domingo, 28 de fevereiro de 2010

No rastro da vingança, Elrond Galanodel

Havia um pequeno vilarejo em Águas Profundas um dos poucos conviviam em harmonia. Tinha em torno de 50 pessoas, praticavam agricultura e plantavam o suficiente para o próprio sustento, suas casas eram simples feitas de madeira e telhado de capim seco. Era uma vila praticamente esquecida em Águas Profundas não ameaçavam ninguém e nem tinham nenhum tipo de riqueza.
Lá havia um casal Eldan, um camponês humano forte devido ao trabalho pesado do campo, tinha 30 anos, 1,80m pele branca meio avermelhada devido a exposição ao sol. E Eien, uma linda elfa, tiveram um filho e o chamaram de Elrond Galanodel.
Todos ali eram satisfeitos com a vida que levavam, pois tudo que precisavam tinha lá. Tranquilidade e um pedaço de terra para plantar.
Era pouco visitado, mas sempre que tinham visita os moradores a tratavam muito bem. Mas houve uma noite que chegou certos visitantes que nenhum morador daquela vila ou de qualquer outra vila não gostaria de receber. Era uma noite de lua cheia e o céu estava limpo qualquer pessoa poderia andar sem precisar de uma tocha para iluminar o caminho.
Nessa noite um bando de drows provavelmente vindo do Porto da Caveira, atacou essa vila com ódio e sem nenhuma piedade. Mataram tudo que via pela frente, mulheres crianças, animais, tudo e incendiaram todas as casas. Foi um verdadeiro massacre. Os motivos? Ninguém sabe. Talvez mera diversão.
Era próximo das 11 horas da noite a lua estava alta todos os moradores já estavam em suas casas se preparando para dormir, quando de repente o silvo de uma flecha corta o silêncio daquela noite. A flecha estava em chamas e acertou o telhado de uma casa, seguida dessas vieram várias outras. Os moradores assustados não sabiam o que estava acontecendo saíram de suas casas ao ouvirem os gritos e verem suas casas começando a se incendiar. Ficaram mais chocados ainda ao verem um bando de drows vindo em suas direções. Foram abatidos que nem animais. Apenas quem tinha casa do lado oposto ao ataque pode se preparar.
Eldan ao ouvir os gritos rapidamente foi a janela e ficou horrorizado com a cena que estava vendo. Imediatamente pegou sua mulher e filho abriu uma portinhola no chão de sua casa e colocou-os no porão. Disse para Eien ficar escondida que ele iria protegê-los. Então rapidamente Eldan pegou uma foice e foi em combate aos drows.
Todas as casas daquele vilarejo tinham um porão onde guardavam as ferramentas do trabalho e parte da colheita de suas plantações. Tinha em torno de 2 metros de altura, ficava abaixo do nível da rua. O teto desse porão ficava em torno de 20 centímetros acima do nível da rua. Essa diferença de altura entre o teto do porão e a rua era cercada por uma grade de madeira.
Em meio a tanta destruição o coração de Eldan se encheu de raiva sem hesitar investiu contra os drows. Com toda a sua força conseguiu acertar um drow e sua foice entrou sem nenhuma resistência na carne negra daquela criatura. A foice descreveu um arco no ar de cima para baixo e atingiu entre o pescoço e o ombro do drow parando somente no meio do peito. Com isso o abatera.
De fato era um homem muito forte, porém ele não era um guerreiro, nunca havia lutado na vida, nem mesmo contra um animal. Por isso ele não conseguiu desviar de uma flecha, esta entrou em seu peito, além da dor imensa, sentiu algo queimando em seu peito e foi se espalhando por todo corpo. Tentou resistir, mas o veneno daquela flecha foi mais forte do que ele. Não conseguiu ver mais nada, nem mesmo sentir as outras duas que acertaram seu peito.
Ultimamente Elrond perguntava muito sobre seu pai, como ele era, onde ele estava, o que acontecido com ele, e Eien sempre mudava de assunto diante das indagações do filho, achava que ele era novo demais para saber a verdade. 15 anos já haviam passado desde o incidente com os drows e naquela época Elrond tinha 3 anos.
Mãe e filho viveram esses últimos 15 anos em uma vila élfica em Águas Profundas, era a vila onde Eien tinha nascido. Ao chegar lá com a criança os líderes da vila não quiseram aceitá-la dizendo que somente elfos poderiam viver naquela vila. Depois de implorar muito Eien conseguiu convencê-los a abrir uma exceção. E assim todos naquela vila desprezavam Elrond, os mais velhos não lhe digiriam o olhar nem a palavra e os de sua idade passavam a importuná-lo chamando-o de bastardo, mestiço e quando não era isso perguntavam sobre seu pai e falavam que na verdade ele os tinha abandonado.
Quando Elrond fizera 20 anos sua mãe resolvera lhe contar o que aconteceu com seu pai. Contou desde quando ele nasceu até o incidente com os drows. Ela falou que naquela noite o pai dele lutou bravamente para protegê-los, mas que infelizmente ele tinha sido fatalmente ferido por uma flecha.
Elrond perguntou a sua mãe se ela conseguiu ver algo durante o ataque algo que tinha lhe chamado a atenção. Eien parou e ficou pensativa foi como se ela tivesse voltado naquela noite sangrenta, tudo estava se repetindo na sua frente, depois de um instante disse ao filho que ouvia muitos gritos tudo estava em chamas havia vários drows e depois que já havia terminado o ataque e quase todos os drows já haviam ido embora ela viu um drow diferente de todos os outros daquele grupo, e parecia que ele era muito forte até o jeito de andar dele era diferente e que ele estava acompanhado por uma pantera negra.
Ao ouvir isso Elrond concluíra que esse drow deveria ser o líder do grupo, e que ele ficou de último para ver o estrago produzido pelos seus subordinados. E nisso um sentimento de vingança foi tomando conta dele, sua mãe pediu para que ele se acalmasse e que esquecesse isso, esses drows já tinham causado muita dor em seu coração e que ela não iria agüentar perder seu único filho para os assassinos de seu pai.
E depois daquele dia o sentimento de vingança crescia cada vez mais no coração de Elrond. Sempre falava com sua mãe que um dia ele ia sair pelo mundo a procura do assassino de seu pai.
5 anos se passaram desde que Eien contou a verdade para Elrond, houve uma noite que Elrond chegou para sua mãe e disse que ia sair pelo mundo a procura do assassino de seu pai e que não adiantava tentar impedir, ele já tinha tomado a decisão. Eien ficou muito triste pois sentia que ia perder seu filho mas ela não podia fazer mais nada. Na mesma noite Elrond saiu da vila élfica levando com sigo apenas uma espada longa e uma mochila com um pouco de fruta e pão.
Elrond caminhou em direção a vila que ele nasceu esperava encontrar algo que indicasse quem era o assassinos de seu pai. Era uma longa caminhada então resolveu descansar durante a noite e caminhar durante o dia. Ao amanhecer voltou a caminhar, por volta de meio dia chegou no local onde sua mãe disse que era a vila. Lá ele viu que não tinha mais nenhuma casa, só tinha algumas ruínas e rastros de animais, grama e alguns arburtos já começara a crescer no lugar. Vasculhara todo local e não achara nada. Desanimado já estava de partida, quando de repente ouviu um som estranho vindo da floresta. Começou a seguir uma trilha e entrou na floresta, seguiu por alguns minutos floresta adentro. De repente parou de ouvir o ruído. Pensou que esse barulho era fruto de sua imaginação, resolveu voltar. Quando estava voltando algo fez um barulho ao seu lado assim que ele virou viu um urso de mais de 2 metros. Rapidamente sacou sua espada, mas o urso deu uma patada em sua mão e sua espada vou longe, nesse instante Elrond só pensou em uma coisa, correr. Começou a correr e o urso veio atrás dele, corria o mais rápido que conseguia mas o urso se aproximava cada vez mais. Então quando o urso estava próximo de Elrond, deu uma patada em suas pernas que fez Elrond cair e rolar por alguns metros. Elrond já tinha perdido as esperanças, sua perna estava muito ferida e não conseguiria se levantar. No momento que o urso ia atacar uma flecha o acertou bem no meio do peito, nisso o urso urrou de dor, instantaneamente vieram mais duas que acertaram a enorme cabeça do animal. O urso deu dois passos para traz e caíra sem vida.
Elrond ficou sem entender o que aconteceu ali, foi então que saiu um homem aparentando 40 anos com um arco na mão de traz de uma árvore. Ele tinha vestes leves meio esverdeadas e presa na cintura duas espadas, parecia ser uma espada longa e uma curta. Se identificou como Asgrim perguntou a Elrond qual era seu e o que estava fazendo no meio daquela floresta. Elrond disse seu nome e pediu para que o ajudasse a sair dali. Encontraram uma clareira e lá sentaram para descansar. Nisso Elrond foi contando toda sua história. Asgrim achou muito interessante aquela história e disse que era um ranger e que se Elrond quisesse poderia ajudá-lo, poderia treiná-lo e ensiná-lo a rastrear e isso iria ser muito útil para encontra o assassino de seu pai. Nisso passaram a noite naquela clareira, Asgrim trouxe algumas plantas para tirar a dor e curar o ferimento de Elrond. Na manhã seguinte sairam Elrond já se sentia bem melhor, e conseguia andar com facilidade.
A partir desse dia começaram o treinamento. Asgrim ensinou Elrond a usar o arco e a lutar com espadas. Primeiro lhe ensinou a lutar com uma espada, uma espada longa, depois com duas, duas espadas curtas. E assim Elrond foi progredindo até conseguir lutar com uma espada longa e uma curta. Um dia seu mestre lhe apresentou uma espada maior que a espada longa, era uma espada diferente, parecia que ela tinha que ser usada por duas mãos mas seu mestre diz que quem é muito ágil consegue usá-la com apenas uma, e que se Elrond treinasse bastante um dia poderia usá-la ao mesmo tempo com uma espada curta. Ele contou a Elrond que ela se chamava espada bastarda porque ela era um cruzamento de uma espada longa com uma espada larga. Elrond ficou encantado com aquela espada, para aquela espada era muito parecida com ele, pois ele também, apesar de não gostar de ser chamado dessa maneira, era um bastardo. Desde então começou a treinar somente com aquela espada. Asgrim sempre dizia a Elrond que ele ficara muito habilidoso e forte porém ele ainda era muito impulsivo e isso as vezes poderia prejudicá-lo em uma caçada.
Elrond ficou 3 anos treinando com Asgrim conhecia praticamente toda Águas Profundas e parte do Norte da Costa da Espada. Andaram em muitos lugares e participaram de alguns círculos druida, Elrond aprendeu a respeitá-los. E Asgrim lhe apresentou um deus Shaundakul o protetor dos viajantes.
Asgrim gostava muito de Elrond e ao final de 3 anos disse a ele já lhe ensinara tudo o que sabia e que já era hora dele sair em busca de seu objetivo, e que nos últimos três anos ele ficou recolhendo informações e ouviu falar de um certo drow que andava com uma pantera negra, seu nome Drizzt Do'Urden e que a última vez que ele foi visto foi no Vale do Vento Gélido. Ao ouvir isso o sangue de Elrond começou a ferver em suas veias. Disse que ia imediatamente para o Vale do Vento Gélido vingar a morte de seu pai. Asgrim falou para Elrond tomar cuidado pois ouvira dizer que esse tal Drizzt era muito forte.
Assim nessa mesma noite Elrond resolvera partir, seu mestre lhe deu aquela espada bastarda que Elrond tanto gostava. Dessa forma Elrond deixou seu mestre e Águas Profundas para traz.
Três dias depois Elrond chegou ao Norte da Costa da Espada ele chegou em uma cidadezinha pela noite. Entrou em uma taberna e começou a conversar com algumas pessoas, procurou alguns rangers, ele procurava alguma informação sobre Drizzt, mas ninguém ali ouvira falar de tal pessoa. Elrond saiu desanimado da taberna, estava andando quando de repente uma sobra atrás dele quando assustou ele já se via com uma adaga em seu pescoço e atrás dele tinha alguém que ele não estava conseguindo ver. Essa pessoa lhe perguntou porque que ele estava procurando Drizzt. Elrond de início não queria responder, mas a adaga começava a lhe ferir. Então ele lhe falou que queria encontrar Drizzt para matá-lo e vingar a morte de seu pai. Aquela pessoa lhe disse que no momento Elrond não teria a menor chance contra Drizzt, visto que ele fora capturado tão facilmente. Essa pessoa disse a Elrond que Drizzt era um ranger muito astuto, sempre estudava muito bem seus inimigos antes de começar um combate, era cheio de truques para derrotar seus inimigos, e que ele lutava muito bem com duas espadas. E também disse que Drizzt devia estar muito distante dali, que ele ouvira falar de alguns drows nas Terras dos Vales. Antes de libertar Elrond ele lhe deu um conselho, “treine bastante, viaje pelo mundo, lute com vários tipos de criaturas talvez assim você ganhe experiência suficiente para um dia enfrentá-lo”. Elrond perguntou quem era ele e porque o estava ajudando, a pessoa disse que Drizzt também era seu inimigo e saiu sem dizer mais nada e sem que Elrond também o pudesse ver.
Depois disso Elrond ficou assustado ao perceber o quão fraco ele era, foi capturado e não pôde fazer nada. Então decidira ir para Terra dos Vales e ir enfrentando todo tipo de criatura de modo a ficar mais forte. Os anos se passaram e Elrond enfrentou vários tipos de criaturas, até que numa cidadezinha chamada Carvalho Envelhecido e encontrou uma velha chamada Ulkrele onde ela tinha lhe feito um pedido, encontrar seus sobrinhos, Elrond achou interessante e aceitou essa missão. Encontrou um grupo de aventureiros, para sorte deles. Elrond achou melhor andar com eles, pois pensou que ficaria forte mais rápido.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Misterioso e Caótico Osborn Hilltoppler

Nascido em uma pequena porém prospera vila chamada Vale verde formada por halflings e humanos, Osborn Hilltoppler era um jovem halfling e muito promissor em relação as tecnicas ladinas muito valorizada nesta pequena vila, já que esta era basicamente comandada por cinco grandes mestres ladinos, entre este estavam Garret que comandava toda a parte política da vila, os quatro restantes eram responsáveis pela segurança do local, junto é claro a uma boa parte da população que era treinado por eles, entre os quatro mestres estava Alton Hilltoppler que era pai e o principal mestre de Osborn, foi a pessoa que lhe deu todo o treinamento necessário para que ele pudesse evoluir suas habilidades de ladino e pudesse assim um dia se tornar um grande Ladino das Sombras e um dos chefes de defesa de sua vila, seguindo assim os passos de seu pai. Além disso Alton era o braço direito de Garret.
Além de seu pai, Osborn só tinha um irmão mais novo que se chamava Cade Hilltoppler no qual era muito apegado, este ainda não havia iniciado seus treinamentos de luta mais Osborn sabia que sua capacidade era igual ou até superior a dele e sempre o incentivara dizendo que um dia iriam juntos defender sua vila, e quem sabe entrariam para uma famosa guilda.
A pequena vila, a um bom tempo é hostilizada por uma outra vila próxima, conhecida como Vila dos Anões esta um pouco maior e era formada por anões mercenários, este desentendimento se deu por interesses territoriais já que vale verde se encontrava em uma pequena região muito prospera no que diz respeito a riquezas naturais.
embora os mercenários tivessem vantagem numerica esta era facilmente desfeita já que eles eram pegos facilmente pelas engenhosas armadilhas, que estavam espalhada em volta de toda vila desde que começaram os rumores destes ataques. Desfeita a vantagem inimiga os quatro poderos ladinos e seus aprendizes formavam uma defesa invejável, assim vale verde foi vencendo diversas batalhas contra seus inimigos.
Mas em um fatidico dia o poderoso batalhão de defesa teve uma desagradavel surpresa os mercenarios haviam passado pela area de armadilhas
e ainda assim havia uma grande vantagem numérica em relação aos bravos ladinos, depois de uma ardua batalha os ladinos conseguiram evitar a dominação de Vale Verde porem tiveram expressivas perdas, entre eles Milo um dos quatro generais ladinos, e era apenas questão de tempo até os mercenários atacarem novamente já que com a promessa de novas riquezas eles conseguiam recrutar novos homens facilmente.
Logo após o ataque uma pergunta surgiu na pequena vila “como em tão pouco tempo os mercenários consseguiram reunir tantos soldados de maneira que ao passar pela barreira de armadilhas lhes sobrassem tantos combatentes?”, após a verificassão das armadilhas um fato surpreendeu e deixou em pânico toda a população de vale verde, as armadilhas estavam todas devidamente desarmadas coisa que só um especialista poderia fazer com tanta perfeição e mesmo que os mercenários tivessem alguém com tamanha habilidade isso demoraria um certo tempo já que primeiro eles teriam que localizar todas as armadilhas, logo a uníca maneira de se desarmar todas as armadilhas neste curto intervalo de tempo seria se isso fosse feito por alguém que já soubesse a localização exata destas. Assim a hipotese de traição se fortaleceu rapidamente dentro de vale verde que ficava cada vez mais agitada.
Depois de muito discutir sobre o assunto Garret deciu que Alton tomaria a frente das investigações sobre o assunto.
Alguns dias após o ataque Alton saiu da vila em busca de informações e trouxe um anão que era um dos generais de guerra da vila inimiga, Alton disse que o capiturou nas redondesas da vila inimiga, todos ficaram imprecionado com a coragem de Alton em ir a toca do leão, mais todos também sabia de sua competência como ladino, todos em Vale Verde ficavam perplexos com sua facilidade de se esconder nas sombras, e então na frente de todos Alton começou a interrogar o anão, este não queria colaborar até o momento em que Alton começou a perder a paciencia e vendo a expressão em seu rosto o anão logo disse que iria colaborar, e zombando disse que não fazia mais diferença já que logo eles receberiam um outro ataque e que dessa vez eles estavam fragilizados demais para resistir, Alton e os demais mestres ladinos sabiam que o anão tinha razão, foi então que o anão fez uma grande revelação e acusou Garret de ter sabotado as armadilhas para facilitar a passagem dos mercenários, depois de um breve silêncio Alton demostrando toda sua lealdade por Garret disse que só podia ser mentira, foi então que o anão começou a dar detalhes sobre o plano de Garret, e o fato do mercenário ter tanto conhecimento sobre assuntos secretos de Vale Verde e muitas informações pessoais sobre Garret, sua versão tonou-se convincente, e ao perceber a indiguinação da população que não lhe dava direito de defesa, Garret fez a unica coisa que poderia tentar fazer “fugir” tentativa bem sucedida já que mais que ninguém Garret conhecia cada detalhe da região.
Após o acontecimento e passado um curto tempo a população naturalmente elegueu Alton para ser o novo lider de Vale verde, já que este demostrou grande coragem ao se infiltrar em território inimigo, Alton timidamente aceitou e marcou uma reunião de urgencia com os demais mestres ladinos, nesta reunião ele discutiu a importancia de convencer a população de abandonar o local, já que eles sabiam que os mercenarios logo atacariam, e eles não seriam mais capazes de defender a pequena vila, os demais mestre ladinos sabiam que o argumento de Alton era verdadeiro mais também sabia que a população não aceitaria facilmente e eles também não queriam aceitar pois depois de tamanha traição queriam honrrar o nome da pequena vila, Alton ficou surpreso pois apesar de serem muito corajosos os mestres ladinos eram muito senssatos, mais pelo que parece estavam todos com orgulho ferido e viu que não teria jeito, eles teriam que enfrentar os mercenários mesmos com muita desvantagem.
Como eles imaginaram a população estava realmente muito abalada e não cederiam a região, assim todos comessaram a se preparar para a grande batalha que estava por vir.
Preocupado com os filhos Alton disse para Osborn e Code que provavelmente eles teriam que fugir, Osborn logo retrucou e disse que não iria fugir pois ele estava preparado para a batalha, seu pai então argumentou dizendo que mesmo que ele estivesse preparado para batalha Code não estava, e precisaria de alguém para defendelo, logo ele não poderia correr o risco, Osborn não muito feliz com a cituação concordou com o pai.
Um certo dia Osborn percebeu que seu pai estava mais agitado que de costume. Neste mesmo dia ao anoitecer Osborn percebeu que seu Alton saira, preocupado Osborn resolvel ir atrás, sabia que seria muito dificio seguilo sem ser notado, mais pelo jeito Alton estava mesmo muito preocupado, e juntando isso ao talento de Osborn ele conseguiu segui-lo sem ser notado, Osborn ficou muito surpreso quando percebeu que estavam dentro do território de seus inimigos, foi quando viu seu pai rendendo-se a um dos mercenários que o levou para uma sala, aparentemente a mais luxuosa da area, Osborn então se arriscou e se escondeu muito próximo a uma janela onde viu seu pai conversando com um dos mercenarios, ele ficou muito preocupado e se aproximando mais um pouco ouviu um dialogo que preferia não ter ouvido:

Alton: Preciso de mais um tempo para tiralos de lá.
Anão: mais você disse que com o ataque surpresa eles abandonariam a vila.
Alton: achei que com a ajuda dos outros mestres ladinos poderia convencer a população, mais eles ficaram com orgulho ferido e estão dispostos a morrer pelo lugar.
Anão: então eles vão morrer, pois amanhã próximo ao amanhecer tomaremos a vila.
Alton: meus filhos ainda estão lá.
Anão: então tirios de lá, com a reconpensa que nós te demos viverão muito melhor do que viviam naquela vila.

Osborn então foi embora muito confuso, porém ao mesmo tempo tudo fazia sentido: Alton ter pego o anão, o anão saber tantos assuntos confidencias sobre a vila não era dificil já que Alton era braço direito de Garret, tudo foi um golpe para obter riquezas individuais.
Chegando em casa Osborn resolvel não falar nada para Code e logo seu pai também chegou em casa, ainda muito agitado, e disse:

Alton: voce e seu irmão tem que ir.
Osborn: Porque?
Alton: acho que os mercenários atacarão amanhã pela manhã.

A palavra mercenario soou com muita ironia para Osborn que nesse momente se encheu de raiva, porém sabia que confrontar seu pai não era uma boa idéia no momento e então como se não soubesse de nada respondeu:

Osborn: tudo bem.

Alton meio surpreso com a resposta fria de Osborn lhe entregou um papel com o nome de outra vila.

Alton: ficarão seguro lá, apenas digam que são meu filho quando chegarem.

Osborn calado pegou suas coisas e foi com Code, porém resolvel que não lhe revelaria nada, Além disso não foi pra onde seu pai pediu, Osborn tomou outro destino, e depois de alguns dias foi bem recebido em uma pequena vila aonde resolveu ficar, ficou sabendo logo depois que os mercenários haviam dominado seu antigo território. Osborn ficou durante um bom tempo na vila e logo suas habilidades foi observada pelos guerreiros de lá, passou a treinar com seu irmão, e como ele imaginou a capacidade de Code em dominar as tecnas ladinas era surpreendente, vendo o grande desenvolvimento de seu irmão, Osborn resolvel partir, Code lhe pediu para ir junto mais Osborn lhe disse que era melhor ele ficar pois a vila precisava dele pois iria se tornar um grande ladino, Code não retrucou muito pois sabia que Osborn precisava mesmo de um tempo, desde que eles saíram da antiga casa, Osborn tinha ficado muito distante e estava com uma personalidade muito caótica, Code imaginava que era por causa de Alton que não havia voltado. Porém antes de ir Osborn lhe disse:

Osborn: fique tranquilo que um dia nos encontraremos novamente, e quem sabe faremos parte de uma famosa guilda.
Code: tudo bem vou esperar este dia.
Osborn: outra coisa! nunca confie em ninguem, seja lá quem for.

Code ficou confuso com as ultimas palavras de Osborn que partiu a procura de novos desafios para que pudesse evoluir suas habilidades e um dia reencontrar seu pai e lhe mostrar o preço de tamanha traição.

Gueshtar de Ithil, o caçador de magos vermelhos.

Gueshtar de Ithil é filho de Tyalivan de Ithil e Faeryl Zaphresz, um casal de elfos do sol que viviam em uma antiga vila élfica chamada Ched Nassad, situada nas profundezas da floresta de Cormantor. Nesta vila viviam vários magos, alguns deles eram muito poderosos e possuíam diversos aprendizes. Tantos, que a vila chegava a ser confundida com uma escola de magia élfica pelos humanos. Apesar da maior parte dos habitantes da vila serem capazes de tocar a trama, os pais de Gueshtar não eram. Os três viviam como serviçais de um elfo da lua que era um dos magos mais poderosos da vila, Tramizar Omalith, sendo este mestre de três aprendizes, Chaszmyr Eilservs, Ryltar Zauviir e Tluth Mylil, todos elfos da floresta.
A vida de Gueshtar foi tranquila até a sua adolescência, quando certo dia sua alma seria ferida de forma irreversível. Na tarde deste dia nublado, enquanto Faeryl comprava frutas e Tyalivan realizava pequenos reparos na porta da residência de Tramizar, o jovem Gueshtar servia lembas aos aprendizes. No momento em que os três terminaram a refeição, o som de trovões começa a ecoar por entre as paredes da casa na árvore. Antes que eles concluíssem que se tratava de chuva, gritos de dor e agonia perfuraram o coração dos quatro elfos presentes no recinto. Assim que caíram em si, os quatro correm em direção a uma janela e se deparam com a cena mais horrível que alguns deles viriam na sua vida. Elfos mortos preenchiam o caminho por entre as árvores da floresta, enquanto alguns homens vestidos com trajes vermelhos utilizavam a trama para combater os conjuradores do vilarejo. Os quatro pensaram que mesmo os elfos da vila estando em maior numero, ainda assim provavelmente perderiam a batalha, pois não estavam preparados para um combate daquela magnitude.
Os quatro interromperam sua observação quando ouviram um grito de Tramizar vindo do centro do aposento:
- Por Mystra, o que está acontecendo? - ele perguntou.
- Homens com trajes vermelhos atacam nossos irmãos, mestr... - respondeu Ryltar, porém, antes que ele concluísse sua frase, o elfo antigo já os havia espalhado, e observava pela janela. E enquanto ali estava ele disse em voz baixa:
- Thay descobriu nosso segredo.
- Que segredo mestre, diga? - pergunta Chaszmyr.
- Não há tempo para explicações, preparem-se para o combate, conjurem seus feitiços de proteção - diz o elfo da lua.
- Esconda-se, jovem tolo - disse o antigo elfo para Gueshtar, quando vê o garoto pegando uma faca sobre a mesa.
Enquanto os quatro lançavam seus feitiços, Gueshtar corre para a sala adjacente e fica espiando pelo marco da porta. Pouco tempo depois os três aprendizes haviam desaparecido e Tramizar estava envolto por um globo azul quase invisível. Então um silêncio profundo tomou o recinto. Até mesmo os gritos vindos de fora pareciam distantes naquele momento. Pouco tempo depois este silêncio foi quebrado pelo som da porta de entrada sendo destruída, alguns aposentos à frente. E então o elfo da lua disse:
- Preparem-se meus jovens, e não comecem o ataque antes que eu o faça.
Assim que ele termina, cinco homens com vestes vermelhas e encapuzados entram no aposento e formam uma linha alguns metros à frente do poderoso elfo, enquanto este permanece calado e imóvel. Então o homem no centro da linha tira seu capuz e revela sua identidade. Longos cabelos loiros e uma tatuagem que vinha do pescoço, passava por fora de seu olho esquerdo e terminava em uma orelha pontuda - era um elfo. Tramizar demonstrou espanto quando viu seu oponente e disse:
- Nunca imaginei que o veria novamente, muito menos em um robe vermelho. Agora eu entendo o que está havendo.
- Se já entendeu, entregue-a - disse o elfo tatuado.
- Jamais! Sabe que não fui chamado por causa dela e que eu mesmo nunca a tomei. Não a deixarei em mãos duvidosas - disse o elfo poderoso.
- Por isso irão perdê-la. Nenhum dos quatro utiliza-a, nem mesmo para defendê-la. Agora que os elfos abandonaram estas florestas, é uma questão de tempo até que os Drow ou qualquer outra criatura venha buscá-la, e ai sim estará em mãos erradas. Em Thay ela ficará segura. Entregue-a e viverá.
- Me subestima, aprendiz. Esqueceu a extensão de meus poderes – disse Tramizar.
- Não o subestimo, por isso não vim sozinho, e gastará suas energias protegendo esses inúteis que mal podem desaparecer com eficiência, por isso perderá - disse o elfo de vermelho.
- Veremos - disse o antigo elfo, que imediatamente começou a fazer gestos e pronunciar um feitiço.
Neste momento Gueshtar corre para o aposento do elfo da lua enquanto ouve sons de explosões, raios e gritos de criaturas que ele não conseguiu reconhecer. No aposento uma feroz batalha acontece. Os aprendizes lançam feitiços contra os companheiros do elfo tatuado, enquanto esses revidavam. Tramizar atacava com feitiços poderosos ao mesmo tempo que utilizava sua habilidade especial - ele era capaz de proteger a trama e impedir que esta fosse tocada por outra pessoa - assim impossibilitando que o elfo tatuado conjurasse qualquer feitiço. Pouco tempo depois o aposento estava destruído, uma grande parte do teto havia caído, uma parede desmoronado e o chão revelava os grossos galhos em que a casa estava apoiada. Apenas Tramizar e o elfo tatuado ainda estavam vivos. A batalha cessara por um momento, então o elfo da lua disse:
- O que foi? Seus feitiços acabaram?
-Talvez, e como você não me atacou ainda acredito que os que lhe restam são inúteis em combate - disse o elfo de vermelho.
- Com os poucos feitiços de combate que preparei fui capaz de derrotar seus companheiros, lhe deixar em frangalhos e sem feitiços. Você nem sequer me feriu. Desista.
- Pode ser verdade o que você fala, mas quem disse que um duelo entre conjuradores deve ser decidido apenas com o uso da trama? - perguntou o elfo tatuado enquanto sacava uma espada.
Naquele momento Tramizar percebeu que havia perdido o combate, pois com sua idade avançada e desarmado jamais o venceria em combate corporal.
- Nunca conseguirá romper o lacre e morrerá tentando. Sua viagem foi em vão – Tramizar respondeu, enquanto fazia gestos arcanos, e antes que o seu oponente conseguisse tocá-lo com sua espada ele se retirou rápido como uma flecha na direção de seu aposento. Chegando lá ele tranca seu quarto e grita:
- Gueshtar, apareça, vamos ter que fugir - disse enquanto pegava seu grimório.
Nesse momento Gueshtar sai de traz do guarda roupa e pergunta:
- Mas e os aprendizes, minha mãe, e o meu pai?
- Os aprendizes não tiveram sorte. Vamos rezar para que sua família tenha tido. De qualquer forma não posso fazer mais nada aqui - respondeu o mago, enquanto desenhava no chão um círculo com símbolos arcanos, utilizando um giz que repousava em cima da cômoda.
- Mas mestre... - Gueshtar nem terminara de falar, quando ouviu um forte estrondo na porta. Ele se voltou na direção do círculo, e notou que este foi substituído pela imagem que uma pessoa veria se estivesse deitada sobre o chão de uma floresta com árvores altas.
- Amanhã procuramos por sua família. Agora entre no círculo. - ordenou Tramizar, enquanto empurrava o garoto na direção da imagem.
Quando Gueshtar tentou tocar a imagem com os pés, ele a atravessou e se viu na mesma floresta de árvores altas que ela exibia, e ao seu lado estava o antigo elfo.
Enquanto Gueshtar estava atordoado tentando entender tudo que aconteceu, Tramizar fez gestos em frente a uma árvore e disse palavras que o jovem não era capaz de compreender. Quando terminou, disse:
-Venha, podemos descansar aqui - disse o elfo mais velho enquanto puxava um pedaço da casca da árvore, revelando um aposento pequeno com duas camas e uma mesa com comida ao centro.
Assim que o jovem entrou pela passagem, disparou várias perguntas ao mais velho:
- Por que eles nos atacaram? Quem era aquele elfo? O que ele quer... - o jovem parou quando notou algo estranho com o mais antigo - aconteceu alguma coisa?
- Sim, o resto do conselho está morto e eles conseguiram toma-la - disse o mago.
- Ela quem? Que conselho? - perguntou Gueshtar.
-Sente-se, agora que já esta tudo perdido lhe explicarei.
E então os dois passaram o resto da tarde e o principio da noite conversando. Tramizar explicou que milênios atrás, cinco magos elfos receberam uma missão vinda da própria deusa Mystra. Eles deveriam proteger em sigilo um artefato sem jamais utilizá-lo, que o batizaram de O Segredo de Mystra. Eles se lançaram nas profundezas da floresta de Cormator. Permaneceram escondidos por dois séculos. Eles já tinham uma idade avançada, e envelheceram ainda mais. Logo, temiam que em breve não seriam mais capazes de proteger o artefato se algo acontecesse. Como não receberam nenhum sinal da deusa desde que a missão lhes foi dada, eles não sabiam mais o que fazer. Não esperavam que a missão duraria tanto tempo. Mais alguns anos se passaram e depois de calorosas discussões, decidiram que deveriam ser substituídos para que o artefato não corresse riscos. Então, através de magias, eles começaram a chamar a atenção de alguns magos elfos pelo mundo, dizendo que estavam velhos demais e que queriam passar adiante o conhecimento que haviam acumulado. Rapidamente, duas dúzias de magos experientes haviam se tornado aprendizes dos anciões. Depois de algumas décadas, cada um dos anciões escolheu um aprendiz para lhe contar o segredo e lhe passar a missão. Além disso, ordenaram que transformassem aquele lugar numa vila pequena, e povoada por magos, pois os cinco aprendizes juntos nunca alcançariam poder o suficiente para equivaler a um dos anciões, assim eles deveriam utilizar a população para defender o artefato sem que ela sequer soubesse disso. E antes que os anciões se retirassem eles lançaram um lacre sobre o artefato que impediria sua utilização, para o caso de um dos aprendizes tentasse toma-lo para si. Então os escolhidos formaram o conselho da vila que se chamaria Ched Nassad, num dialeto élfico antigo significava Refúgio da Trama.
Quando Gueshtar indagou sobre o elfo de Thay, o mago explicou que seu nome era Lessanor Solaufen, e que era o aprendiz mais sagaz que ele já teve, por isso tinha sido escolhido para ser o próximo membro do conselho. Porém, após ter aceito a missão e ouvido o segredo, ele disse que desejava cuidar de alguns assuntos antes de atender ao dever. Disse que viajaria por no máximo um ano e voltaria. Tramizar disse ter deixado que ele fosse, mesmo tendo mau pressentimento sobre essa viagem. Porém, apesar de confiar muito em seu aprendiz, todos os dias o ancião o espionava através de magias, assim o elfo da lua seria capaz de impedi-lo se tentasse algo. Antes que meio ano passasse, Lessanor entrou no submundo, e então misteriosamente Tramizar nunca mais conseguiu observá-lo. Depois disto elfo antigo tentou de várias formas diferentes entrar em contato com seu discípulo, mas sem sucesso. Assim, ele concluiu que seu aprendiz deveria estar morto. Depois de alguns anos ele decidiu que deveria procurar novamente um aprendiz capaz de receber a missão.
Quando Gueshtar perguntou sobre o artefato, o elfo da lua disse que era uma pequeno galho com dois palmos de comprimento e que não emanava uma aura mágica, explicou também que não sabia do que a varinha era capaz pois ninguém nunca a utilizou.
Após a longa conversa ambos fizeram uma refeição e descansaram no abrigo mágico. No outro dia pela manhã o mago lançou vários feitiços. Após terminar suas conjurações ele disse a Gueshtar que sua família não havia sobrevivido ao incidente. Extremamente triste e aos prantos o jovem diz que quer voltar a vila e construir uma sepultura digna a seus pais. O ancião nega dizendo que ainda há magos vermelhos na vila, diz também que eles devem fugir pois os inimigos tentam encontrá-los. Descontrolado, o jovem diz que reconhece esta parte da floresta e irá sozinho, então dá as costas ao mago e começa a correr. Porém após dar algumas passadas Tramizar o chama e ele sente como se algo o puxasse de volta, sem conseguir resistir ele retornou à companhia do mago. Então o ancião tentou confortá-lo pela perda e faz com que o jovem se acalme. Disse para não se preocupar, pois como foi sua falha que custou a vida da família do jovem, ele cuidaria dele até que tivesse idade para se cuidar. Depois disto começa a pronunciar palavras arcanas enquanto tira de sua bolsa uma semente e a joga ao chão, e pouco antes que ela o tocasse um pássaro veio do céu e a comeu. Assim que a ave terminou de engolir, ela começou a crescer e o torso da criatura alcançou o tamanho de dois cavalos. Então o elfo da lua chamou Gueshtar para montarem na ave, enquanto dizia que iram para uma pequena cidade chamada Jhanniss, tão minúscula que poucos mapas a contia. O povo de lá era grato a ele e provavelmente lhes arranjariam uma casa.
Antes que um ano se passasse Tramizar descobre que alguns magos vermelhos vieram a cidade, e estavam em sua procura. O sábio mago rapidamente concluiu que, os tolos de Thay achavam que ele era capaz de romper o lacre e por isso o procuravam. Tramizar sabia que se ele os confrontasse, chamaria a atenção dos magos vermelhos e que seria obrigado a se mudar daquela cidade. Como teria que se mudar de qualquer forma ele acaba preferindo faze-lo em sigilo. Tramizar decide que seria uma cidade nos confins do Vale do Vento Gélido. Para um poderoso mago como ele era muito fácil se mudar instantaneamente sem deixar rastros. E então assim o fez.
Chegando lá, o elfo da lua decide que deve ensinar a Gueshtar como usar a trama, pois se em um momento futuro os magos vermelhos conseguissem alcança-los, o jovem deveria ser capaz de se defender, ou seria derrotado pelo mesmo motivo que perdeu a batalha em Ched Nassad. Quando o elfo da lua começa a ensinar aquele que seria seu último aprendiz, ele nota que o jovem era extremamente talentoso. O único aprendiz que o superava em sagacidade era Lessanor.
Viveram cinco anos no Vale do Vento Gélido até os magos vermelhos descobrirem seu paradeiro. Então eles se mudam para Amn, e depois para Águas Profundas. Porém, desta vez Gueshtar já aprendera os truques da trama, e insiste que lutem antes de viajarem, com a desculpa que a batalha os atrasaria. Mas o elfo da lua sabia que o aprendiz apenas queria ceifar a vida daqueles que lhe tiraram sua família. Sem poder culpar o jovem pelo que sentia, ele apenas disse que estava velho demais para isso e que não queria causar problemas a cidade. De Águas Profundas eles se mudam para Ilhas Nelanther, e lá Gueshtar insiste que devem mudar a estratégia, que precisam começar a atacar ou seriam encurralados em algum momento. O ancião afirmou que não adiantava atacá-los, pois nunca iriam recuperar O Segredo de Mystra, e apenas aumentariam a sede de Thay para captura-los. O jovem insiste e eles começam a discutir, e esta discussão dura até que Tramizar mandou seu aprendiz se calar, afirmando que este deve seguir o mestre e não o contrario.
E se mudando, não sem discussões, assim viveram por três décadas. Até que certa noite, enquanto meditava, Tramizar recebe o chamado do encontro eterno, disseram a ele que o seu aprendiz já era capaz de se cuidar e que lá, Thay não o alcançaria. Quando o mago indagou sobre o seu aprendiz eles disseram que não seria chamado, pois se fosse, não ficaria e que o elfo da lua não deveria se preocupar com o jovem elfo do sol, pois o segundo só ficaria em paz se o primeiro partisse já que este era inútil ao elfo corrompido. Assim, o ancião decide que irá atender ao chamado.
Na outra manhã ele convoca o seu aprendiz e explica o que ocorreu na noite passada. Quando o jovem indaga sobre o que seria dele, o mestre diz que não o chamaram por ainda ter assuntos inacabados nas terras dos homens. Então o mestre aconselha o elfo do sol a esquecer o passado e tentar ter uma vida normal, e que se ele conseguisse fazer isso, quando fosse a hora, o próprio mestre o chamaria. Eles terminam a conversa e com um grande peso no coração se despedem.
Gueshtar permanece na mesma residencia durante uma semana pensando no que faria agora que estava sozinho. Após muita reflexão, ele descobre que nunca seria capaz de perdoar os magos vermelhos pelo que fizeram, e assim decide que teria sua vingança ou morreria tentando. O elfo que já não era mais jovem, junta o que acha ser útil e abandona a residencia em direção a terra dos vales, o lugar onde tudo havia começado.

Continuações

Tá ai a história do meu personagem galera. Depois eu vou postar o que aconteceu com os cinco anciões, o que é O Segredo de Mystra e a história do Lessanor.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Despertar Do Destruidor Do Mal, Magnus

Magnus nasceu na cidade de Lordaeron na Terras dos Vales dentro da região do vale profundo, sua cidade era conturbada por conflitos entre igrejas rivais, essas igrejas pertenciam aos Deuses Torm e Helm, apesar destes Deuses serem aliados na luta contra o mal, seus fieis pelo contrário eram inimigos declarados. Na família de Magnus todos eram devotos do Deus Torm; seu pai Hector, um fiel paladino do Deus Torm, vivia em missões pela sua igreja e sempre quando retornava contava a seu filho Magnus um pouco de suas aventuras e lhe ensinava os preceitos do templo de Torm e sobre o código de conduta de um Paladino; sua mãe Jaina que trabalhava como ferreira na cidade, gastava um pouco de seu tempo mostrando ao seu filho Magnus como era forjado uma armadura e lhe ensinando que características uma armadura pode ter pra cada tipo de material.

Além de sua forte educação religiosa devido a influência da igreja, a qual lhe permitiu ter um vasto conhecimento sobre os deuses e religiões antigas, Magnus aprendeu também sobre a fisiologia de certas raças e um pouco sobre a hierarquia e diplomacia. Desde muito novo, Hector também vem lhe ensinando sobre as técnicas de luta e como controlar e adestrar um animal para batalha.

Após alguns anos a rivalidade entre os dois Templos em Lordaeron vem crescendo muito e como todo o certo econômico, político e militar da cidade girava em torno dessas duas igrejas, a cidade começava a se fragilizar. Hector já havia percebido que essa rivalidade estava enfraquecendo a cidade e que se continuasse nesse ritmo, as defesas de Lordaeron não suportariam um ataque de 100 homens, com isso em mente ele se aliou a um dos fieis de Helm, Uther “The Lightbring”, que também se preocupava com as defesas da cidade e ambos começaram uma campanha a favor da aliança das duas igrejas com intuito de não só reerguer as defesas da cidade mais também de fortalecer o comércio desta com as outras cidades; inclusive a capital de vale profundo, Lua Alta.

Porém, o que Hector e Uther não sabiam é que seria mais fácil destruí um dragão do que um preconceito. Magnus que ainda era um criança, não sabia além daquilo que seu pai Hector falava, em uma noite Magnus escutou a conversa entre os dois:

-Hector, nós já tentamos convencê-los através da razão, porém estes homens não conseguem enxergar um palma a frente de suas mãos, só nos resta aquilo que eu havia lhe dito.
-Não Uther, isso esta fora de questão. Muitas vidas inocentes podem morrer.
-Mas pense em quantos podemos salvar, seria pelo um bem maior.

Magnus foi dormir sem entender muito sobre o que seu pai e Uther planejavam, passaram alguns meses depois e quando ele caminhava ao templo de Torm, ele observou que havia uma grande movimentação de ambos os templos, ele perguntou o que estava acontecendo ao primeiro que viu e lhe disseram que uma criatura poderosa tinha atacado um posto de vigilância, seu pai estava passando ao lado de membros da igreja de Helm e Torm quando Magnus gritou:

-Pai, o que esta havendo?
-Filho, parece que um dragão atacou o posto de vigilância da igreja de Helm, os sacerdotes de Helm já enviaram muitos guerreiros pra lá e até o momento nenhum retornou, como o sarcedote da nossa igreja teme que esse problema chegue até a nossa cidade, nós estamos juntando forças para derrotar este dragão, agora deixe me ir que tenho que ajudá-los.

Então pela primeira vez, as igrejas antes inimigas se tornam aliadas na guerra, a batalha durou alguns dias e então no amanhecer do 3ºdia retornam alguns paladinos e clérigos, entre eles estava Hector. Logo quando retornou ele fez o sinal de que havia alcançado a vitoria, foi um dia inteiro de festa. A primeira coisa que Magnus fez foi procurar o seu pai para parabenizá-lo pela vitoria, quando chegou em casa a expressão em seu rosto não era de felicidade.

-Pai o que houve, porque não esta comemorando, o senhor salvou a cidade e agora não existe mais a rivalidade entre as nossas igrejas.
-É filho, porém o preço pago por isso foi muito alto, lembre-se nada vale a vida de um inocente.

Magnus sem entender o que o seu pai queria dizer saiu e retornou as suas atividades, durante algum tempo o que se esperava era a criação de uma aliança, mas a única coisa que aconteceu foi a expulsão de um membro da igreja de Helm e o retorna as hostilidades de ambas as igrejas, nada muito claro foi passado para a população, apenas que o servo expulso era Uther Lightbring e que o motivo seria a sua falta de lealdade, isso provocou murmúrios na cidade, pois Uther era conhecido por sua força e lealdade a Helm.

Entre os murmúrios havia um que dizia que Uther teria feito algum realmente vergonhoso e que as duas igrejas estavam expulsando-o, porque temiam um guerra civil entre a população, algo que seria ruim no atual estado da cidade que vem de perdas da batalha contra o dragão, o fato é que a aliança durou pouco e que a cada dia a cidade ficava mais pobre e fraca, pequenos conflitos começaram a surgir também, de alguns fieis de Helm que não aceitaram a expulsão de Uther, eles diziam que os sacerdotes de Helms estavam se submetendo aos de Torm e que haviam perdido seu orgulho.

Após algumas semanas da expulsão de Uther, em uma noite fria com uma nervoa densa, a cidade já muito enfraquecida sofreu um ataque do aparenta ser um necromante, pois havia várias mortos-vivos e no meio deles alguém em um cavalo negro que os controlava, Magnus acordou em meio a chamas de sua casa, rapidamente pegou sua espada e procurou por sua família na esperança de ainda estivessem vivos, ele estava mais preocupado com sua mãe já que pai sabia muito bem se defender, afinal ele que ensinou a Magnus como lutar.

Após algum tempo ele encontra sua mãe sendo atacada por um grupo de mortos-vivos ele consegue proteja ela de alguns mais começam a surgir mais, então eles decidem recuar para o templo, onde eles sabiam que havia proteção contra esse tipo de criatura, contudo ao longo sua fuga para o templo, o cavaleiro negro ataca Jaina pelas costas, Magnus que estava um pouco a frente evitando os mortos-vivos que viam, vira-se com o grito de sua mãe, com o ódio adendo em seu peito ao ver sua mãe no chão sangrando ele parte em investida contra o cavaleiro, mas antes de se aproximar um outro homem montado em um cavalo passa por ele; era seu pai ,Hector, indo em direção ao inimigo com uma espada brilhando com uma luz tão intensa que era difícil visualizá-lo, quando Magnus pensou em ir ajuda ao seu pai, já havia muitos mortos-vivos ao seu redor e após alguns momentos de resistência um dos morto-vivos acertar Magnus que caiu inconsciente do chão.

No dia seguinte quando ele acordou, ele descobriu que seu pai e sua mãe haviam sido mortos em combate e a cidade foi tão destruída que a maioria da população foram para outras cidades, naquele dia Magnus entendeu realmente a importância dos Paladinos, o mal só traz dor e sofrimento e é por isso que nós Paladinos existimos, para expulsa toda e qualquer forma de maldade. Foi neste dia que ele decidiu ser como seu pai, um destruidor do mal, custe o que custar mesmo se for a sua vida o preço.








quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O devoto e o caçador de Deuses, Tavos Vandor

Tavos Vandor nasceu na capital de Cormyr. Desde pequeno, ele era fascinado com a grandiosidade dos Deuses e dos milagres que os seus poderes podem fazer. Por isso, dedicou-se a louvá-los, como uma forma de seu respeito, e estudar tudo sobre eles. Quando estudava na biblioteca sobre os Deuses, Tavos Vandor conheceu o bibliotecário desta. O nome dele era Krantz e ele também era interessado nos Deuses e seus poderes. O bibliotecário discutia horas e horas com Tavos Vandor sobre os Deuses. Um dia, Krantz comentou que os Deuses eram muito dedicados a somente os seus próprios interesses e que eles raramente dava atenção aos seus adoradores. Tavos Vandor sentiu que uma semente de duvida foi plantada em seu peito, mas mesmo assim ele manteve o seu respeito pelos Deuses.

Após muito estudo e dedicação, Tavos Vandor tentava repetir os grandes milagres dos Deuses: criar luz, escuridão, água, fogo, ajudar aqueles que precisavam e destruir aqueles que mereciam ser punidos. Suas tentativas sempre eram falhas. O bibliotecário sempre via os fracassos de Tavos Vandor e aconselhou a ele a seguir um Deus para que os seus esforços adquirissem resultados. O bibliotecário havia sugerido a seguir um novo Deus, filho de um Deus caído. Ele dizia que este Deus era diferente dos restantes, pois o Deus se preocupava com seus fiéis e iria recompensá-los muito bem pela sua devoção. Tavos Vandor sabia que se ele dedica-se as suas pressas a somente a um Deus, ele conseguiria fazer estes milagres facilmente, pois o próprio Deus lhe emprestaria o seu poder para realizar tais milagres. Mas ele queria fazer estas façanhas com suas próprias mãos, sem a ajuda de nenhum Deus. Assim, ele sentiria satisfeito consigo e iria conseguir aproximar mais daqueles que ele tanto admirava, ao invés de ser puxado para perto deles pelas mãos de um único Deus.

Um dia, após horas e horas de treino, Tavos Vandor conseguiu, pela primeira vez, a imitar os poderes dos Deuses. Ele ficou muito feliz consigo mesmo e agradeceu aos Deuses por eles deixarem este milagre acontecer. O que Tavos Vandor não sabia é que havia alguém espionado ele naquele momento e estava também muito feliz com o sucesso dele. No dia seguinte, Tavos Vandor foi contar o seu sucesso ao bibliotecário. Krantz ficou muito feliz por ele e disse que devido ao seu grande sucesso, ele iria recompensar Tavos Vandor como um presente devido aos seus esforços. O bibliotecário levou Tavos Vandor para uma capela antiga que se encontrava a algumas horas fora da cidade. Esta capela estava em ruínas e parecia que não havia movimento de pessoas por lá há anos. Tavos Vador perguntou a Krantz o que eles estavam fazendo naquela região que parecia que os próprios deuses haviam esquecido. O bibliotecário pediu para ele não se preocupar.

Aquela capela era de um antigo Deus que foi injustamente derrotado por outro deus e a sua capela foi abandonada pelos seus seguidores por não receberem mais a graça de seu Deus. Krantz completou falando que havia somente um seguidor que não abandonou o seu antigo Deus e ficou naquela capela esperando a volta do seu adorado senhor. O bibliotecário falou que depois de muitos anos, o homem que esperava o seu Deus foi abençoado com a graça divina do seu antigo Deus, devido à fidelidade com o seu senhor. Ele foi presenteado com um artefato muito valioso. Este artefato daria poderes a aquele homem de obter a vidar eterna, ser onisciente e conseguir ver o passado e o futuro. A primeira coisa que este homem fez foi ver como que o seu Deus foi derrotado e queria saber qual Deus fez esta tamanha tragédia com o seu próprio irmão. Após ter vista a derrota do seu próprio Deus, o homem usou este mesmo artefato para saber se era possível trazer o seu Deus de volta e como conseguiria fazer isto. Logo em seguida, o homem partiu em uma aventura na qual nunca mais voltou. O nome deste homem era Azeroth e ele deixou na capela o artefato dado pelo seu Deus para que um dia, caso ele falhasse em sua missão, outro grande guerreiro o encontrasse e usasse este artefato para fazer a devida justiça. Tavos Vandor ficou impressionado com a história do bibliotecário e o perguntou como que ele sabia desta história. O velho homem respondeu que ele havia encontrado essa capela e este artefato. O artefato não era poderoso quando empenhado pelo velho Krantz, mas ele ofereceu a ele o poder de ver aquele momento vivenciado por Azeroth.

Após isto, o bibliotecário disse para Tavos Vandor que seria bom para ele se ele assistisse as mesmas cenas que ele assistiu, para que ele conseguisse tomar um bom caminho para a sua vida, agora que ele conseguiu se aproximar dos Deuses. Tavos Vandor ficou feliz pela preocupação de Krantz e resolveu seguir em frente com o velho bibliotecário. Krantz guiou Tavos Vandor para dentro da velha capela e após alguns minutos eles conseguiram chegar até o local onde se encontra o artefato. Tavos Vandor viu uma velha bola de cristal negro em cima de uma mesa de pedra e uma grande foice de laminas negra. O local aparentava bem velho, parecia que ninguém pisava lá a séculos. O bibliotecário apontou para a esfera negra e pediu que Tavos Vandor a encostasse para que a história daquele herói lhe fosse revelada. O bom jovem aproximou-se à esfera negra, confiando no velho Krantz, e esperou ansioso para ver a história daquele grande herói.

Quando Tavos Vandor foi encostar-se à esfera negra, ele fechou os olhos, respirou fundo e esticou as suas mãos em direção desta. Aparentemente, ele não sentiu nada diferente e decidiu abrir os seus olhos. Ao abrir os olhos, Tavos Vandor se encontrava em um lugar repleto de rios vermelhos, pedras flamejantes e o chão estava cheio de ossos e criaturas muito estranhas mortas. A uns 10 metros de Tavos Vandor, se encontrava um cavaleiro de armaduras negras na qual só via-se as suas costas. Tavos Vandor esfregou os olhos para acordar daquele terrível pesadelo e os abriu, o cavaleiro estava bem em sua frente e pronto para lhe agarrar a cabeça. Quando ele agarrou a cabeça de Tavos Vandor, ele sentiu uma grande dor e logo em seguida caiu de joelhos perante o cavaleiro negro. Neste instante, um feitiço foi lançado em Tavos Vandor e o seu coração encheu de raiva e ódio. O cavaleiro negro sorriu e disse no ouvido do Tavos Vandor: “Eu estive observando você. Você tem potencial meu jovem e por isso eu te escolhi como meu representante. Você será aquele que cumprirá o meu objetivo. Vá para à Terras dos Vales e procure uma cidade perdida chamada “Cidadela sem Sol”. Lá você encontrará uma espada mágica que lhe levará ao encontro de um artefato muito poderoso que conseguirá me libertar da minha prisão e nós dará um grande poder...a você, a mim e para o meu grande senhor Bane. Agora vá, encontre estes itens e espalhe a palavra de nosso Deus por Fayrun.” Depois que o cavaleiro negro acabou de falar, a visão de Tavos Vandor escureceu e ele caiu adormecido.

Depois de alguns minutos, Tavos Vandor estava acordando aos gritos de Krantz, que havia estranhado o desmaio súbito do seu amigo. Quando ele acordou do seu estranho sonho, Tavos Vandor levantou-se lentamente, segurou o cabo da foice que estava a sua frente, virou-se em um rápido instante e cortou a garganta de seu velho amigo Krantz. O sangue de Krantz espirrou-lhe em todo o seu rosto e parte da sua vestimenta. Tavos Vandor olhou para o seu ex-amigo e disse ao futuro cadáver: “Aqui esta o primeiro de muitos sacrifícios que farei para Bane. Espero que o meu senhor fique satisfeito com a minha oferenda.”. Em seguida, algumas gotas de sangue que havia em sua testa começaram a escorrer para dentro dos seus olhos e ele simplesmente os piscou. Neste instante, os olhos de Tavos Vandor que eram azuis claros bem pacíficos ficaram velhos de ódio.

Após alguns minutos, Tavos Vandor saiu da capela com a sua foice e rumou em direção da sua cidade natal. Lá, ele se preparou para uma longa viajem para as Terras dos Vales. Ao acabar os preparativos para a sua viajem, Tavos Vandor foi à direção dos Picos do Trovão, que separava a Terras dos Vales de Cormyr e no meio do caminho para os Picos do Trovão, ele encontrou uma caravana que estava se dirigindo para a mesma direção dele. Tavos Vandor perguntou qual seria o rumo daquela caravana e eles responderam que iria para as Terras dos Vales atravessando os Picos do Trovão. Ele ficou feliz de saber a noticia, pois havia rumores em Cormyr que os picos não eram seguros de atravessar sozinho, e perguntou se ele os poderia acompanhá-los até atravessar os picos. Tavos Vandor disse que poderia ser útil para a caravana, pois ele poderia ajudar aqueles que precisariam de ajuda durante a viajem. As pessoas da caravana ficaram felizes de ouvir isso e aceitaram a companhia de Tavos Vandor. A caravana seguiu rumo para os Picos e, aparentemente, conseguiu atravessá-los sem problemas, pois parecia que os Deuses iluminavam o caminho destes viajantes.

Após algumas horas, a caravana havia conseguido atravessar os Picos, eles rumaram mais alguns minutos na estrada a fora até o anoitecer e então decidiram descansar da longa e cansativa viajem. Naquela noite, Tavos Vandor ofereceu-se para ficar acordada a noite para vigiar a caravana até o amanhecer. As pessoas ficaram felizes em saber disso, pois todos estavam bem cansados da dura viajem. Os viajantes só não sabiam que aquela noite eles teriam o ultimo descanso de suas vidas. Quando a lua estava bem no meio do céu, Tavos Vandor começou a fazer pressas para o seu novo senhor, devido ao feitiço do cavaleiro negro. Ao terminar as suas pressas, ele agarrou firmemente o cabo de sua foice e disse em voz bem baixa: “Hora de oferecer mais sacrifícios ao meu senhor.”. Os viajantes da caravana foram todos mutilados, nem mulheres e crianças foram perdoadas pela fúria da foice de Tavos Vandor naquela noite. Ao amanhecer, Tavos Vandor limpou os seus trajes, tomou um cavalo da caravana e seguiu em frente em sua longa jornada.

Passaram-se alguns dias depois que Tavos Vandor começou a sua aventura nas Terras dos Vales. Em seu caminho para a Cidadela Sem Sol, ele passou por varias vilas coletando informações sobre esta cidade perdida e depois que conseguia as suas preciosas informações, ele dizimavas as vilas em nome do Deus tirano Bane. Em uma noite de lua cheia, Tavos Vandor tinha avistado outra vila para ser sacrificado em nome do Deus tirano, o que ele não sabia era que nesta cidade havia um homem cuja espada poderia ser considerada a própria justiça. Ao se aproximar da vila, Tavos Vandor preparou a sua foice para mais um sacrifício para Bane. Mas antes que ele conseguisse botar os pés na cidade, de uma das casas do vilarejo saiu um guerreiro com uma armadura prateada que carregava o símbolo do Deus Thorm, um dos deuses da justiça. Aparentava que este guerreiro havia sentido a presença de Tavos Vandor ou do mau que a vila iria sofrer. Os dois guerreiros olhavam um para o outro e sem trocar nenhuma palavra, ambos começaram a batalhar. A batalha estava muito equilibrada, parecia que iria durar uma eternidade até que Tavos Vandor usou os poderes dos Deuses para tirar vantagem da luta. O bravo guerreiro da justiça vai ao chão e junto a ele a esperança da vila. Mas, indignado com a vitória de um ser maligno perante a justiça de Thorm, o guerreiro invoca os poderes da justiça em sua espada e descarrega este poder em Tavos Vandor, que cai inconsciente no chão. Logo em seguida o cavaleiro de Thorm levanta a sua espada para dar o golpe final, mas rapidamente a abaixa. O guerreiro de Thorm que sentia tanto mau emanando do corpo de Tavos Vandor, não conseguia mais sentir aquela entidade maligna tão fortemente como sentia antes. Aparentemente, o feitiço que amaldiçoava o corpo de Tavos Vandor havia se desfeito pelo poderoso ataque da justiça. Então, com o peso na consciência de ter ferido um inocente, o guerreiro de Thorm leva o homem ferido para a única capela daquela cidade, na qual pertencia ao Deus dos flagelados, Imalter. Na capela, o guerreiro pediu para Imalter salvar aquele homem cujo corpo tinha sido controlado por uma entidade maligna. Imalter, o deus do flagelo, com pena daquele pobre espírito, resolveu ajudar Tavos Vandor a recobrar a consciência e o fazer andar livre novamente por Fayrun.

Após alguns dias, Tavos Vandor acordou em uma pequena cabana naquela mesma vila. Parecia que ele estava fora de si já algum tempo. Ao abrir os olhos, cuja tonalidade havia voltado para azul, ele avistou um guerreiro desconhecido cujas afeições eram familiares. O guerreiro chegou perto dele e comentou sobre o incidente que havia acontecido entre os dois. Ele ficou abalado em saber que o guerreiro havia falado que o próprio mau havia se apossava do corpo de Tavos Vandor. O guerreiro completou falando que graças à benção de Imalter, ele havia voltado ao normal. Tavos Vandor ficou muito grato ao nobre guerreiro e a Imalter, ambos que haviam salvado ele daquela maldição. Depois que o guerreiro de Thorm viu que Tavos Vandor estava bem, ele decidiu seguir a sua jornada para espalhar a palavra de justiça de Thorm por toda Fayrun. Antes que ele partisse, Tavos Vandor falou que queria seguir os passos do guerreiro de Thorm e ajudar ele a espalhar a paz e a justiça por todo aquele plano. Mas, ele não queria espalhar somente as palavras de Thorm, ele fazia questão de espalhar principalmente as palavras de Imalter, o Deus que se preocupou em salvar a sua vida. O guerreiro, com um belo sorriso no rosto, agradeceu a ajuda de Tavos Vandor e ficou feliz em ter um companheiro de Imalter em sua longa jornada.

Antes de partirem em sua jornada o guerreiro de Thorm se apresentou e falou do seu objetivo naquelas terras. O nome do guerreiro era Magnus e ele estava em direção de Carvalho Enferrujado, que estava sofrendo ataques de umas estranhas criaturas. Magnus queria chegar naquela pequena vila e salvar os moradores daquele grande mau. Tavos Vandor sorriu e disse para eles seguirem caminho à frente porque todo o tempo desperdiçado poderia custar vidas de inocentes. Quando ambos saíram à estrada a fora, um pequeno brilho vermelho apareceu em um dos olhos de Tavos Vandor e logo em seguida um sorriso maléfico. Magnus sabia que aquele homem que estava acompanhado o ajudaria a plantar a justiça por toda Fayrun. O que ele não sabia é que naquele mesmo corpo habitava agora dois seres completamente diferentes: Um ser, que se intitulava como Tavos, quer ajudar todos os seres, devido ao grande mau cometido no passado, e tenta alcançar os Deuses através dos seus próprios méritos; e outro ser, que se intitula como Vandor, continua a ter raiva e ódio em seu coração e que busca vingança contra Azeroth , Bane e todos os dos Deuses, por este só ligam para os seus próprios interesses e continuam a deixar todos os seres apodrecem e sofrerem em seus planos.