei
imaginar como eles eram ou de onde tinham vindo. Era irrelevante. Eu era o portal deles, sua janela
para o mundo. Recebia deles suficiente feedback para sentir sua repulsa e horror, para saber que nosso
mundo era muito diferente do seu. Feedback suficiente para sentir-lhes o ódio cego. Não obstante, eles
observavam. Sua carne estava entranhada na minha. Comecei a perceber que me usavam, realmente me
manipulavam.
Quando o menino passou, erguendo a mão em seu costumeiro aceno neutro, eu tinha acabado de
decidir entrar em contato com Cresswell através de seu telefone no Ministério da Marinha. Richard tinha
razão a respeito de uma coisa: eu tinha certeza de que fora contaminado no espaço ou naquela estranha
órbita de Vênus. A Marinha me estudaria, mas não me transformaria num monstro. Eu não mais precisaria
acordar na escuridão cheia de rangidos e abafar um grito ao senti-los observar, observar, observar.
Voltei as mãos para o menino e dei-me conta de que não as enrolara nas bandagens. Na luz fraca
do crepúsculo, pude ver os olhos que observavam silenciosamente. Eram grandes, dilatados, com íris cor
de ouro. Certa vez eu esbarrara um deles contra a ponta de um lápis e sentira a dor angustiante subir
pelo braço. O olho deu a impressão de fitar-me com um ódio contido que era pior que a dor física. Não
esbarrei novamente.
E agora, eles observavam o menino. Sentia mente desviar-se. Um momento depois, meu controle
desapareceu. A porta estava aberta. Cambaleei pela areia em direção ao menino, minhas pernas
movimentando-se sem nervos, como uma tábua ao sabor das ondas. Meus olhos pareceram fechar-se a
passei a ver apenas através daqueles olhos estranhos ― vi um monstruoso panorama marinho de
alabastro, encimado por um céu semelhante a um imenso manto cor de púrpura; vi um barraco inclinado,
em ruínas, que poderia ter sido a carcaça de alguma desconhecida criatura carnívora; vi uma criatura
abominável que se movia, respirava e carregava sob o braço um objeto de madeira e arame, um objeto
construído de ângulos retos geometricamente impossíveis.
Imagino o que ele pensou, aquele pobre menino sem nome com a peneira sob o braço e os bolsos
estofados com um conglomerado de moedas sujas de areia perdidas pelos turistas, o que ele pensou ao
ver- me cambalear em sua direção com as mãos estendidas como um maestro cego regendo uma
orquestra lunática, o que ele pensou quando o que restava de luz incidiu em minhas mãos, vermelhas,
rachadas e brilhantes com sua carga de olhos, o que ele pensou quando as mãos fizeram aquele brusco
movimento no ar, logo antes de sua cabeça explodir.
Eu sei o que pensei.
Pensei que espiava pela borda do universo e via as labaredas do próprio inferno.
O vento fustigava as ataduras, transformando-as em bandeiras drape. jantes, enquanto eu as
desenrolava As nuvens tinham escondido o que restava do crepúsculo e as dunas estavam escuras,
cobertas de sombras. As nuvens pareciam correr e fervilhar acima de nós.
― Precisa prometer-me uma coisa, Richard ― declarei, acima do barulho do vento. ― Você deve
correr caso pareça que eu possa tentar... machucá-lo. Está entendendo?
― Sim.
Sua camisa aberta no pescoço chicoteava com o vento. O rosto estava sério, decidido, e seus
olhos eram pouco mais que órbitas no escuro.
A última atadura caiu.
Olhei para Richard. E eles olharam para Richard. Vi um rosto que conheço há cinco anos e passei
a amar. Eles viram um monolito vivo, distorcido.
― Você os vê ― disse eu, em voz rouca. ― Agora, você os vê.
Ele recuou involuntariamente. Seu rosto foi invadido por súbito e incrédulo pavor. Um relâmpago
iluminou o céu. Os trovões andavam entre as nuvens e o mar se tornara mais negro que o próprio Estige.
― Arthur...
Como ele era hediondo! Como podia eu ter convivido com ele, falado com ele? Não era uma
criatura, mas uma pestilência muda. Ele era...
― Fuja! Fuja, Richard!
E ele fugiu. Correu em saltos enormes. Transformou-se num andaime de encontro ao céu
ameaçador. Minhas mãos se ergueram, voando sobre minha cabeça num gesto gritante e estranho, os
dedos estendidos na direção da única coisa que me era familiar naquele mundo de pesadelo ― as nuvens.
E as nuvens responderam.
Houve o risco enorme, branco-azulado, de um raio que pareceu ser o final do mundo.
Atingiu Richard, envolvendo-o. A última coisa de que me lembro é o cheiro elétrico de ozônio e o
odor de carne queimada.
Quando acordei, estava placidamente sentado em minha varanda, olhando na direção da Grande
Duna. A tempestade passara e o ar estava agradavelmente fresco. Havia uma fina fatia de lua. A areia era
virginal nem o menor sinal de Richard ou do buggy.
Olhei para minhas mãos. Os olhos estavam abertos, mas esgazeados. Eles estavam exaustos.
Dormiam.
Eu sabia muito bem o que precisava ser feito. Antes que a porta se abrisse ainda mais, tinha que
ser trancada. Para sempre. Eu já podia notar os primeiros sinais de alteração estrutural nas mãos. Os
dedos começavam a encurtar-se... e a mudar.
Havia uma pequena lareira na sala e, na estação, eu costumava acender um fogo contra o frio
úmido da Flórida. Acendi um agora, agindo depressa. Não fazia idéia de quando eles despertariam para o
que eu estava fazendo.
Quando o fogo pegou bem, saí até o tambor de querosene e embebi ambas as mãos. Eles
acordaram imediatamente, gritando em agonia. Quase não consegui chegar de volta à sala ― e à lareira.
Mas cheguei.
Isso ocorreu há sete anos.
Ainda estou aqui; ainda observo os foguetes subirem. Têm sido mais numerosos, ultimamente.
Este é um governo com mentalidade espacial. Até mesmo já se fala em novas sondas tripuladas para
Vênus.
Descobri o nome do menino, embora não faça diferença. Ele pertencia realmente ao lugarejo. Mas
a mãe esperava que ele passasse a noite em casa de um amigo, no continente, e só deu alarme na
segunda-feira seguinte. Richard... bem, todo mundo achava Richard um sujeito esquisito. Desconfiam que
ele tenha ido para Maryland ou se amasiado com alguma mulher.
Quanto a mim, sou tolerado, embora goze também de grande reputação por excentricidade.
Afinal, quantos ex-astronautas escrevem regularmente a seus representantes eleitos, em Washington,
sugerindo que o dinheiro da exploração do espaço poderia ser melhor empregado em outras coisas?
Dou-me bem com estes ganchos no lugar das mãos. Sofri dores horríveis durante um ano ou
mais, mas o corpo humano é capaz de adaptar-se a quase tudo. Aprendi a barbear-me com eles e até
mesmo a dar o laço nos sapatos. E, como podem ver, minha datilografia é correta e fácil. Não espero
encontrar qualquer dificuldade para enfiar o cano da espingarda na boca e puxar o gatilho. Pois tudo
começou outra vez, há três semanas.
Há um perfeito círculo de doze olhos dourados em meu peito.

Eu sou o portal parte 4

Tudo começou em Miami. Eu tinha negócios lá com um homem chamado Cresswell, investigador
do Ministério da Marinha. Ele vem checar-me uma vez por ano ― pois já estive o mais próximo que
qualquer pessoa pode chegar do material secreto referente ao nosso programa espacial. Não sei o que ele
procura; um brilho furtivo em meus olhos, talvez, ou uma letra vermelha em minha testa. Só Deus sabe
por que. Minha pensão é tão grande a ponto de ser quase embaraçosa.
Cresswell e eu estávamos sentados na varanda de seu quarto de hotel, bebericando drinques e
discutindo o futuro do programa espacial americano. Era cerca de três e meia. Meus dedos começaram a
coçar. Não foi nem um pouco gradual. Ligou-se de repente, como uma corrente elétrica. Mencionei o fato
a Cresswell.
― Então, você pegou alguma planta venenosa naquela ilhota escrofulosa ― disse ele, sorrindo.
― A única vegetação existente em Key Caroline são os palmitos repliquei. ― Talvez seja a coceira
dos sete anos.
Olhei para minhas mãos. Perfeitamente normais. Mas coçavam.
Mais tarde, assinei o mesmo documento de sempre ("Juro solenemente que não recebi nem
revelei e divulguei informações que...") e dirigi meu carro de volta à ilha. Tenho um velho Ford equipado
com freio e acelerador operados à mão. Eu o adoro ― faz com que me sinta autosuficiente.
É um longo trajeto pela Rodovia 1 e, quando saí da auto-estrada e peguei a rampa de saída para
Key Caroline, eu estava quase louco. Minhas mãos coçavam inacreditavelmente. Se você já passou pelo
sofrimento da cicatrização de um corte profundo ou de uma incisão cirúrgica, talvez faça alguma idéia do
tipo de coceira a que me refiro, tinha a impressão de que coisas vivas rastejavam e me perfuravam a
carne.
O sol quase desaparecera no horizonte e examinei cuidadosamente as mãos à luz do painel.
Agora, as pontas dos dedos estavam vermelhas, em pequenos círculos perfeitos logo acima da parte
carnuda onde estão as impressões digitais, nos locais onde ficamos com pequenos calos ao tocarmos
violão. Também existiam círculos vermelhos de infecção no espaço entre a primeira e segunda juntas de
cada dedo, inclusive o polegar, e na pele entre a segunda junta e a mão. Apertei os dedos da mão direita
contra os lábios e retirei-os depressa, com repentino nojo. Uma sensação de atônito horror surgiu-me na
garganta, lanuda e asfixiante. A carne onde os pontos vermelhos tinham surgido estava quente, febril, e o
resto parecia macio, mole e frio, como a polpa de uma maçã apodrecida.
Levei o resto do caminho procurando convencer-me de que realmente pegara algum tipo de
urticária, em algum lugar. Contudo, no fundo de minha mente havia outro pensamento terrível. Quando
criança, tive uma avó que passou os últimos dez anos de vida isolada do mundo num quarto do andar
superior. Minha mãe lhe levava as refeições e seu nome era um assunto proibido para nós.
Posteriormente, vim a saber que ela sofria da moléstia de Hansen ― lepra.
Quando cheguei em casa, telefonei para o Dr. Flanders, no continente. Fui atendido pela
secretária eletrônica. O Dr. Flanders estava fazendo um cruzeiro de pesca, mas se fosse urgente o Dr.
Ballanger estaria às ordens. O Dr. Flanders regressaria no máximo até a tarde seguinte.
Desliguei num movimento vagaroso e, depois, disquei para Richard. Deixei o telefone chamar uma dúzia de vezes antes de desligar. Depois disso, permaneci indeciso durante algum tempo. A coceira
piorava. Parecia emanar da própria carne.
Rolei minha cadeira de rodas até a estante de livros e peguei a velha enciclopédia médica que eu
possuía há anos. O livro se mostrou enlouquecedoramente vago. Poderia ser tudo, ou nada.
Recostei-me e fechei os olhos. Podia escutar o velho relógio de navio funcionando na prateleira do
outro lado da sala. Ouvi o ronco longínquo de um jato que se dirigia a Miami. E o leve sussurro de minha
própria respiração.
Continuei a olhar para o livro.
A percepção do fato foi lenta, mas, de repente, atingiu-me de modo assustador. Eu tinha os olhos
fechados, mas, ainda assim, continuava a olhar para o livro. O que eu via era a versão difusa e
monstruosa, distorcida, em quatro dimensões, de um livro. E, a despeito de tudo, a imagem era
inconfundível.
E não era eu o único que o olhava.
Abri bruscamente os olhos, sentindo um aperto no coração. A sensação diminuiu um pouco, mas
não inteiramente. Eu estava olhando para o livro, vendo as letras e diagramas com meus próprios olhos,
uma experiência cotidiana perfeitamente normal; mas também via-o de um ângulo diferente, inferior ―
via-o com outros olhos. Via não um livro, mas uma coisa estranha, algo de forma monstruosa e intenção
ominosa.
Ergui lentamente as mãos para o rosto, tendo a fantasmagórica visão de minha sala transformada
numa casa de horror.
Gritei.
Havia olhos observando-me através de fendas na carne de meus dedos. E, enquanto eu olhava, a
carne se dilatava e murchava, à medida que eles abriam implacavelmente caminho em direção à
superfície.
Mas não fora isto que me fizera gritar. Eu olhara para meu próprio rosto e vira um monstro.
O buggy apareceu no topo da colina e Richard o freou junto à varanda. O motor acelerado
roncava e pipocava. Rolei minha cadeira de rodas pelo plano inclinado à direita dos degraus normais e
Richard me ajudou a embarcar.
― Muito bem, Arthur ― disse ele. ― A festa é sua. Para onde vamos?
Apontei na direção da água, onde a Grande Duna finalmente começa a descer. Richard meneou
afirmativamente a cabeça. As rodas traseiras derraparam, jogando areia, e partimos. Eu costumava
espicaçar Richard por causa da maneira pela qual dirigia o buggy, mas não me dei o trabalho de fazê-lo
naquela noite. Tinha muito mais em que pensar ― e sentir: eles não queriam o escuro e eu podia senti-los
esforçando-se por ver através das bandagens, impelindo-me a retirá-las.
O buggy saltava e rugia pela areia em direção ao mar, parecendo quase decolar do topo das
dunas menores. À esquerda, o sol se punha no horizonte com uma glória sangrenta.
Bem à nossa frente, no horizonte, as pesadas nuvens de trovoada se encaminhavam para nós. Os
relâmpagos iluminavam o céu e os raios caíam no oceano.
― À sua direita ― disse eu. ― Perto daquele abrigo.
Richard freou o buggy, espalhando areia, ao lado das ruínas apodrecidas do abrigo de troncos e
folhas de palmeira. Estendeu a mão para trás e pegou uma pá. Fiz uma careta ao ver isso.
― Onde? ― indagou ele, sem expressão.
― Bem ali ― apontei para o local.
Ele saltou e andou vagarosamente pela areia até o local, hesitou um instante e logo enterrou a pá
na areia. Pareceu-me que ele cavou durante longo tempo. A areia que jogava por cima do ombro com a
pá parecia úmida. As nuvens ameaçadoras estavam mais escuras, mais altas, e o mar parecia raivoso e
implacável à sombra delas e ao brilho refletido do crepúsculo.
Muito antes que Richard parasse de cavar, compreendi que ele não encontraria o garoto.
Eles o haviam removido dali. Eu não colocara bandagens nas mãos na noite anterior, de modo
que eles conseguiram ver e agir. Se foram capazes de me usar para matar o menino, poderiam usar-me
para removê-lo, mesmo enquanto eu dormia.
― Não há menino algum, Arthur.

Eu sou o portal parte 3

Só que em vez de escutarmos nós transmitíamos, primordialmente para os planetas mais
afastados: Júpiter, Saturno, Urano. Se existe alguma vida inteligente por lá, devia estar cochilando.
― Só Cory saiu
― Sim. E se trouxe consigo alguma praga interestelar, a telemetria não revelou.
― Mesmo assim...
― Não interessa ― interrompi, irritado. ― Só o aqui e agora importam. Mataram o menino ontem
à noite, Richard. Não foi agradável ver... ou sentir. A cabeça dele... explodiu ― como se alguém lhe
tivesse retirado o cérebro e colocado uma granada de mão no interior do crânio.
― Termine a estória ― disse ele.
Soltei uma risada oca.
― O que há para contar?
Entramos em órbita excêntrica em torno do planeta. Era radical e se deteriorava; quinhentos e
doze por cento e doze quilômetros. Isto na primeira volta. Nossa segunda volta foi ainda mais alta, com o
perigeu mais baixo. Tínhamos um máximo de quatro órbitas. Fizemos todas quatro. Demos uma boa
olhada no planeta. Tiramos também mais de seiscentas fotos e só Deus sabe quantos metros de filme.
A camada de nuvens é composta por partes iguais de metano, amônia, poeira e merda voadora.
O planeta inteiro parece o Grand Canyon num túnel de vento. Cory calculou a velocidade do vento em
cerca de mil quilômetros por hora perto da superfície. Nossa sonda funcionou durante toda a descida e
pifou de repente. Não vimos vegetação nem sinal de vida. O espectroscópio indicou apenas traços dos
minerais valiosos. E isso era Vênus. Nada, absolutamente nada ― exceto que me causava medo. Era
como circularem tomo de uma casa assombrada em pleno espaço exterior. Sei o quanto isto parece anti-
científico, mas quase me borrei de medo até nos afastarmos de lá. Creio que se um de nossos foguetes
não se desligasse, eu cortaria o pescoço durante a descida. Não é como a Lua. A Lua é deserta mas, de
algum modo, anti-séptica. O mundo que vimos era diferente, completamente diferente de tudo que
alguém já viu. Talvez seja uma boa coisa existir aquela camada de nuvens. Era como um crânio
completamente descarnado ― eis o melhor que consigo descrever.
No caminho de volta, ouvimos que o Senado votara o corte pela metade do orçamento espacial.
Cory fez um comentário sobre "parece que estamos de volta ao negócio de satélites meteorológicos,
Arde". Mas fiquei quase alegre. Talvez nosso lugar não seja lá.
Doze dias depois, Cory morreu e eu fiquei aleijado para o resto da vida. Perdemos toda a nossa
sorte na descida. O pára-quedas não funcionou. Que acha disso, como uma pequena ironia da vida?
Passamos mais de um mês no espaço, fomos mais longe que qualquer outro ser humano já conseguiu ir e
tudo terminou daquela maneira porque algum sujeito estava com pressa de fazer um intervalo para o café
e não dobrou direito o pára-quedas, causando um embaraço nas linhas.
Batemos com força. Um cara que estava num helicóptero disse que a nave parecia um bebê
gigantesco caindo do céu, trazendo atrás de si a placenta. Perdi os sentidos quando batemos.
Voltei a mim quando me carregavam pelo convés do Portland Nem mesmo tiveram oportunidade
de enrolar o tapete vermelho sobre o qual deveríamos passar. Eu sangrava.
Sangrava e era levado às pressas para enfermaria, passando sobre um tapete vermelho que não
parecia tão vermelho quanto eu...
― ... Passei dois anos no hospital de Bethesda. Deram-me a Medalha de Honra, muito dinheiro e
esta cadeira de rodas. Vim para cá no ano seguinte. Gosto de assistir à subida dos foguetes.
― Eu sei ― disse Richard, fazendo uma pausa antes de acrescentar: Mostre-me suas mãos.
― Não ― minha resposta foi muito rápida e áspera. ― Não posso permitir que eles vejam. Já lhe
disse.
― Já se passaram cinco anos ― disse Richard. ― Por que agora, Arthur? É capaz de me dizer?
― Não sei. Não sei! Talvez o que seja tenha um longo período de gestação. Ou quem mesmo
pode dizer que o contraí lá no espaço? Seja lá o que for, pode haver entrado em mim em Fort Lauderdale.
Ou aqui mesmo, nesta varanda, pelo que sei.
Richard suspirou e olhou para o mar, agora avermelhado pelo sol de final da tarde.
― Estou tentando, Arthur; não quero pensar que você esteja perdendo o juízo.
― Se for preciso, mostrar-lhe-ei minhas mãos ― repliquei, o que me custou grande esforço. ―
Mas só se for preciso.
Richard se levantou e pegou sua bengala. Parecia velho e frágil.
― Vou buscar o buggy. Procuraremos o menino.
― Obrigado, Richard.
Ele caminhou em direção à esburacada estrada de terra que levava à sua cabana ― eu podia ver
o telhado acima da Grande Duna, que se ergue por quase todo o comprimento de Key Caroline. Acima do mar, na direção do Cabo, o céu assumira uma feia coloração de ameixa e o som da trovoada longínqua
me chegou aos ouvidos.
Eu não sabia o nome do rapaz, mas via-o de vez em quando, caminhando ao longo da praia ao
anoitecer, com a peneira sob o braço.
Estava quase negro de tão tostado pelo sol e só usava um surrado par de jeans cortadas à altura
das coxas. Na extremidade oposta de Key Caroline existe uma praia pública e um jovem empreendedor
talvez consiga.ganhar até cinco dólares nos melhores- dias, peneirando a areia à procura de moedas
perdidas. Ocasionalmente, eu lhe acenava e ele respondia com outro aceno, ambos neutros,
desconhecidos mas irmãos, moradores permanentes da ilha em contraposição aos turistas esbanjadores
que dirigiam Cadillacs e falavam em voz alta. Imagino que morasse no pequeno vilarejo agrupado em
tomo da agência dos correios, cerca de oitocentos metros além de minha casa.
Quando ele passou aquela tarde, já fazia uma hora que eu estava na varanda, imóvel,
observando. Eu retirara as bandagens um pouco antes. A coceira se tornara intolerável e sempre
melhorava quando eles podiam ver com seus próprios olhos.
Era uma sensação como nenhuma outra no mundo ― como se eu fosse um portal ligeiramente
entreaberto através do qual eles observassem um mundo que odiavam e temiam. Mas o pior era que eu
também podia ver, de certo modo. Imagine sua mente transportada para uma mosca caseira, uma mosca
que olhasse para seu rosto com mil olhos. Então, talvez você consiga começar a entender por que motivo
eu mantinha minhas mãos envoltas em bandagens, mesmo quando não existia ninguém por perto para
vê-Ias.

Eu sou o portal parte 2

Suspirei e tentei acender o cigarro. Ele me tirou os fósforos da mão e acendeu para mim.
Puxei duas tragadas, inalando profundamente a fumaça. A coceira em meus dedos era de
enlouquecer.
― Muito bem -declarei. ― A noite passada, às sete horas, eu estava aqui, olhando para o golfo e
fumando, exatamente como agora, e...
― Recue um pouco mais no tempo ― pediu ele.
― Recuar mais?
― Conte-me a respeito do vôo.
Sacudi a cabeça.
― Richard, já repetimos isso muitas vezes. Não há nada...
O rosto vincado e enrugado era tão enigmático quanto uma de suas esculturas.
― Talvez você se recorde ― disse ele. ― Agora, talvez se lembre.
― Você acha?
― É possível. E quando terminar, podemos procurar a sepultura.
― A sepultura ― repeti.
A palavra tinha um som oco, horrível, mais sombrio que qualquer coisa, ainda mais sombrio que
todo aquele oceano através do qual Cory e eu velejáramos cinco anos antes. Escuro, escuro, escuro.
Por baixo das bandagens, meus olhos fitaram cegamente a escuridão que os curativos impunham.
Coçavam.
Cory e eu fomos colocados em órbita pelo Saturno 16, que todos os comentaristas chamavam de
Foguete Empire State Building. Era um enorme animal, realmente. Fazia o velho Saturno 1-B parecer um
brinquedo e era lançado de um bunker de concreto com sessenta metros de profundidade ― tinha que
ser, para evitar que arrasasse totalmente Cabo Kennedy.
Fizemos órbitas em torno da Terra, verificando todos os nossos sistemas, e depois acionamos os
propulsores. A caminho de Vênus. Deixamos um Senado em polvorosa, discutindo um projeto de
orçamento para posteriores explorações do espaço e um bando de pessoas da NASA rezando para que
encontrássemos alguma coisa ― qualquer coisa.
― Não interessa o quê ― gostava de dizer Don Lovinger, o menino prodígio particular do Projeto
Zeus, quando tomávamos umas e outras. Vocês têm todos os aparelhos, além de cinco câmeras, especiais
de TV e um lindo telescópio com zilhões e zilhões de lentes e filtros. Encontrem um pouco de ouro ou de
platina. Ainda melhor, encontrem alguns adoráveis homenzinhos azuis para nós estudarmos, usarmos e
nos sentirmos superiores.
Qualquer coisa. Até mesmo o fantasma de Howdy Doody já seria um começo.
Cory e eu estávamos ansiosos por atender, se possível. Nada funcionara em favor do programa
de profunda exploração espacial. De Borman, Anders e Lovell, que entraram em órbita ao redor da Lua em
`68 e encontraram um mundo vazio e ameaçador que parecia areia suja na praia, a Markhan e Jacks, que
pousaram em Marte onze anos depois para encontrarem uma vastidão árida de areia congelada e uns
poucos liquens raquíticos, o programa de profunda exploração espacial fora um dispendioso fracasso. E
houve baixas: Pedersen e Lederen, subitamente lançados em órbita eterna em tomo do Sol quando tudo
deixou de funcionar no antepenúltimo vôo Apolo. John Davis, cujo pequeno observatório espacial foi
perfurado por um meteoróide em um acidente cujas possibilidades eram uma em mil. Não, o programa
espacial não ia nada bem. Ao que tudo indicava, a órbita de Vênus seria nossa última oportunidade de
dizer: "Viram como tínhamos razão? "
Dezesseis dias de viagem de ida ― comemos um bocado de alimentos concentrados, jogamos um
bocado de buraco, trocamos um resfriado para lá e para cá ― e sob o ponto de vista técnico foi uma sopa.
Perdemos um conversor de umidade do ar no terceiro dia, ligamos o sobressalente e isto foi tudo,
excetuando alguns detalhes sem importância, até a reentrada da atmosfera terrestre. Vimos Vênus
crescer de uma estrela a uma lua em quarto-crescente e, finalmente, uma bola de cristal leitoso, trocamos
piadas com o Controle Huntsville, escutamos fitas de Wagner e dos Beatles, cuidamos de experimentos
automatizados que tratavam de tudo, desde medidas do vento solar até navegação no espaço. Efetuamos
duas correções do curso, ambas infinitesimais, e no nono dia Cory saiu da nave para bater no DESA
escamoteável até que este resolveu funcionar. Nada de extraordinário até que...
― DESA ― repetiu Richard. ― O que é isso?
― Um experimento que não deu certo. Jargão da NASA para designara Deep Space Antenna, uma
antena para uso no espaço longínquo ― irradiávamos impulsos de alta freqüência para quem estivesse
interessado em escutar-nos ― respondi, esfregando os dedos nas calças, sem resultado; na verdade, a
coceira deu a impressão de piorar. ― É a mesma idéia do radiotelescópio na West Virginia ― você sabe, o que escuta as estrelas.

Eu sou o portal parte 1

Em minhas viagens pelos planos encontrei vários conhecimentos. Escritos de antigos empérios anteriores a vários deuses, artefatos de poderes miraculosos, bestas tão grandes quanto continentes... Mas viajando entre as ruínas de uma antiga cidade no subterrâneo encontrei algo muito curioso a algusn dias atrás. Um pequeno alforje de um material azulado parecido com couro. Escritos em uma lingua estranha adornavam aquela pequena bolsa e dentro encontrei vários pergaminhos em um tipo de papel muito branco e com diversas linhas azuis a cruza-lo. Com uma simples magia de entendimento de línguas consegui decifrar tais pergaminhos. Segue abaixo a transcrição deles. Apesar de confusos e com vários termos estranhos ate mesmo a mim, adimito que tais escritos troxeram a minha mente uma certa perturbação.

...

Richard e eu estávamos sentados em minha varanda, olhando por cima das dunas para o golfo. A
fumaça de seu charuto espalhava-se preguiçosamente no ar, mantendo os mosquitos a uma distância
segura. A água era um frio azul-turquesa, o céu um azul mais profundo, mais real. Uma combinação
agradável.
― Você é o portal ― repetiu Richard, pensativo. ―― Tem certeza de que matou o
menino? De que não foi um sonho?
― Não foi sonho. E também não o matei ― já lhe disse isto. Eles mataram. Eu sou o portal.
Richard suspirou:
― Você o enterrou?
― Sim.
― Lembra-se do local?
― Sim.
Enfiei os dedos no bolso do peito e peguei um cigarro. Minhas mãos eram desajeitadas em seu
invólucro de bandagens. Coçavam abominavelmente.
― Se quiser ver, tem que pegar o buggy. Não pode rolar isto indiquei-lhe minha cadeira de rodas
― na areia.
O buggy de Richard era um Volkswagen `59 com pneus enormes. Ele o usava para apanhar
madeira trazida pela maré. Desde que se aposentara de seu negócio imobiliário em Maryland, morava em
Key Caroline e fazia esculturas em troncos trazidos pelo mar, que vendia a preços vergonhosos aos
turistas de inverno.
Tirou uma baforada do charuto e olhou para o golfo.
― Ainda não. Quer me contar mais uma vez?
Suspirei e tentei acender o cigarro. Ele me tirou os fósforos da mão e acendeu para mim.
Puxei duas tragadas, inalando profundamente a fumaça. A coceira em meus dedos era de
enlouquecer.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Guil-Ma-Dul e O Crânio das Almas Perdidas

Guil-Ma-Dul é um poderoso mago e um dos grandes generais de Imaskar. Antes de assumir o posto de general, Guil-ma-Dul sacrificou a sua mortalidade para se torna um poderoso lich para proteger a sua nação Imaskar pelo restos de seus dias. Ao se torna general de Imaskar, Guil-Ma-dul teve acesso a todos os antigos livros da biblioteca do castelo do reino e aprendeu poderosas magias, algumas tão poderosas que forma proibidos até pelos deuses. Depois de alguns anos, os deuses que estavam sobrecarregados de raiva pelo Reino Imaskari, devido a eles serem insolente as regras divinas, e amaldiçoarão Imaskar com um terrível praga. Devido a grande cólera dos deuses, os magos governantes, junto com a ajuda de Guil-Ma-Dul, abriram alguns portais para um desconhecido plano para salvar a sua civilização.

No novo plano, os imaskari escravizarão os habitantes locais e os forçaram a construir um novo reino de Imaskar. Enquanto isso, Guil-Ma-Dul sai a procura informações daquele plano e algumas informações sobre as magias que reinavam aquele diferente plano. Em sua jornada, Gui-Ma-Dul sentiu uma grande presença mágica em um antigo templo cujos sacerdotes ainda veneravam o Deus Bhaal. Guil-Ma-Dul usou magias, que eram bastantes desconhecido naquele plano, para conseguir roubar facilmente aquela poderosa fonte de energia mágica. Ele ficou espanto em saber que aquele poderoso item era um antigo livro que contia muitos rituais necromantes do Deus Bhaal. Após isto, ele ficou curioso com tais rituais e decide voltar para o novo Império de Imaskar.

Ao chegar lá, Gui-Ma-Dul fica espantado em ver os seus conterrâneos estavam morto junto com alguns poucos escravos. A raiva começa a possuir a alma de Guil-Ma-Dul. Ele, seguindo o seu ímpeto irracional de desespero, procura no livro de Bhaal uma mágia que conseguisse reviver todos os seus amigos. Guil-Ma-dul, procurando freneticamente com os seus olhos escarlates, acha um magia que conseguiria fazer tal façanha. E após alguns minutos, Guil-Ma-Dul acha a magia “Crânio das almas Perdidas”. O poderoso mago lich então pega um grande ônix negro e começa a recitar aquela poderosa magia. Guil-Ma-Dul, devido ao seu descuidado ímpeto, esqueceu somente um pequeno e muito importante detalhe : Bhaal, era o deus da morte que pregava o assassinato violentos e rituais da morte. O mago lich havia efetuado a magia pensando que iria ressuscitar os seus conterrâneos mas na verdade estava escravizando a alma de cada imaskari. O “Crânio das Almas Perdidas” é uma mágica criada para roubar parte das almas de todos os guerreiros que morreram com mortes violenta e com ódio no coração. Ela extrai ódio das almas dos guerreiros caídos e as transferem para as almas de todos aqueles que tocarem o “Crânio das Almas Perdidas”.

Depois disso, Guil-Ma-Dul andou pelo plano de Fayrun tentando ressuscitar cada conterrâneo caído desde a queda do Império Imaskar. Duas figuras importantes de “ The Long Road” encontradas por Guil-Ma-Dul foi o Azeroth e Tavos Vandor. Azeroth foi um aliado perdido para ele devido a afinidade dos poderes de Azeroth e do Crânio dos Segredos com o Deus Tirano Bane e Tavos Vandor foi salvo graças a coragem do nobre Paladino Magnus que o libertou do feitiço mas deixou algumas seqüelas que podem ser incuráveis .

terça-feira, 2 de março de 2010

O demônio Azeroth - Parte 3 de 3

Na manha seguinte, a festa em Raurin começou cedo e todos os mulans estavam ociosos para ver os seus companheiros se transformarem em deuses. Não demorou muito para que os deuses aparecessem e começassem a nomear os corajosos 3 guerreiros. Cada um dos guerreiros foram convocados pelas as grandes divindades de Fayrun, Tempus, Tyr e Bane, para receberem a sua devida dádiva. Elentgor foi convocado por Tempus e a sua dádiva foi se transforma em meio-elemental do vento cujo arco disparava rajadas de ar que atravessam qualquer armadura. Legato foi convocado por Tyr e a sua dádiva era que o seu cavalo se transformou em um pégasus, com o pêlo tão branco como a neve, e ele se transformou em um anjo celestial. Por último, Azeroth foi convocado por Bane e a sua única dádiva, mas não menos importante, foi ser transformado em um fiel demônio Batezu. Todos estavam felizes com as dádivas dos deuses, pois todos se transformaram em seres muito poderosos e se consideram quase imbativéis. O mago imaskari estava estava observando toda a festa através de um olho mágico e ficou assustado quando viu a grande quantidade mágica que os deuses haviam dados para os seguidores. Ele ficou muito contente em saber que o seu aliado havia ganhado tamanhos poderes, pois assim a sua vingança seria concretizado rapidamente. Em seguida, o mago convoca o seu amigo para prosseguir os seus planos.

Azeroth, ao ser convocado, sai do meio da multidão e começa se dirigir em direção ao mago, dizendo a todos que iria perseguir os seus escravagistas e trazer a vingança para as terras dos mulan. Todos os amigos de Azeroth se despiram do amigo que sairá em partida para uma missão suicida e outros amigos que támbem gostariam de despedir, não conseguiram pois temiam que Azeroth havia se corrompido para sempre depois de ser abençoado por Bane. Os outros dois grande guerreiros, Legato e Elentgor, disseram que gostariam de acompanhar o amigo naquela difícil jornada. Mas Azeroth negou a ajuda dos dois guerreiros dizendo que eles deveriam permanecer na sua querida terra para protege-la. Assim, Azeroth começa a se direcionar ao mago imaskari, para que completem o seu tão desejado plano, e vira-se uma última vez para trás para olhar novamente a antiga cidade destruída de Raurin, que era o lar dos 5 guerreiros imaskari que agora habitavam o corpo de Azeroth.

Depois que Azeroth encontrou com o mago imaskari, ambos saíram em um longa jogada por toda Fayrun para que eles conseguissem ressuscitar todos os seus amigos que foram mortos em batalha. Em 1 milênio, Azeroth e o mago andaram pelo plano procurando por grandes guerreiros para servirem de hospedeiro para os seus amigos caídos. O que o mago não esperava era que o seu amigo começa, sem nenhum motivo aparente, a idolatrar Bane mais e mais. Isso o preocupava bastante pois estava com medo que o seu maior aliado o largasse para seguir um deus daquele plano tão odiado por ambos. No final daquele milênio, durante uma noite de lua cheia, Azeroth escuta o chamado de Bane, no qual não consegue recusar. Azeroth, que estava conversando com o mago imaskari durante aquele momento, se levanta e começa a sair sem trocar nenhuma palavra com seu aliado. O mago, assustado com a estranha reação do se aliado, usa os seus poderes e observa com os seus olhos escarlates que o poder de Bane consegue superar a sua magia que controlava a vontade de Azeroth. O mago, que guardava 1 milênio de rancor de Bane, começou a amaldiçoa-lo mais ainda por interferir em seu planos.

O mago de Imaskar, não perdendo as suas esperanças, começou a prosseguir o seu plano enquanto perseguia Azeroth, pois naquele corpo havia os 5 guerreiros mais poderosos de Imaskar e eles eram fundamentais para o seu plano. Durante aquele milênio até o começo do segundo milênio desde de que Raurin foi aniquilada, o mago continuava a perseguir Azeroth e a ressuscitar os seus amigos caídos durante a suas viagens até que um Azeroth foi ordenado a buscar um artefato poderoso em Soltis, conhecido como Cryshal Tirith. Aquele artefato era protegido por um poderoso paladino chamado Derfel. Azeroth, com a sua devoção cega por Bane, foi atrás do artefato em Soltis e lá foi derrotado e jogado no Plano dos Infernais, no qual ficou aprisionado durante 2 milênios, até aproximadamente, um pouco em diante depois da ressurreição do seu patronomo Bane. Enquanto Azeroth espera a sua liberdade no Plano Infernal, o Mago de Ismakar continuou a sua difícil missão de ressuscitar os amigos caídos atrvés do Crânio Das Almas perdidas.

O demônio Azeroth - Parte 2 de 3

Antes de pegar o seu orbe, o mago imaskari escuta uma voz grossa e cheia de coragem:
- Não se mova criatura desprezível! Eu ordeno que pare em nome dos deuses ou você encontrará a sua morte devagar e dolorosa.
O mago assustado, com tamanha coragem, vira-se vagarosamente para trás e vem quem o homem lhe dirige a voz diretamente. O mago vê perante dos seus olhos, um homem de pele clara, olhos negros, cabelo negro curto penteado para trás. Ele estava vestindo armadura negra reluzente coberta com cravos e uma capa avermelha feita com couro de um lobo infernal. O Cavaleiro apontava uma espada bastarda de lâminas negras no qual o seu cabo e empunhadura eram feitos de ossos de pequenas criaturas abissais. Após a observação do mago, o cavaleiro começa conversa novamente:
- Você parece ser mais um imaskari. A sua cabeça será uma grande premiação para mim quando a levá-la para os nossos deuses. Prepara-se para morrer nas mãos de Azeroth.
O mago ao escutar aquele nome, abre um sorriso maléfico, como aquele encontro fosse obra do destino. O mago olha diretamente nos olhos do paladino e o paladino nota que os olhos daquele estranho ser humano tem um brilho escarlate e eles estavam lhe congela a alma. O mago, ao ver o medo na alma do cavaleiro, retira uma gema branca muito preciosa de seu bolso e começa a recitar algumas palavras arcanas enquanto observa o cavaleiro. O cavaleiro, assustado, mas temendo ainda pelo pior, começa a correr em direção ao mago brandindo a longa espada bastarda. Mas antes que o cavaleiro conseguisse chegar perto do mago imaskari, a gema começa a brilhar, desprende da mão do mago e voa em direção ao coração do nobre cavaleiro. A gema perfura o peito do cavaleiro e ele cai paralisado no chão como um cadáver já morto. O cavaleiro, sem sentir nenhuma parte do seu corpo, começa a procurar o mago com a visão e a orar para os seus Deuses para que eles os ajudassem naquele momento difícil. Mas parece que aquela terrível gema, estava neutralizando os poderes dos deuses e aparentava que a presença do mago estava afastando o cavaleiro dos seus deuses.

O mago começa a andar em direção ao corpo do cavaleiro caído enquanto ele esticava a mão em direção do crânio púrpura. O orbe, como fosse parte do corpo do mago, começa a levitar e ir à direção da mão do mago e chega exatamente quando o mago esta a dois passos do paladino. O cavaleiro, que continua com as suas preces fervorosamente, vê o mago a abaixar e colocar a mão vazia em seu peito, exatamente na mesma direção na qual a gema se encontrava. Quando a mão do mago toca o peito do cavaleiro, ele sente uma mão gelada atravessando a sua carne, como o mago estivesse afundando a mão em água, até segurar em algo. O cavaleiro sentiu que o mago encontrou algo no seu peito e ele estava preparando para arrancá-la. De repente, o cavaleiro vê o mago fazendo força com o braço e ele sente que algo foi arranco do seu peito. Neste momento, o cavaleiro dá o seu ultimo suspiro e vê que o mago estava segurando aquela estranha gema e ela estava absorvendo uma estranha névoa branca que saia do corpo do cavaleiro. Quando a última névoa foi absorvida pela gema branca, o cavaleiro solta o seu fôlego e o seu coração para de bater naquele momento.

O mago, após retirar a vida do corpo de Azeroth, ergue o crânio púrpura em cima da testa do cavaleiro caído. Neste momento, uma estranha fumaça púrpura começa a sair da boca esquelética do crânio e ela começa a envolver o corpo de Azeroth lentamente. Em poucos segundos, o corpo do cavaleiro caído absorve aquela estranha fumaça, se ergue novamente do chão e olha em direção do mago. O mago imaskari levanta do chão e dirigi a palavra para o crânio de ametista e para o corpo de Azeroth:
-Irmãos..... Fomos derrotados por Fayrun e nossos corpos estão espalhados por todo este campo de batalha.
Enquanto o mago imaskari conversa com o corpo de Azeroth, a cabeça do cavaleiro se move para olhar todos aqueles corpos caídos no campo de batalha e o seu coração começa a se encher de ódio. O cavaleiro, volta a olhar para o mago que estava falando com uma voz fraca mas muito macabra, como se o som de sua boca fizesse os mesmo barulhos dos passos dos deuses da morte. O mago continua:
-Perdemos essa batalha mas a guerra esta longe de terminar. Através do meu poder e suas almas, conseguir criar um poderoso artefato que nós trará a nossa vingança, o Crânio das Almas Perdidas. Ele conseguirá trazer a vida de todos nós. Não em nossos corpos....mas nos corpos daquele que nós derrotaram.
De repente, o mago virá e aponta para o corpo de Azeroth:
Trevor, Cigam, Ram, Tif e Murdoc.... os 5 guerreiros mais fortes de Imaskar, agora você habitam o corpo de Azeroth. Este paladino tirou a vida de vocês... um por um. Agora, como vingança, vocês o roubaram o corpo... o nome e os seus futuros poderes. Amanha, haverá a premiação dos deuses para os mortais e você, Azeroth, será premiado pelo o Deus do Ódio, Bane, com incríveis poderes que até eu mesmo possa não conhecer. Volte para o vilarejo e receba os seus poderes amanhã, pois eles nos serão bastante úteis.
Neste momento, o mago imaskari aponta para o vilarejo. No corpo de Azeroth, aparece escritas runicas roxas e ele segue para o vilarejo, como ele estivesse sendo manipulado igual a uma marionete.

O demônio Azeroth - Parte 1 de 3

Todos pensam que Azeroth veio do Plano dos Infernais e apareceu em Fayrun para espalhar o mau e o caos. Mas a história de Azeroth é bem diferente de que todos pensam. Ela foi esquecida milhares de anos e relembrada através deste diário encontrado recentemente pelas mãos de um bravo aventureiro que invadiu torre de Szass Than, na capital de Thay. Há aproximadamente quatros milênios antes da derrota do Grande Deus Tirano Bane, havia uma grande região prospera e visada por muitos deuses, conhecida atualmente como Mulhorand e Unther. Essa região havia sido invadida pela grande imigração do Império de Imaskar, pois o seu antigo plano havia sido atingido por uma grande praga e os magos governantes deste reino abriram grandes portais para Fayrun para salvar aqueles que não haviam sidos atingidos pela praga ainda. As pessoas que viviam na região perto aos portais abertos pelos magos imaskari, os mulan, foram rapidamente escravizadas pelo Império de Imaskar e foram forçadas a trabalhar para os invasores. Os magos governantes de Imaskar, para garantir a mão de obra escrava, invocaram uma barreira poderosa para que os escravos daquela região não pedissem ajuda aos seus deuses através de orações.

Após alguns anos de escravidão, o deus supremo Ao, interferiu na magia dos magos de Imaskar fazendo com que os deuses dos escravos percebessem o pedido de socorro dos seus seguidores e descessem nas suas formas mortais para combater os invasores. Uma grande batalha foi travada em Raurin, o centro do Império de Imaskar, entre os grandes magos e guerreiros de Imaskar e os deuses e os escravos daquela região. Os imaskari, mesmo sendo uma nação grandiosa e poderosa, não eram páreos para os poderes dos deuses de Fayrun. A única escolha que havia para os imaskari, para que eles não fossem extintos, era uma rápida fuga daquela região. Os mulan, que agora estavam livres, fizeram grandes festas para comemorar as suas liberdades e principalmente para os deuses, que sem eles ele viveria como escravos para sempre. Os deuses, satisfeito com os seus seguidores, resolveram povoar aquela região junto com os mulan. Além disto, os deuses, como retribuição a devoção de seus fiéis, escolheram os 3 guerreiros mais corajosos e habilidosos daquele reino para eles compartilhar um pouco dos seus poderes com aqueles mortais. Entre estes 3 guerreiros, encontrava-se : um arqueiro chamado Elentgor, cujo as flechas atravessarão os grandes dominadores de mágias mortais de Imaskar; um cavaleiro chamado Legato, cuja o cavalo era mais rápido e a sua velocidade deferir golpes matou vários imaskari antes de sacarem as suas armas; paladino caído chamado Azeroth cuja bravura ajudou a salvar a vida de centenas de companheiros mulan.

Os mulan resolveram fazer uma grande comemoração em Raurin para o tal dia que os seus 3 companheiros se tornariam, para muitos daquele povoado, a representação dos deuses em Fayrun. Mas nem todos estavam felizes com a derrota dos imaskari. Nos escombros do antigo Império Imaskar, havia um poderoso mago imaskari escondido, preparando a sua vingança contra Fayrun. O mago aparentava ser um homem muito magro, para não dizer esquelético, bem velho e com cabelos longos e brancos. A sua pele era muito pálida e ferida, além de que em todo o seu corpo havia tatuagens negras com diversas palavras arcanas. O seu corpo emanava um cheiro de podridão das antigas tumbas e era mais frio do que a caverna de um Grande Dragão Ancião Branco. Mesmo tento um corpo completamente decadente, o mago tinha trajes vermelhos finos e de alta qualidade, além de estar envolto de bastante jóias.

Na noite anterior antes da entrega do prêmio dos 3 temidos guerreiros, o mago imaskari foi até o centro do campo de batalha, no qual haviam caído vários de seus companheiros durante a luta contra os escravos e deuses, e colocou um pequeno ônix negro, de tamanho de um punho fechado de anão, no chão. O mago começou a recitar, em uma língua completamente desconhecida por qualquer mortal em Fayrun, palavras arcanas que somente os seus companheiros mortos de Imaskar as escutariam. Após algumas palavras nesta língua, estranhas escritas rúnicas roxas apareceram em todo o campo de batalha e o céu começará a fechar, escondendo todo o brilho da lua e das estrelas por toda aquela região. De repente, o ônix negro começa emitir um brilho negro e a escorrer um estranho liquido vermelho e viscoso, enquanto um grande furacão envolvia todo aquele campo de batalha. A calda do furacão começa a se fechar em direção do orbe negra e o seu vento, que muitos esperam que comece a destruir tudo, estava somente desprendendo as escritas rúnicas roxas do chão e extraindo as almas dos corpos decadentes dos guerreiros imaskari caídos. Em poucos segundos o furacão se transforma em tornado de almas e runas arcanas aos sons da poderosa voz do mago imaskari. Quando a última palavra arcana foi removida e o último espírito foi devorado pelo furacão, este mesmo começa a ser absorvido pelo ônix negro. O ônix negro começa a emanar grande aura de magia e começa a liberar aquele líquido vermelho mais e mais. Ao terminar de absorver o último vento do furacão, um feixe de luz desce rasgando do céu das nuvens até o orbe negro, emitindo um grande estrondo que conseguirá escutar através quilômetros além das Montanhas da Espada do Dragão. Neste momento, o trovão cauteriza o orbe negro e o céu fica limpo novamente instantaneamente. O mago imaskari, orgulhoso de seu trabalho, observa e começa a se aproximar do paradeiro do orbe negro, que havia mudado a sua forma para um crânio humano feito de ametista. O crânio emitia uma grande poder mágico e uma fumaça esbranquiçada como tivesse sido banhado com o fogo do Plano Infernal.

Reporte de campanha O legado da Ordem, 5

Ao chegarem em Lua Alta o grupo seguiu em direção a torre de Aleph com uma dúvida em suas cabeças, Laeral comentara que a Beladona era usada geralmente por magos malignos em rituais de necromancia. Uma vez na torre do mago, eles concordaram em entregar a ele a encomenda somente se o ritual de invocação do mago vermelho pudesse ser obervado por eles. Apos algumas negociações Aleph aceita as condições alé mde entregar ao grupo uma quantia considerável de armas e armaduras mágicas. O ritual irá acontecer amanha, enquanto isso Aleph fará os preparativos para a complicada conjuração.
O grupo sai para a cidade para comprerem novos suprimentos e se curarem nos templos. As ruas da cidade ja estao com várias tendas médicas e todos estão trabalhando freneticamente no reforço das muralhas ao norte. Ao que parece enquanto eles estavam na vigília negra os ataques dos drows aumentaram muito. Alguns boatos dizem que eles estariam trazendo ate mesm omaquinas de guerra do submundo para atacar a cidade. Chegando a noite, ao retornarem para a taverna onde estão dormindo, o grupo passa em frente a torre de Aleph. Em meio a luz da lua cheia eles conseguem identificar tres homens de robes vermelhos e tatuagens azuis entrando pela torre rapidamente. Geshtar, sabendo a reputação dos magos vermelhos de Thay, convoca o grupo para que eles possam ver oque esta acontecendo. O som de várias explosões se segue vindo da torre e os herois sobem correndo para ajudaram o mago. Ao chegarem la os tres magos de Thay lutam com magias extremamente fortes contra Aleph, que se defende do melhor jeito possível. A batalha contra os magos toma algum tempo mas os aventureiros conseguem a vantagem e matam quase todos. O último mago porém, consegue invocar um portal e fugir antes de ser pego. Aleph diz aos jovens que ele não deve esconder seus propósitos mais, os rituais que ele iria realizar seriam feitos para conseguir comprovar as intenções do magos vermelhos em lua alta. Ja faz alguns meses que Aleph vasculhava as ações dos magos e ele descobrira que estes planejavam se infiltrar no governo de Lua Alta para ganharem a confiança de Theremen. Após isso eles pretendiam abrir um mercado de itens mágico feitos por mão de obra escrava na cidade. Aleph vinha tentando desmascarar essa atividade mas havia esbarado com algo mais importante ainda. Ao que parece os magos de Thay também estavam atras de algum artefato antigo relacionado com o Flagelo do Caos. Aleph pede que eles venham o ver no dia seguinte pois tem mais coisas importantes a falar com eles.
Apos dormirem o grupo sai pelas ruas da cidade, vendo como todos estão trabalhando cada vez mais para reforçarem as defesas, e passam pela casa de Josan, a sede da ordem Flagelo do Caos. Porem oque eles encontram são escombros chamuscados do que um dia foi uma casa. Josan esta sentado ao lado lamentando e conta a eles que o Sharn atacou novamente vários membros da ordem, e que dessa vez ele chegou a entrar na sede e destruiu tudo oque havia pela frente. A ordem esta com pouquíssimso membros agora, e ainda por cima eles tiveram que ceder mais quatro membros para a pesquisa das ruínas da cidadela sem sol. Magnus se propõe a ajudar Josan em qualquer coisa que eles precisem e o grupo segue para a torre de Aleph.
Lá o mago os conta que depois de muitos anos de busca, ele descobriu um artefato chamado Crishal Tirith. Tal artefato provavelmente pertenceu a Ordem do Flagelo do Caos em tempos muito remotos e este possui poderes formidáveis que poderiam ajudar Lua Alta a repelir o ataque drow. Porém os magos vermelhos também descobriram sobre tal artefato e estão atras dele. Para piorar as coisas Crishal Tirith parece estar selada dentro de um antigo reino chamado Soltis e eles precisam da chave do encantameto para conseguir libertar o poder de tal artefato. Esse item mágico é tão antigo que a própria ordem se esqueceu dele ou de seus poderes ao que parece. Porem apos ter descobertos algumas relíquias na cidadela sem sol Aleph conseguiu recriar por meios mágicos a chave de Soltis, ou oque ele achava ser a chave do encantamento. Essa chave estava no formato da espada curta dada a Elrond. Segundo ele a luz que a espada emitia a noite os guiaria até onde o encantamento estava selando o artefato. Porém os jovens deveriam fazer isso o mais rápido possível e sem contar neim mesmo a Josan sobre o plano. Os magos vermelhos tinham espiões em todos os lugares, e eles pretendiam pegar Crishal Tirith para eles antes que qualquer outra pessoa. Após aceitar a missão os herois saem da torre de Aleph se preparando para partir para o sul, onde supostamente estaria o encantamento a ser quebrado. Nesse instante um estrondo enorme quebra toda a monotonia da cidade e um clarão vermelho é visto ao norte. Logo em seguido vários outros estrondos são ouvidos, seguidos de bolas de fogo riscando os ceus do norte em direção as muralhas. O ataque drow começara. Instintivamente o grupo segue para as muralhas ao norte, mas Aleph os impede. Lua Alta resistiria a um ataque drow, a missão deles era mais importante agora. Deixando para traz uma cidade sendo bombardeada pelos trabucos de guerra dos drows os aventureiros partem para o sul, seguindo a luz da espada mágica de Elrond e com um certo arependimento em seus corações.

Reporte de campanha O legado da Ordem, 4

Após um dia de viagem os aventureiros encontram-se com a elfa Laeral nas bordas da aldeia de Brinstar. Ela usa uma jangada para leva-los rio acima em direção à Vigília Negra. No cominho um combate feroz com Drows do submundo acontece durante a noite mas ninguem se fere gravemente. Ao chegar ao ponto extremo do rio ao norte Laeral os entrega uma trombeta prateada, dizendo que ela ficará ali esperando o sinal pra que ela possa voltar para busca-los.
Partindo para a floresta escura o grupo nota cada vez mais a decadência da natureza conforme se aprocima da Vigília. Várias aranhas monstruosas guardam as poucas trilhas esquecidas daquele local e muitas batalhas são travadas, mas apos algumas horas de caminhada eles finalmente encontram algumas trilhas que parecem seguir para o norte. Nestas trilhas os aventureiros encontram vários horrores e fantasmas que procuram tirar a vida deles, dentre vários seres uma abominação em especial chega a drenar toda mente de Elrond e Tavos, deixando-os incapacitados por um bom tempo.
Ao explorarem melhor aquela área da floresta o grupo descobre que devem existir portais ou coisas do gênero naquela área pois por vezes eles andam em linha reta e retornam ao mesmo loca. Porém, depois de dois dias de buscas, eles finalmente chegam a uma clareira que cheira a podridão e morte, nesse local todos subtamente desmaiam tendo como última visão um enorme Sharn espreitando-os. Ao acordarem eles se deparam com uma enorme cidade, cercada por muralhas altas e retas, ao longe eles vêem vários camposnese a entrar e sair de tal lugar em sua vida cotidiana. A visão do reino de Soltis os deslumbra enquanto eles vêem ao seu lado o próprio Derfel aparecer.
A visão se apaga em suas mentes e o cheiro de podridão volta a tomar conta de tudo. Eles estão novamente na clareira. Magnus ainda zonzo jura ver a imagem de Derfel logo onde estava o Sharn a pouco, mas a visão se desfaz. Ignorando esse desmaio repentino o grupo segue em frente se deparando agora com uma enorme ravina negra que emana podridão. Eles encontraram o início da grande fenda chamada Vigília Negra. Todo o local emana maldade e ficar ali ja é um ato que exigia muito deles. Apos procurar um pouco Elrond encontra a planta amarada em um arbusto que logo os ataca. O monstro os ataca com tentáculos de ramos que sufucam Elrond até ele cair em batalha. Geshtar conjura os fogos dos novo infernos enquanto Magnus golpeia a criatura com sua espada larga. Apos uma luta mortal os herois saem vitoriosos, porém extremamente debilitados. O som de várias aranhas surge da fenda enquanto eles vêem outros arbustos se aproximando. Um corrida em direção ao rio acontece em seguida, os aventureiros lutando para escapar daquele lugar assombrado enquanto eles tocam a trombeta prateada desesperadamente.
Ao chegarem na margem Laeral ja os aguarda, ansiosa por sair daquele local. Eles descem com a ajuda da corenteza a seu favor e chegam rapidamente a Lua Alta. Uma vez la, seguem para a torre de Aleph para receberem sua merecida recompensa.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

No rastro da vingança, Elrond Galanodel

Havia um pequeno vilarejo em Águas Profundas um dos poucos conviviam em harmonia. Tinha em torno de 50 pessoas, praticavam agricultura e plantavam o suficiente para o próprio sustento, suas casas eram simples feitas de madeira e telhado de capim seco. Era uma vila praticamente esquecida em Águas Profundas não ameaçavam ninguém e nem tinham nenhum tipo de riqueza.
Lá havia um casal Eldan, um camponês humano forte devido ao trabalho pesado do campo, tinha 30 anos, 1,80m pele branca meio avermelhada devido a exposição ao sol. E Eien, uma linda elfa, tiveram um filho e o chamaram de Elrond Galanodel.
Todos ali eram satisfeitos com a vida que levavam, pois tudo que precisavam tinha lá. Tranquilidade e um pedaço de terra para plantar.
Era pouco visitado, mas sempre que tinham visita os moradores a tratavam muito bem. Mas houve uma noite que chegou certos visitantes que nenhum morador daquela vila ou de qualquer outra vila não gostaria de receber. Era uma noite de lua cheia e o céu estava limpo qualquer pessoa poderia andar sem precisar de uma tocha para iluminar o caminho.
Nessa noite um bando de drows provavelmente vindo do Porto da Caveira, atacou essa vila com ódio e sem nenhuma piedade. Mataram tudo que via pela frente, mulheres crianças, animais, tudo e incendiaram todas as casas. Foi um verdadeiro massacre. Os motivos? Ninguém sabe. Talvez mera diversão.
Era próximo das 11 horas da noite a lua estava alta todos os moradores já estavam em suas casas se preparando para dormir, quando de repente o silvo de uma flecha corta o silêncio daquela noite. A flecha estava em chamas e acertou o telhado de uma casa, seguida dessas vieram várias outras. Os moradores assustados não sabiam o que estava acontecendo saíram de suas casas ao ouvirem os gritos e verem suas casas começando a se incendiar. Ficaram mais chocados ainda ao verem um bando de drows vindo em suas direções. Foram abatidos que nem animais. Apenas quem tinha casa do lado oposto ao ataque pode se preparar.
Eldan ao ouvir os gritos rapidamente foi a janela e ficou horrorizado com a cena que estava vendo. Imediatamente pegou sua mulher e filho abriu uma portinhola no chão de sua casa e colocou-os no porão. Disse para Eien ficar escondida que ele iria protegê-los. Então rapidamente Eldan pegou uma foice e foi em combate aos drows.
Todas as casas daquele vilarejo tinham um porão onde guardavam as ferramentas do trabalho e parte da colheita de suas plantações. Tinha em torno de 2 metros de altura, ficava abaixo do nível da rua. O teto desse porão ficava em torno de 20 centímetros acima do nível da rua. Essa diferença de altura entre o teto do porão e a rua era cercada por uma grade de madeira.
Em meio a tanta destruição o coração de Eldan se encheu de raiva sem hesitar investiu contra os drows. Com toda a sua força conseguiu acertar um drow e sua foice entrou sem nenhuma resistência na carne negra daquela criatura. A foice descreveu um arco no ar de cima para baixo e atingiu entre o pescoço e o ombro do drow parando somente no meio do peito. Com isso o abatera.
De fato era um homem muito forte, porém ele não era um guerreiro, nunca havia lutado na vida, nem mesmo contra um animal. Por isso ele não conseguiu desviar de uma flecha, esta entrou em seu peito, além da dor imensa, sentiu algo queimando em seu peito e foi se espalhando por todo corpo. Tentou resistir, mas o veneno daquela flecha foi mais forte do que ele. Não conseguiu ver mais nada, nem mesmo sentir as outras duas que acertaram seu peito.
Ultimamente Elrond perguntava muito sobre seu pai, como ele era, onde ele estava, o que acontecido com ele, e Eien sempre mudava de assunto diante das indagações do filho, achava que ele era novo demais para saber a verdade. 15 anos já haviam passado desde o incidente com os drows e naquela época Elrond tinha 3 anos.
Mãe e filho viveram esses últimos 15 anos em uma vila élfica em Águas Profundas, era a vila onde Eien tinha nascido. Ao chegar lá com a criança os líderes da vila não quiseram aceitá-la dizendo que somente elfos poderiam viver naquela vila. Depois de implorar muito Eien conseguiu convencê-los a abrir uma exceção. E assim todos naquela vila desprezavam Elrond, os mais velhos não lhe digiriam o olhar nem a palavra e os de sua idade passavam a importuná-lo chamando-o de bastardo, mestiço e quando não era isso perguntavam sobre seu pai e falavam que na verdade ele os tinha abandonado.
Quando Elrond fizera 20 anos sua mãe resolvera lhe contar o que aconteceu com seu pai. Contou desde quando ele nasceu até o incidente com os drows. Ela falou que naquela noite o pai dele lutou bravamente para protegê-los, mas que infelizmente ele tinha sido fatalmente ferido por uma flecha.
Elrond perguntou a sua mãe se ela conseguiu ver algo durante o ataque algo que tinha lhe chamado a atenção. Eien parou e ficou pensativa foi como se ela tivesse voltado naquela noite sangrenta, tudo estava se repetindo na sua frente, depois de um instante disse ao filho que ouvia muitos gritos tudo estava em chamas havia vários drows e depois que já havia terminado o ataque e quase todos os drows já haviam ido embora ela viu um drow diferente de todos os outros daquele grupo, e parecia que ele era muito forte até o jeito de andar dele era diferente e que ele estava acompanhado por uma pantera negra.
Ao ouvir isso Elrond concluíra que esse drow deveria ser o líder do grupo, e que ele ficou de último para ver o estrago produzido pelos seus subordinados. E nisso um sentimento de vingança foi tomando conta dele, sua mãe pediu para que ele se acalmasse e que esquecesse isso, esses drows já tinham causado muita dor em seu coração e que ela não iria agüentar perder seu único filho para os assassinos de seu pai.
E depois daquele dia o sentimento de vingança crescia cada vez mais no coração de Elrond. Sempre falava com sua mãe que um dia ele ia sair pelo mundo a procura do assassino de seu pai.
5 anos se passaram desde que Eien contou a verdade para Elrond, houve uma noite que Elrond chegou para sua mãe e disse que ia sair pelo mundo a procura do assassino de seu pai e que não adiantava tentar impedir, ele já tinha tomado a decisão. Eien ficou muito triste pois sentia que ia perder seu filho mas ela não podia fazer mais nada. Na mesma noite Elrond saiu da vila élfica levando com sigo apenas uma espada longa e uma mochila com um pouco de fruta e pão.
Elrond caminhou em direção a vila que ele nasceu esperava encontrar algo que indicasse quem era o assassinos de seu pai. Era uma longa caminhada então resolveu descansar durante a noite e caminhar durante o dia. Ao amanhecer voltou a caminhar, por volta de meio dia chegou no local onde sua mãe disse que era a vila. Lá ele viu que não tinha mais nenhuma casa, só tinha algumas ruínas e rastros de animais, grama e alguns arburtos já começara a crescer no lugar. Vasculhara todo local e não achara nada. Desanimado já estava de partida, quando de repente ouviu um som estranho vindo da floresta. Começou a seguir uma trilha e entrou na floresta, seguiu por alguns minutos floresta adentro. De repente parou de ouvir o ruído. Pensou que esse barulho era fruto de sua imaginação, resolveu voltar. Quando estava voltando algo fez um barulho ao seu lado assim que ele virou viu um urso de mais de 2 metros. Rapidamente sacou sua espada, mas o urso deu uma patada em sua mão e sua espada vou longe, nesse instante Elrond só pensou em uma coisa, correr. Começou a correr e o urso veio atrás dele, corria o mais rápido que conseguia mas o urso se aproximava cada vez mais. Então quando o urso estava próximo de Elrond, deu uma patada em suas pernas que fez Elrond cair e rolar por alguns metros. Elrond já tinha perdido as esperanças, sua perna estava muito ferida e não conseguiria se levantar. No momento que o urso ia atacar uma flecha o acertou bem no meio do peito, nisso o urso urrou de dor, instantaneamente vieram mais duas que acertaram a enorme cabeça do animal. O urso deu dois passos para traz e caíra sem vida.
Elrond ficou sem entender o que aconteceu ali, foi então que saiu um homem aparentando 40 anos com um arco na mão de traz de uma árvore. Ele tinha vestes leves meio esverdeadas e presa na cintura duas espadas, parecia ser uma espada longa e uma curta. Se identificou como Asgrim perguntou a Elrond qual era seu e o que estava fazendo no meio daquela floresta. Elrond disse seu nome e pediu para que o ajudasse a sair dali. Encontraram uma clareira e lá sentaram para descansar. Nisso Elrond foi contando toda sua história. Asgrim achou muito interessante aquela história e disse que era um ranger e que se Elrond quisesse poderia ajudá-lo, poderia treiná-lo e ensiná-lo a rastrear e isso iria ser muito útil para encontra o assassino de seu pai. Nisso passaram a noite naquela clareira, Asgrim trouxe algumas plantas para tirar a dor e curar o ferimento de Elrond. Na manhã seguinte sairam Elrond já se sentia bem melhor, e conseguia andar com facilidade.
A partir desse dia começaram o treinamento. Asgrim ensinou Elrond a usar o arco e a lutar com espadas. Primeiro lhe ensinou a lutar com uma espada, uma espada longa, depois com duas, duas espadas curtas. E assim Elrond foi progredindo até conseguir lutar com uma espada longa e uma curta. Um dia seu mestre lhe apresentou uma espada maior que a espada longa, era uma espada diferente, parecia que ela tinha que ser usada por duas mãos mas seu mestre diz que quem é muito ágil consegue usá-la com apenas uma, e que se Elrond treinasse bastante um dia poderia usá-la ao mesmo tempo com uma espada curta. Ele contou a Elrond que ela se chamava espada bastarda porque ela era um cruzamento de uma espada longa com uma espada larga. Elrond ficou encantado com aquela espada, para aquela espada era muito parecida com ele, pois ele também, apesar de não gostar de ser chamado dessa maneira, era um bastardo. Desde então começou a treinar somente com aquela espada. Asgrim sempre dizia a Elrond que ele ficara muito habilidoso e forte porém ele ainda era muito impulsivo e isso as vezes poderia prejudicá-lo em uma caçada.
Elrond ficou 3 anos treinando com Asgrim conhecia praticamente toda Águas Profundas e parte do Norte da Costa da Espada. Andaram em muitos lugares e participaram de alguns círculos druida, Elrond aprendeu a respeitá-los. E Asgrim lhe apresentou um deus Shaundakul o protetor dos viajantes.
Asgrim gostava muito de Elrond e ao final de 3 anos disse a ele já lhe ensinara tudo o que sabia e que já era hora dele sair em busca de seu objetivo, e que nos últimos três anos ele ficou recolhendo informações e ouviu falar de um certo drow que andava com uma pantera negra, seu nome Drizzt Do'Urden e que a última vez que ele foi visto foi no Vale do Vento Gélido. Ao ouvir isso o sangue de Elrond começou a ferver em suas veias. Disse que ia imediatamente para o Vale do Vento Gélido vingar a morte de seu pai. Asgrim falou para Elrond tomar cuidado pois ouvira dizer que esse tal Drizzt era muito forte.
Assim nessa mesma noite Elrond resolvera partir, seu mestre lhe deu aquela espada bastarda que Elrond tanto gostava. Dessa forma Elrond deixou seu mestre e Águas Profundas para traz.
Três dias depois Elrond chegou ao Norte da Costa da Espada ele chegou em uma cidadezinha pela noite. Entrou em uma taberna e começou a conversar com algumas pessoas, procurou alguns rangers, ele procurava alguma informação sobre Drizzt, mas ninguém ali ouvira falar de tal pessoa. Elrond saiu desanimado da taberna, estava andando quando de repente uma sobra atrás dele quando assustou ele já se via com uma adaga em seu pescoço e atrás dele tinha alguém que ele não estava conseguindo ver. Essa pessoa lhe perguntou porque que ele estava procurando Drizzt. Elrond de início não queria responder, mas a adaga começava a lhe ferir. Então ele lhe falou que queria encontrar Drizzt para matá-lo e vingar a morte de seu pai. Aquela pessoa lhe disse que no momento Elrond não teria a menor chance contra Drizzt, visto que ele fora capturado tão facilmente. Essa pessoa disse a Elrond que Drizzt era um ranger muito astuto, sempre estudava muito bem seus inimigos antes de começar um combate, era cheio de truques para derrotar seus inimigos, e que ele lutava muito bem com duas espadas. E também disse que Drizzt devia estar muito distante dali, que ele ouvira falar de alguns drows nas Terras dos Vales. Antes de libertar Elrond ele lhe deu um conselho, “treine bastante, viaje pelo mundo, lute com vários tipos de criaturas talvez assim você ganhe experiência suficiente para um dia enfrentá-lo”. Elrond perguntou quem era ele e porque o estava ajudando, a pessoa disse que Drizzt também era seu inimigo e saiu sem dizer mais nada e sem que Elrond também o pudesse ver.
Depois disso Elrond ficou assustado ao perceber o quão fraco ele era, foi capturado e não pôde fazer nada. Então decidira ir para Terra dos Vales e ir enfrentando todo tipo de criatura de modo a ficar mais forte. Os anos se passaram e Elrond enfrentou vários tipos de criaturas, até que numa cidadezinha chamada Carvalho Envelhecido e encontrou uma velha chamada Ulkrele onde ela tinha lhe feito um pedido, encontrar seus sobrinhos, Elrond achou interessante e aceitou essa missão. Encontrou um grupo de aventureiros, para sorte deles. Elrond achou melhor andar com eles, pois pensou que ficaria forte mais rápido.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Misterioso e Caótico Osborn Hilltoppler

Nascido em uma pequena porém prospera vila chamada Vale verde formada por halflings e humanos, Osborn Hilltoppler era um jovem halfling e muito promissor em relação as tecnicas ladinas muito valorizada nesta pequena vila, já que esta era basicamente comandada por cinco grandes mestres ladinos, entre este estavam Garret que comandava toda a parte política da vila, os quatro restantes eram responsáveis pela segurança do local, junto é claro a uma boa parte da população que era treinado por eles, entre os quatro mestres estava Alton Hilltoppler que era pai e o principal mestre de Osborn, foi a pessoa que lhe deu todo o treinamento necessário para que ele pudesse evoluir suas habilidades de ladino e pudesse assim um dia se tornar um grande Ladino das Sombras e um dos chefes de defesa de sua vila, seguindo assim os passos de seu pai. Além disso Alton era o braço direito de Garret.
Além de seu pai, Osborn só tinha um irmão mais novo que se chamava Cade Hilltoppler no qual era muito apegado, este ainda não havia iniciado seus treinamentos de luta mais Osborn sabia que sua capacidade era igual ou até superior a dele e sempre o incentivara dizendo que um dia iriam juntos defender sua vila, e quem sabe entrariam para uma famosa guilda.
A pequena vila, a um bom tempo é hostilizada por uma outra vila próxima, conhecida como Vila dos Anões esta um pouco maior e era formada por anões mercenários, este desentendimento se deu por interesses territoriais já que vale verde se encontrava em uma pequena região muito prospera no que diz respeito a riquezas naturais.
embora os mercenários tivessem vantagem numerica esta era facilmente desfeita já que eles eram pegos facilmente pelas engenhosas armadilhas, que estavam espalhada em volta de toda vila desde que começaram os rumores destes ataques. Desfeita a vantagem inimiga os quatro poderos ladinos e seus aprendizes formavam uma defesa invejável, assim vale verde foi vencendo diversas batalhas contra seus inimigos.
Mas em um fatidico dia o poderoso batalhão de defesa teve uma desagradavel surpresa os mercenarios haviam passado pela area de armadilhas
e ainda assim havia uma grande vantagem numérica em relação aos bravos ladinos, depois de uma ardua batalha os ladinos conseguiram evitar a dominação de Vale Verde porem tiveram expressivas perdas, entre eles Milo um dos quatro generais ladinos, e era apenas questão de tempo até os mercenários atacarem novamente já que com a promessa de novas riquezas eles conseguiam recrutar novos homens facilmente.
Logo após o ataque uma pergunta surgiu na pequena vila “como em tão pouco tempo os mercenários consseguiram reunir tantos soldados de maneira que ao passar pela barreira de armadilhas lhes sobrassem tantos combatentes?”, após a verificassão das armadilhas um fato surpreendeu e deixou em pânico toda a população de vale verde, as armadilhas estavam todas devidamente desarmadas coisa que só um especialista poderia fazer com tanta perfeição e mesmo que os mercenários tivessem alguém com tamanha habilidade isso demoraria um certo tempo já que primeiro eles teriam que localizar todas as armadilhas, logo a uníca maneira de se desarmar todas as armadilhas neste curto intervalo de tempo seria se isso fosse feito por alguém que já soubesse a localização exata destas. Assim a hipotese de traição se fortaleceu rapidamente dentro de vale verde que ficava cada vez mais agitada.
Depois de muito discutir sobre o assunto Garret deciu que Alton tomaria a frente das investigações sobre o assunto.
Alguns dias após o ataque Alton saiu da vila em busca de informações e trouxe um anão que era um dos generais de guerra da vila inimiga, Alton disse que o capiturou nas redondesas da vila inimiga, todos ficaram imprecionado com a coragem de Alton em ir a toca do leão, mais todos também sabia de sua competência como ladino, todos em Vale Verde ficavam perplexos com sua facilidade de se esconder nas sombras, e então na frente de todos Alton começou a interrogar o anão, este não queria colaborar até o momento em que Alton começou a perder a paciencia e vendo a expressão em seu rosto o anão logo disse que iria colaborar, e zombando disse que não fazia mais diferença já que logo eles receberiam um outro ataque e que dessa vez eles estavam fragilizados demais para resistir, Alton e os demais mestres ladinos sabiam que o anão tinha razão, foi então que o anão fez uma grande revelação e acusou Garret de ter sabotado as armadilhas para facilitar a passagem dos mercenários, depois de um breve silêncio Alton demostrando toda sua lealdade por Garret disse que só podia ser mentira, foi então que o anão começou a dar detalhes sobre o plano de Garret, e o fato do mercenário ter tanto conhecimento sobre assuntos secretos de Vale Verde e muitas informações pessoais sobre Garret, sua versão tonou-se convincente, e ao perceber a indiguinação da população que não lhe dava direito de defesa, Garret fez a unica coisa que poderia tentar fazer “fugir” tentativa bem sucedida já que mais que ninguém Garret conhecia cada detalhe da região.
Após o acontecimento e passado um curto tempo a população naturalmente elegueu Alton para ser o novo lider de Vale verde, já que este demostrou grande coragem ao se infiltrar em território inimigo, Alton timidamente aceitou e marcou uma reunião de urgencia com os demais mestres ladinos, nesta reunião ele discutiu a importancia de convencer a população de abandonar o local, já que eles sabiam que os mercenarios logo atacariam, e eles não seriam mais capazes de defender a pequena vila, os demais mestre ladinos sabiam que o argumento de Alton era verdadeiro mais também sabia que a população não aceitaria facilmente e eles também não queriam aceitar pois depois de tamanha traição queriam honrrar o nome da pequena vila, Alton ficou surpreso pois apesar de serem muito corajosos os mestres ladinos eram muito senssatos, mais pelo que parece estavam todos com orgulho ferido e viu que não teria jeito, eles teriam que enfrentar os mercenários mesmos com muita desvantagem.
Como eles imaginaram a população estava realmente muito abalada e não cederiam a região, assim todos comessaram a se preparar para a grande batalha que estava por vir.
Preocupado com os filhos Alton disse para Osborn e Code que provavelmente eles teriam que fugir, Osborn logo retrucou e disse que não iria fugir pois ele estava preparado para a batalha, seu pai então argumentou dizendo que mesmo que ele estivesse preparado para batalha Code não estava, e precisaria de alguém para defendelo, logo ele não poderia correr o risco, Osborn não muito feliz com a cituação concordou com o pai.
Um certo dia Osborn percebeu que seu pai estava mais agitado que de costume. Neste mesmo dia ao anoitecer Osborn percebeu que seu Alton saira, preocupado Osborn resolvel ir atrás, sabia que seria muito dificio seguilo sem ser notado, mais pelo jeito Alton estava mesmo muito preocupado, e juntando isso ao talento de Osborn ele conseguiu segui-lo sem ser notado, Osborn ficou muito surpreso quando percebeu que estavam dentro do território de seus inimigos, foi quando viu seu pai rendendo-se a um dos mercenários que o levou para uma sala, aparentemente a mais luxuosa da area, Osborn então se arriscou e se escondeu muito próximo a uma janela onde viu seu pai conversando com um dos mercenarios, ele ficou muito preocupado e se aproximando mais um pouco ouviu um dialogo que preferia não ter ouvido:

Alton: Preciso de mais um tempo para tiralos de lá.
Anão: mais você disse que com o ataque surpresa eles abandonariam a vila.
Alton: achei que com a ajuda dos outros mestres ladinos poderia convencer a população, mais eles ficaram com orgulho ferido e estão dispostos a morrer pelo lugar.
Anão: então eles vão morrer, pois amanhã próximo ao amanhecer tomaremos a vila.
Alton: meus filhos ainda estão lá.
Anão: então tirios de lá, com a reconpensa que nós te demos viverão muito melhor do que viviam naquela vila.

Osborn então foi embora muito confuso, porém ao mesmo tempo tudo fazia sentido: Alton ter pego o anão, o anão saber tantos assuntos confidencias sobre a vila não era dificil já que Alton era braço direito de Garret, tudo foi um golpe para obter riquezas individuais.
Chegando em casa Osborn resolvel não falar nada para Code e logo seu pai também chegou em casa, ainda muito agitado, e disse:

Alton: voce e seu irmão tem que ir.
Osborn: Porque?
Alton: acho que os mercenários atacarão amanhã pela manhã.

A palavra mercenario soou com muita ironia para Osborn que nesse momente se encheu de raiva, porém sabia que confrontar seu pai não era uma boa idéia no momento e então como se não soubesse de nada respondeu:

Osborn: tudo bem.

Alton meio surpreso com a resposta fria de Osborn lhe entregou um papel com o nome de outra vila.

Alton: ficarão seguro lá, apenas digam que são meu filho quando chegarem.

Osborn calado pegou suas coisas e foi com Code, porém resolvel que não lhe revelaria nada, Além disso não foi pra onde seu pai pediu, Osborn tomou outro destino, e depois de alguns dias foi bem recebido em uma pequena vila aonde resolveu ficar, ficou sabendo logo depois que os mercenários haviam dominado seu antigo território. Osborn ficou durante um bom tempo na vila e logo suas habilidades foi observada pelos guerreiros de lá, passou a treinar com seu irmão, e como ele imaginou a capacidade de Code em dominar as tecnas ladinas era surpreendente, vendo o grande desenvolvimento de seu irmão, Osborn resolvel partir, Code lhe pediu para ir junto mais Osborn lhe disse que era melhor ele ficar pois a vila precisava dele pois iria se tornar um grande ladino, Code não retrucou muito pois sabia que Osborn precisava mesmo de um tempo, desde que eles saíram da antiga casa, Osborn tinha ficado muito distante e estava com uma personalidade muito caótica, Code imaginava que era por causa de Alton que não havia voltado. Porém antes de ir Osborn lhe disse:

Osborn: fique tranquilo que um dia nos encontraremos novamente, e quem sabe faremos parte de uma famosa guilda.
Code: tudo bem vou esperar este dia.
Osborn: outra coisa! nunca confie em ninguem, seja lá quem for.

Code ficou confuso com as ultimas palavras de Osborn que partiu a procura de novos desafios para que pudesse evoluir suas habilidades e um dia reencontrar seu pai e lhe mostrar o preço de tamanha traição.

Gueshtar de Ithil, o caçador de magos vermelhos.

Gueshtar de Ithil é filho de Tyalivan de Ithil e Faeryl Zaphresz, um casal de elfos do sol que viviam em uma antiga vila élfica chamada Ched Nassad, situada nas profundezas da floresta de Cormantor. Nesta vila viviam vários magos, alguns deles eram muito poderosos e possuíam diversos aprendizes. Tantos, que a vila chegava a ser confundida com uma escola de magia élfica pelos humanos. Apesar da maior parte dos habitantes da vila serem capazes de tocar a trama, os pais de Gueshtar não eram. Os três viviam como serviçais de um elfo da lua que era um dos magos mais poderosos da vila, Tramizar Omalith, sendo este mestre de três aprendizes, Chaszmyr Eilservs, Ryltar Zauviir e Tluth Mylil, todos elfos da floresta.
A vida de Gueshtar foi tranquila até a sua adolescência, quando certo dia sua alma seria ferida de forma irreversível. Na tarde deste dia nublado, enquanto Faeryl comprava frutas e Tyalivan realizava pequenos reparos na porta da residência de Tramizar, o jovem Gueshtar servia lembas aos aprendizes. No momento em que os três terminaram a refeição, o som de trovões começa a ecoar por entre as paredes da casa na árvore. Antes que eles concluíssem que se tratava de chuva, gritos de dor e agonia perfuraram o coração dos quatro elfos presentes no recinto. Assim que caíram em si, os quatro correm em direção a uma janela e se deparam com a cena mais horrível que alguns deles viriam na sua vida. Elfos mortos preenchiam o caminho por entre as árvores da floresta, enquanto alguns homens vestidos com trajes vermelhos utilizavam a trama para combater os conjuradores do vilarejo. Os quatro pensaram que mesmo os elfos da vila estando em maior numero, ainda assim provavelmente perderiam a batalha, pois não estavam preparados para um combate daquela magnitude.
Os quatro interromperam sua observação quando ouviram um grito de Tramizar vindo do centro do aposento:
- Por Mystra, o que está acontecendo? - ele perguntou.
- Homens com trajes vermelhos atacam nossos irmãos, mestr... - respondeu Ryltar, porém, antes que ele concluísse sua frase, o elfo antigo já os havia espalhado, e observava pela janela. E enquanto ali estava ele disse em voz baixa:
- Thay descobriu nosso segredo.
- Que segredo mestre, diga? - pergunta Chaszmyr.
- Não há tempo para explicações, preparem-se para o combate, conjurem seus feitiços de proteção - diz o elfo da lua.
- Esconda-se, jovem tolo - disse o antigo elfo para Gueshtar, quando vê o garoto pegando uma faca sobre a mesa.
Enquanto os quatro lançavam seus feitiços, Gueshtar corre para a sala adjacente e fica espiando pelo marco da porta. Pouco tempo depois os três aprendizes haviam desaparecido e Tramizar estava envolto por um globo azul quase invisível. Então um silêncio profundo tomou o recinto. Até mesmo os gritos vindos de fora pareciam distantes naquele momento. Pouco tempo depois este silêncio foi quebrado pelo som da porta de entrada sendo destruída, alguns aposentos à frente. E então o elfo da lua disse:
- Preparem-se meus jovens, e não comecem o ataque antes que eu o faça.
Assim que ele termina, cinco homens com vestes vermelhas e encapuzados entram no aposento e formam uma linha alguns metros à frente do poderoso elfo, enquanto este permanece calado e imóvel. Então o homem no centro da linha tira seu capuz e revela sua identidade. Longos cabelos loiros e uma tatuagem que vinha do pescoço, passava por fora de seu olho esquerdo e terminava em uma orelha pontuda - era um elfo. Tramizar demonstrou espanto quando viu seu oponente e disse:
- Nunca imaginei que o veria novamente, muito menos em um robe vermelho. Agora eu entendo o que está havendo.
- Se já entendeu, entregue-a - disse o elfo tatuado.
- Jamais! Sabe que não fui chamado por causa dela e que eu mesmo nunca a tomei. Não a deixarei em mãos duvidosas - disse o elfo poderoso.
- Por isso irão perdê-la. Nenhum dos quatro utiliza-a, nem mesmo para defendê-la. Agora que os elfos abandonaram estas florestas, é uma questão de tempo até que os Drow ou qualquer outra criatura venha buscá-la, e ai sim estará em mãos erradas. Em Thay ela ficará segura. Entregue-a e viverá.
- Me subestima, aprendiz. Esqueceu a extensão de meus poderes – disse Tramizar.
- Não o subestimo, por isso não vim sozinho, e gastará suas energias protegendo esses inúteis que mal podem desaparecer com eficiência, por isso perderá - disse o elfo de vermelho.
- Veremos - disse o antigo elfo, que imediatamente começou a fazer gestos e pronunciar um feitiço.
Neste momento Gueshtar corre para o aposento do elfo da lua enquanto ouve sons de explosões, raios e gritos de criaturas que ele não conseguiu reconhecer. No aposento uma feroz batalha acontece. Os aprendizes lançam feitiços contra os companheiros do elfo tatuado, enquanto esses revidavam. Tramizar atacava com feitiços poderosos ao mesmo tempo que utilizava sua habilidade especial - ele era capaz de proteger a trama e impedir que esta fosse tocada por outra pessoa - assim impossibilitando que o elfo tatuado conjurasse qualquer feitiço. Pouco tempo depois o aposento estava destruído, uma grande parte do teto havia caído, uma parede desmoronado e o chão revelava os grossos galhos em que a casa estava apoiada. Apenas Tramizar e o elfo tatuado ainda estavam vivos. A batalha cessara por um momento, então o elfo da lua disse:
- O que foi? Seus feitiços acabaram?
-Talvez, e como você não me atacou ainda acredito que os que lhe restam são inúteis em combate - disse o elfo de vermelho.
- Com os poucos feitiços de combate que preparei fui capaz de derrotar seus companheiros, lhe deixar em frangalhos e sem feitiços. Você nem sequer me feriu. Desista.
- Pode ser verdade o que você fala, mas quem disse que um duelo entre conjuradores deve ser decidido apenas com o uso da trama? - perguntou o elfo tatuado enquanto sacava uma espada.
Naquele momento Tramizar percebeu que havia perdido o combate, pois com sua idade avançada e desarmado jamais o venceria em combate corporal.
- Nunca conseguirá romper o lacre e morrerá tentando. Sua viagem foi em vão – Tramizar respondeu, enquanto fazia gestos arcanos, e antes que o seu oponente conseguisse tocá-lo com sua espada ele se retirou rápido como uma flecha na direção de seu aposento. Chegando lá ele tranca seu quarto e grita:
- Gueshtar, apareça, vamos ter que fugir - disse enquanto pegava seu grimório.
Nesse momento Gueshtar sai de traz do guarda roupa e pergunta:
- Mas e os aprendizes, minha mãe, e o meu pai?
- Os aprendizes não tiveram sorte. Vamos rezar para que sua família tenha tido. De qualquer forma não posso fazer mais nada aqui - respondeu o mago, enquanto desenhava no chão um círculo com símbolos arcanos, utilizando um giz que repousava em cima da cômoda.
- Mas mestre... - Gueshtar nem terminara de falar, quando ouviu um forte estrondo na porta. Ele se voltou na direção do círculo, e notou que este foi substituído pela imagem que uma pessoa veria se estivesse deitada sobre o chão de uma floresta com árvores altas.
- Amanhã procuramos por sua família. Agora entre no círculo. - ordenou Tramizar, enquanto empurrava o garoto na direção da imagem.
Quando Gueshtar tentou tocar a imagem com os pés, ele a atravessou e se viu na mesma floresta de árvores altas que ela exibia, e ao seu lado estava o antigo elfo.
Enquanto Gueshtar estava atordoado tentando entender tudo que aconteceu, Tramizar fez gestos em frente a uma árvore e disse palavras que o jovem não era capaz de compreender. Quando terminou, disse:
-Venha, podemos descansar aqui - disse o elfo mais velho enquanto puxava um pedaço da casca da árvore, revelando um aposento pequeno com duas camas e uma mesa com comida ao centro.
Assim que o jovem entrou pela passagem, disparou várias perguntas ao mais velho:
- Por que eles nos atacaram? Quem era aquele elfo? O que ele quer... - o jovem parou quando notou algo estranho com o mais antigo - aconteceu alguma coisa?
- Sim, o resto do conselho está morto e eles conseguiram toma-la - disse o mago.
- Ela quem? Que conselho? - perguntou Gueshtar.
-Sente-se, agora que já esta tudo perdido lhe explicarei.
E então os dois passaram o resto da tarde e o principio da noite conversando. Tramizar explicou que milênios atrás, cinco magos elfos receberam uma missão vinda da própria deusa Mystra. Eles deveriam proteger em sigilo um artefato sem jamais utilizá-lo, que o batizaram de O Segredo de Mystra. Eles se lançaram nas profundezas da floresta de Cormator. Permaneceram escondidos por dois séculos. Eles já tinham uma idade avançada, e envelheceram ainda mais. Logo, temiam que em breve não seriam mais capazes de proteger o artefato se algo acontecesse. Como não receberam nenhum sinal da deusa desde que a missão lhes foi dada, eles não sabiam mais o que fazer. Não esperavam que a missão duraria tanto tempo. Mais alguns anos se passaram e depois de calorosas discussões, decidiram que deveriam ser substituídos para que o artefato não corresse riscos. Então, através de magias, eles começaram a chamar a atenção de alguns magos elfos pelo mundo, dizendo que estavam velhos demais e que queriam passar adiante o conhecimento que haviam acumulado. Rapidamente, duas dúzias de magos experientes haviam se tornado aprendizes dos anciões. Depois de algumas décadas, cada um dos anciões escolheu um aprendiz para lhe contar o segredo e lhe passar a missão. Além disso, ordenaram que transformassem aquele lugar numa vila pequena, e povoada por magos, pois os cinco aprendizes juntos nunca alcançariam poder o suficiente para equivaler a um dos anciões, assim eles deveriam utilizar a população para defender o artefato sem que ela sequer soubesse disso. E antes que os anciões se retirassem eles lançaram um lacre sobre o artefato que impediria sua utilização, para o caso de um dos aprendizes tentasse toma-lo para si. Então os escolhidos formaram o conselho da vila que se chamaria Ched Nassad, num dialeto élfico antigo significava Refúgio da Trama.
Quando Gueshtar indagou sobre o elfo de Thay, o mago explicou que seu nome era Lessanor Solaufen, e que era o aprendiz mais sagaz que ele já teve, por isso tinha sido escolhido para ser o próximo membro do conselho. Porém, após ter aceito a missão e ouvido o segredo, ele disse que desejava cuidar de alguns assuntos antes de atender ao dever. Disse que viajaria por no máximo um ano e voltaria. Tramizar disse ter deixado que ele fosse, mesmo tendo mau pressentimento sobre essa viagem. Porém, apesar de confiar muito em seu aprendiz, todos os dias o ancião o espionava através de magias, assim o elfo da lua seria capaz de impedi-lo se tentasse algo. Antes que meio ano passasse, Lessanor entrou no submundo, e então misteriosamente Tramizar nunca mais conseguiu observá-lo. Depois disto elfo antigo tentou de várias formas diferentes entrar em contato com seu discípulo, mas sem sucesso. Assim, ele concluiu que seu aprendiz deveria estar morto. Depois de alguns anos ele decidiu que deveria procurar novamente um aprendiz capaz de receber a missão.
Quando Gueshtar perguntou sobre o artefato, o elfo da lua disse que era uma pequeno galho com dois palmos de comprimento e que não emanava uma aura mágica, explicou também que não sabia do que a varinha era capaz pois ninguém nunca a utilizou.
Após a longa conversa ambos fizeram uma refeição e descansaram no abrigo mágico. No outro dia pela manhã o mago lançou vários feitiços. Após terminar suas conjurações ele disse a Gueshtar que sua família não havia sobrevivido ao incidente. Extremamente triste e aos prantos o jovem diz que quer voltar a vila e construir uma sepultura digna a seus pais. O ancião nega dizendo que ainda há magos vermelhos na vila, diz também que eles devem fugir pois os inimigos tentam encontrá-los. Descontrolado, o jovem diz que reconhece esta parte da floresta e irá sozinho, então dá as costas ao mago e começa a correr. Porém após dar algumas passadas Tramizar o chama e ele sente como se algo o puxasse de volta, sem conseguir resistir ele retornou à companhia do mago. Então o ancião tentou confortá-lo pela perda e faz com que o jovem se acalme. Disse para não se preocupar, pois como foi sua falha que custou a vida da família do jovem, ele cuidaria dele até que tivesse idade para se cuidar. Depois disto começa a pronunciar palavras arcanas enquanto tira de sua bolsa uma semente e a joga ao chão, e pouco antes que ela o tocasse um pássaro veio do céu e a comeu. Assim que a ave terminou de engolir, ela começou a crescer e o torso da criatura alcançou o tamanho de dois cavalos. Então o elfo da lua chamou Gueshtar para montarem na ave, enquanto dizia que iram para uma pequena cidade chamada Jhanniss, tão minúscula que poucos mapas a contia. O povo de lá era grato a ele e provavelmente lhes arranjariam uma casa.
Antes que um ano se passasse Tramizar descobre que alguns magos vermelhos vieram a cidade, e estavam em sua procura. O sábio mago rapidamente concluiu que, os tolos de Thay achavam que ele era capaz de romper o lacre e por isso o procuravam. Tramizar sabia que se ele os confrontasse, chamaria a atenção dos magos vermelhos e que seria obrigado a se mudar daquela cidade. Como teria que se mudar de qualquer forma ele acaba preferindo faze-lo em sigilo. Tramizar decide que seria uma cidade nos confins do Vale do Vento Gélido. Para um poderoso mago como ele era muito fácil se mudar instantaneamente sem deixar rastros. E então assim o fez.
Chegando lá, o elfo da lua decide que deve ensinar a Gueshtar como usar a trama, pois se em um momento futuro os magos vermelhos conseguissem alcança-los, o jovem deveria ser capaz de se defender, ou seria derrotado pelo mesmo motivo que perdeu a batalha em Ched Nassad. Quando o elfo da lua começa a ensinar aquele que seria seu último aprendiz, ele nota que o jovem era extremamente talentoso. O único aprendiz que o superava em sagacidade era Lessanor.
Viveram cinco anos no Vale do Vento Gélido até os magos vermelhos descobrirem seu paradeiro. Então eles se mudam para Amn, e depois para Águas Profundas. Porém, desta vez Gueshtar já aprendera os truques da trama, e insiste que lutem antes de viajarem, com a desculpa que a batalha os atrasaria. Mas o elfo da lua sabia que o aprendiz apenas queria ceifar a vida daqueles que lhe tiraram sua família. Sem poder culpar o jovem pelo que sentia, ele apenas disse que estava velho demais para isso e que não queria causar problemas a cidade. De Águas Profundas eles se mudam para Ilhas Nelanther, e lá Gueshtar insiste que devem mudar a estratégia, que precisam começar a atacar ou seriam encurralados em algum momento. O ancião afirmou que não adiantava atacá-los, pois nunca iriam recuperar O Segredo de Mystra, e apenas aumentariam a sede de Thay para captura-los. O jovem insiste e eles começam a discutir, e esta discussão dura até que Tramizar mandou seu aprendiz se calar, afirmando que este deve seguir o mestre e não o contrario.
E se mudando, não sem discussões, assim viveram por três décadas. Até que certa noite, enquanto meditava, Tramizar recebe o chamado do encontro eterno, disseram a ele que o seu aprendiz já era capaz de se cuidar e que lá, Thay não o alcançaria. Quando o mago indagou sobre o seu aprendiz eles disseram que não seria chamado, pois se fosse, não ficaria e que o elfo da lua não deveria se preocupar com o jovem elfo do sol, pois o segundo só ficaria em paz se o primeiro partisse já que este era inútil ao elfo corrompido. Assim, o ancião decide que irá atender ao chamado.
Na outra manhã ele convoca o seu aprendiz e explica o que ocorreu na noite passada. Quando o jovem indaga sobre o que seria dele, o mestre diz que não o chamaram por ainda ter assuntos inacabados nas terras dos homens. Então o mestre aconselha o elfo do sol a esquecer o passado e tentar ter uma vida normal, e que se ele conseguisse fazer isso, quando fosse a hora, o próprio mestre o chamaria. Eles terminam a conversa e com um grande peso no coração se despedem.
Gueshtar permanece na mesma residencia durante uma semana pensando no que faria agora que estava sozinho. Após muita reflexão, ele descobre que nunca seria capaz de perdoar os magos vermelhos pelo que fizeram, e assim decide que teria sua vingança ou morreria tentando. O elfo que já não era mais jovem, junta o que acha ser útil e abandona a residencia em direção a terra dos vales, o lugar onde tudo havia começado.